sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Com Côr



"É o poder que tens que determina o que alcanças, não o merecimento."

(Dulce Maria Cardoso)

PS - roubado de Acto Falhado obrigada Rita




sábado, 12 de dezembro de 2009

São Dias


Há fases nas vidas das pessoas em que um dia atrás do outro já é muito bom.

O tempo vai passando e em cada dia existe mais uma coisa boa.

Hoje, passou mais um dia.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mar


E porque faz sentido que eu, que vivo ao pé do paredão, vá lá passear logo de manha…



Sentido se tiver um sentido faz sentido!


Não, não me tenho arriscado a escrever nestes dias tão sombrios. Não iria dar certo. A avaliar pelo que tenho publicado …

Aconteceram muitas coisas sim. Mas as importantes são aquelas que são invisíveis para os olhos. São aquelas que só se vêm com o coração, não se dizem porque vêm de dentro e se forem escritas também não fariam sentido nenhum.

Tenho pensado muito e sobre muitas coisas. Tenho tentado arranjar explicações para o meu pequeno mundo. Nele as coisas têm de ter sentido porque sem esse sentido, o meu mundo desaba. Todos os dias têm havido algumas avalanches…

Assim, hoje debati-me com esta coisa do sentido que as coisas têm de ter. Ela surgiu-me assim na cabeça do nada, ou eventualmente do mal que eu me estava a sentir por me achar a pessoa mais egoísta do mundo.

E de facto cheguei a uma conclusão que me fez sorrir: as coisas só fazem sentido se tiverem um sentido. E a maior parte das coisas que vivo não fazem sentido nenhum porque não têm um sentido. É básico, é tão básico que chega a ser estúpido. E eu senti-me tão estúpida que sorri. Senti-me estúpida por ser tão básica e senti-me estúpida por perceber que na minha vida grande parte das coisa que faço, que procuro e que tenho, não têm um sentido e por isso não fazem sentido.

O sentido das coisas faz toda uma diferença.

Nós gostamos de quem gosta de nós! Que sentido faz gostar de uma pessoa que não gosta de nós?
Nós estamos com quem gosta de estar connosco! Que sentido faz estar com uma pessoa que não gosta de estar connosco?
Nós damos alguma coisa porque alguém gosta de receber essa coisa. Faz sentido! Mas faz sentido também que se dê a quem nos dá de alguma forma. Se não, não faria muito sentido.
Nós trabalhamos bem se tivermos um sentido, seja lá ele o que for. Se não que sentido faz trabalhar?
Etc, etc, etc...

Enfim vendo as coisas desta maneira, consigo explicar uma data de coisas que não estavam claras na minha cabeça. E com as quais não me tenho sentido muito bem.

Fiquei um bocadinho mais feliz. Parece que visto desta maneira não me sinto tão egoísta e faz-me sentido que assim seja.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

E Hoje...


“porque a tristeza é um risco quando nos deixamos cativar”.

(O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A minha Estrela hoje brilha lá em cima


"Depois, à noite, pões-te a olhar para as estrelas. A minha é pequenina demais para se ver daqui. Mas, é melhor assim, para ti, a minha estrela vai ser uma qualquer. Assim, gostarás de olhar para as estrelas todas..."

(O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O meu sorriso




"O meu riso será a minha prenda. Os outros têm estrelas que não se riem."

(O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Um Café


Dia estranho, este. Pesado. Duro. Não choveu, não molhou, não houve sol, não houve brilho.

Não houve conversa, não houve quase nada. Mas quando cheguei ao meu mail tinha este texto.

Um texto que eu já tinha recebido várias vezes mas que hoje, não sei porquê, aconchegou-me.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco grande de vidro e encheu-o com bolas de golf.
A seguir perguntou aos alunos se eles achavam que o frasco estava cheio. Os estudantes responderam logo que sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de fósforos e mete-os no frasco de vidro. Os fósforos encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco agora já estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...O professor pegou numa mão cheia de areia e deitou-a para dentro do frasco de vidro. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios que havia entre as bolas de golf e os fósforos e uma vez mais o professor voltou a perguntar se agora o frasco já estava mesmo cheio.
Nesta ocasião os estudantes responderam que agora estava mesmo cheio e que não haveria hipótese nenhuma de caber mais nada dentro daquele frasco


De seguida o professor acrescentou 2 chávenas de café ao frasco e claro está que o café se espalhou pelo frasco. Os estudantes, nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:

"QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA"

As bolas de golf são as coisas Importantes como a família, os pais, os irmãos, os filhos, a saúde, os amigos, tudo o que nos apaixona.


São coisas, que mesmo que se perdêssemos tudo o resto, as nossas vidas continuariam cheias.

Os Fósforos são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.

A areia é tudo o resto, todas as pequenas coisas.

Se enchermos o frasco, primeiro com areia, não haveria espaço para os fósforos nem para as bolas de golf. O mesmo acontece com a vida.

Se gastarmos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importam.

Foi então que um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representava afinal o café.
O professor sorriu e disse:

"...o café é só para vos mostrar, que não importa o quanto a vossa vida esteja ocupada, haverá sempre um espaço para um café com um amigo. "

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Agonia


Como explicar o que se sente quando se ouvem coisas que são ditas e que nos entram directas ao coração com se fossem lanças afiadas. Lanças cheias de veneno que se enterram bem devagar na carne e deixam que o veneno se espalhe corroendo lentamente tudo o que o rodeia.

Como explicar a dor de uma morte anunciada, o frio de uma alma sem vida.

Como explicar esta agonia…

domingo, 29 de novembro de 2009

Escrever


Todos os dias, ou quase todos os dias, escrevo para mim. Já lá vão muitos e muitos anos.

Escrevo de mim para mim, escrevo de mim para a minha alma.

Escrevo para apaziguar a dor daquilo que não tive, daquilo que não tenho, daquilo que nunca terei e daquilo que nunca mais irei ter.

Escrevo para me dar conhecimento das coisas boas e das coisas más por que passo.

Escrevo para me acalmar e perceber que no mundo tudo é passageiro.

Escrevo porque sinto uma necessidade imensa de pôr cá para fora sentimentos que não consigo pôr de outra forma.

Escrevo porque não sei dar o que quero, como quero, a quem quero.

Escrevo porque me alivia.

Escrevo porque me põe a cabeça em ordem ou às vezes em desordem!

Escrevo porque assim dou um bocadinho de mim ao mundo.

Escrevo para me distrair, mas escrevo essencialmente porque não tenho outra forma de comunicar comigo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Música outra vez










Dizem que quem canta os seus males espanta. Pois bem das duas três, ha quem espante os males, há quem dance e há quem adormeça.

Às vezes cantar é tão bom como escrever. Faz-nos sentir vivas.

In my defence







"In my defence what is there to say
All the mistakes we made must be faced today
It's not easy now knowing where to start
While the world we love tears itself apart

I'm just a singer with a song
How can I try to right the wrong
For just a singer with a melody
I'm caught in between
With a fading dream

In my defence what is there to say
We destroy the love
It's our way we never listen
enough never face the truth
Then like a passing song
Love is here and then it\'s gone

I'm just a singer with a song
How can I try to right the wrong
I'm just a singer with a melody
I'm caught in between with a fading dream

Caught in between with a fading dream(Twice)
Oh what on earth
Oh what on earth
How do I try
Do we live or die
Oh help me God
Please help me"

(Freddie Mercury)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Silêncio III


Há palavras muito bonitas mas há silêncios imensamente mais bonitos do que essas palavras

Silêncio II


Em maré de silêncios e do que ele é capaz. Consigo dizer que é em silêncio que me ajoelho e rezo porque é em silêncio que descubro Deus em mim.

É em silêncio que trabalho porque é nele que encontro a paz para me concentrar nos afazeres do meu raciocínio.

É em silêncio que oiço cantar porque só assim consigo mesmo ouvir os sons baterem-me na alma e percorrerem todo o meu corpo como se de uma corrente eléctrica se tratasse.

É em silêncio que amo porque é nele que os meus sentidos despertam, porque é nele que tenho a confirmação de todos os sentimentos dos que me rodeiam.

É em Silêncio…

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Time






"Time waits for nobody
We all must plan our hopes together
Or we'll have no more future at all
Time waits for nobody

We might as well be deaf and dumb and blind
I know that sounds unkind
But it seems to me we've not listened to
Or spoken about it at all
The fact that time is running out for us all

Time waits for nobody
Time waits for no-one
We've got to build this world together
Or we'll have no more future at all
Because time - it waits for nobody

You don't need me to tell you what's gone wrong (gone wrong gonewrong)
You know what's going on
But it seems to me we've not cared enough
Or confided in each other at all (confided in each other atall)
It seems that we've all got our backs against the wall

(Time) Time waits for nobody
(Time) waits for no-one
We've got to trust in one another
Or there'll be no more future at all
(Time)

Yeah - Time waits for nobody
No no - Time don't wait for no-one
Let's learn to be friends with one another
Or there'll be no more future at all

Time (time) time (time) waits for nobody waits for nobody
Time time time time waits for nobody at all

Time waits for nobody - yeah
Time don't wait - waits for no-one
Let us free this world for ever
And build a brand new future for us all

Time waits for nobody nobody nobody
For no-one"

(Freddie Mercury)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Silêncio I


Quando se gosta e se tem a certeza dos sentimentos que nos envolvem e nos vestem, conseguimos estar em silêncio e usufruir de todos os nossos sentidos.

Quando a insegurança esta presente não há como não sentir o grande incómodo do silêncio.

Noite sem Lua


Logo vi...

Mais uma noite sem Lua!
Estas noites são fortes em sentimentos.
São tristes e vazias,
Longas e sombrias,
Sente-se o frio e o desaconchego do escuro,
Têm uma energia diferente e vincada.
Não gosto destas noites...

(A não ser quando estou acompanhada)

Every Time We Say Goodbye



domingo, 15 de novembro de 2009

Pensamento


Há sempre o que se pensa e se pode pensar, que se pode e deve fazer.

O que se pensa só por pensar mas que por não estar correcto socialmente só se pode pensar e não fazer.

E o que se pensa porque a cabeça invariavelmente vagueia por locais proibidos e estes, nem pensar se pode.

Filosofia dos sentidos


"Eu não tenho Filosofia: tenho sentidos..."

(Alberto Caeiro)

A minha noite



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

De coração


Existem coisas que quer se queira, quer não nos põem a pensar.

Há pequenas palavras, pequenos sinais, pequenas entoações ou mesmo só um olhar, um gesto, um toque, que nos conseguem por em cima de um pedestal ou do tamanho de uma ervilha.

O problema é que para ter coisas boas, precisamos de nos abrir e consequentemente de nos expor, e quando nos expomos estamos aptos a ouvir e a sentir as coisas mais estranhas.

Às vezes são coisas que nunca nos passaram pela cabeça que nos afectasse, outras são tão óbvias.

Abrir o coração tem destas coisas...

Nunca tive o cuidado de me conter, sempre me expus e por isso de vez em quando surge aquela sensação estranha que mais valia ter ficado calada.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Silêncio


O silêncio pode ser um bem ou um mal.

Aos poucos apercebi-me do quão traiçoeiro o silêncio pode ser.

Se é que se pode chamar assim.

Por um lado, o nosso silêncio. Por outro o silêncio dos outros.

Por um lado o bom do silêncio, por outro o mau do mesmo.

Por um lado quanto faz bem, por outro o mal que nos provoca.

Por um lado pode ser vingança, por outro não nos conseguimos vingar dele.

É uma arte, é um ácido, é desprezo, é paz , é barulhento, é solitário, é necessário, é sensato, é um martírio, é sabedoria, é …

E quanto mais procurar, mais vou encontrar. E o pior é que todos os que leio, todos os que vejo, todos os que oiço, são todos o que sinto ou já senti algures por ai em parte incerta da minha vida.

“O silêncio está tão repleto de sabedoria e de espírito em potência como o mármore não talhado é rico em escultura “ Autor: Aldous Huxley “Podemos estrangular os clamores, mas como vingarmo-nos do silêncio?”Autor: Desconhecido

“O silêncio é o maior dos martírios; nunca os santos se calaram” Autor: Desconhecido

“Os desgostos da vida ensinam a arte do silêncio” Autor: Séneca ”O mais corrosivo de todos os ácidos é o silêncio” Autor: Andreas Frangias ”O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo” Autor: Bernard Shaw

“O silêncio é um amigo que nunca trai”Autor: Confúcio ”Da árvore do silêncio pende seu fruto, a paz” Autor: Arthur Schopenhauer

“Um Silêncio Cauto e Prudente é o Cofre da Sensatez “ Autor: Umberto Eco

“O silêncio só existe em contraste com o barulho. Se não há barulho a contrastar, é ele próprio barulhento. E então apetece o ruído para ele ser menos ruidoso “ Autor: Vergílio Ferreira

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Agora como há uns anos.


Não, não gosto de voltar atrás. Mas muitas vezes temos de ser fortes e humildes, pegar no fio partido e tentar fia-lo novamente.

Se é a melhor forma?

Não sei!

O fio não volta a ser o que era, afinal foi partido, algures vai ficar uma marca bem forte e evidente.

Ao reconstruir podemos sempre remendar alguns pontos do fio que não tenham ficado bem, é certo que outros pontos do fio ficarão diferentes, com mais ou menos lã, com mais ou menos perfeição. Mas quando chegarmos ao fim da reconstrução e se chegarmos, veremos se valeu a pena tanto trabalho, tanta lã, tanto fiar. Sem tentar, nunca saberemos se ele ficará forte outra vez.

Também é certo que há lã que ficou por fiar, que há bocados de fio fiados com tanto amor e com tanto empenho, tão perfeitos, tão bonitos e que tiveram de ser abandonados. Mas como em tudo há marcas que não nos deixam esquecer que um dia eles existiram.

O importante mesmo é que a lã não acabe, que a vontade de fiar se mantenha e que o fuso não deixe de fiar.

Não há fio, não há agasalhos e o frio instala-se.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Coragem


Há uns dias para cá que esta palavra sai em tudo o que é sitio e de onde menos a espero.

Tenho-a encontrado por todo o lado, escrita, falada e até cantada. Parece que anda em toda a parte.

Cada vez que a oiço faz-me eco. Mas hoje o eco foi tão grande e tão contínuo que ainda não me saiu da cabeça.

Não me sinto nada confortável, ou melhor sinto-me mesmo constrangida, quando estas coisas me acontecem. Parece que é alguém a querer que eu tenha coragem ou que, de alguma forma pense nesse assunto!

Nunca fui boa nestes desafios. Nunca consigui perceber o que querem de mim e porquê.

Sinto-me limitada e burra.

Querem que eu pense corajosamente? Querem que eu tenha coragem?

Coragem para quê?

Para enfrentar? Para renunciar?

Coragem para falar? Coragem de calar? Coragem para suportar? Coragem para ouvir? Coragem para assumir? Coragem para amar? Coragem para viver? Coragem para morrer?

Coragem para quê mesmo?!

Preciso de ter tanta coragem e para tanta coisa e sou tão cobarde com tudo que, dificilmente vou chegar onde alguém faz questão que eu chegue.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Pensamentos




Ai! Pensar faz mal…

Sinto-me como um muro cheio de pés de hera todos eles entrelaçados em mim e entre si.

Um muro que de nada serve a não ser de entrave ao crescimento. Um muro velho e inoportuno, já sem sentido neste espaço.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

É Dificil





"Hoje acordei, e senti-me sozinho
Um barco sem vela, um corpo sem ritmo
Amanheci e vesti-me de preto
Um gesto cansado um olhar no deserto

Quando todos vão dormir
É mais fácil desistir
Quando a noite está a chegar
É difícil não chorar

Eu não quero ser
A luz que já não sou
Não quero ser primeiro
Sou o tempo que acabou
Eu não quero ser
As lágrimas que vês
Não quero ser primeiro
Sou um barco nas marés

Adormeci, sem te ter a meu lado
Um corpo sem alma, guitarra sem fado
Um sonho na noite e olhei-me ao espelho
Umas mãos de criança num rosto de velho

Quando todos vão dormir
É mais fácil desistir
Quando a noite está a chegar
É difícil não chorar

Eu não quero ser
A luz que já não sou
Não quero ser primeiro
Sou o tempo que acabou
Eu não quero ser
As lágrimas que vês
Não quero ser primeiro
Sou um barco nas marés"
(Pedro Abrunhosa)

Silêncio


"O silêncio só existe em contraste com o barulho. Se não há barulho a contrastar, é ele próprio barulhento. E então apetece o ruído para ele ser menos ruidoso."

(Vergílio Ferreira)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Corpo e a Alma


Sou grande e crescida e muitas vezes fico surpreendida comigo própria sem perceber o que me faz sentir assim tão pequenina e tão frágil.

Sinto-me ridícula e não gosto.

Confesso


Este meu canto tem sido, tantas e tantas vezes, um refúgio, um amigo inseparável, um companheiro e um entretimento indescritível. Tem sido também um local de partilha comigo própria, um local de discussão entre o mim e o meu eu, uma permanente gestão de conflitos entre esses dois seres que não se conheciam.

Preciso dele. Umas vezes mais outras vezes menos.

É mesmo um sitio onde me sinto confortável, à vontade (mas não à vontadinha) e em liberdade (qb). Liberdade que à muito não sentia. Nele tenho descarregado as minhas duvidas as minhas alegrias, as minhas experiencias, as minhas historias os meus sonhos a minha vida. A ele tenho dedicado uma parte do meu dia, contra tudo e contra todos. Tenho efectivamente dado de mim para dar ao meu eu e vice versa.

É um bocado de egoísmo forte e feio que me permiti a mim própria ao fim de tantos anos.

Porque sim e porque não


É impressionante como nunca nos sentimos contentes com o que temos.

Se temos é porque temos, se não temos é porque não temos.

E andamos nesta insatisfação uma vida.

domingo, 11 de outubro de 2009

A minha vida


Não quero mais esta vida de mentira, quero voltar à minha vida de verdade.

Afirmação


Não podemos ter medo, nem sentir vergonha do que somos. Temos sim de nos afastar de quem nos faz sentir pequeninos e de todas as situações que de alguma maneira nos ponham em situação de desvantagem.

A escolha



A escolha está presente em tudo na nossa vida.

Não sei se posso falar dela assim. Mas de facto é dela que dependemos e é ela que nos dita quem somos.

È estranho ter visto de repente as coisas desta forma e com tanta clareza. Mas é um facto, as escolhas que fazemos, condicionam todo o nosso ser e a nossa vida.

Está nas nossas mãos ser ou não ser, querer e ficar, não querer e partir, fazer ou não deixar acontecer, mostrar e perder.

Está nas nossas mãos escolher!

Vejo este momento um bocado como um jogo de xadrez.

Posicionamo-nos e condicionamos todas as peças que estão à nossa volta. O mesmo acontece, quando as outras peças se deslocam mexendo connosco. Aqui temos de tomar decisões.

Ou pensamos e estrategicamente, com coragem tomamos a nossa posição. Mexemos para onde? Desistimos? Fazemo-nos passar por quem não somos ou fingimos que somos, sem ser? Calamos o que não queremos ouvir? Falamos o que nos faz sentir bem? Escondemos o que não podemos dar?

Ou cobardemente e tentanto não perder nada, vamos caminhando em permanente sobressalto, sem grandes estratégias, deslizando pelos brancos e tacteando os caminhos arriscando-nos a que, a qualquer momento e sem nos apercebermos alguém nos dite o cheque mate.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Daily Poem



"Como as plantas a amizade não deve ser muito nem pouco regada"

(Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ser ou não ser


Observo por gosto. Sou desconfiada por natureza, prudente de feitio e sou medricas por defesa.


Não ganho nada com isso, é bem verdade.

Sempre fui virada para fora. Virada para as coisas que me rodeiam. As pessoas e os seus comportamentos sempre me fascinaram. A modo como reagem, como vivem, como se mexem, como falam. O fascínio do ser, do conseguir, do ganhar, do poder. As expressões, os sorrisos, o choro, a dor. Sempre me fez muita confusão saber que cada pessoa é uma só e que não há outra igual.

Sempre tentei perceber como é que cada pessoa vence ou não neste mundo de loucos. Como se agrupam as pessoas em função dos seus pensamentos, das suas reacções e principalmente de acordo com que afinidade de partilhas, de vivências ou ainda de experiencias.

Sempre tentei entender como se sobrepõem aos outros para conseguirem ser gente, como usam os seus potenciais, como se destacam, como se afirmam. Perceber o que dizem e o porque não dizem, o que os reprime e o que os faz sentir sublimes, o que mostram e o que escondem. Perceber o que os faz espernear lá no fundo e desdenhar cá em cima.

Às vezes mete-me medo. As pessoas são capazes de tanta coisa.

domingo, 4 de outubro de 2009

Dor


Há a dor de ter, a dor de não ter e a dor do perder.

Tudo tem dor.

Dor insuportável, dor mais forte, dor que se aguenta e aquela dorzinha.

A dor e o amor andam de mãos dadas e por vezes ate se abraçam.

Amor que não dói não é amor.

A dor do amor que tem resposta dá força, a dor do amor escondido desaparece, a dor do amor não correspondido parte, a dor da traição mata.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Felicidade?


Dantes eu achava que tinha muitas coisas para dizer acerca da vida. Hoje, e espero que seja de hoje, acho que esta tudo dito.

Entre aquilo que mostramos ser e aquilo que somos vai um mundo de interesses e de medos.
Os jogos que se jogam são verdadeiros desafios estratégicos. Mas, também há quem os jogue intuitivamente, mais às cegas, ganha sem perceber, perde sem saber.

Nestes jogos as peças fundamentais são os gestos e as palavras. São tão importantes uns como as outras. Tudo o que se lança para a mesa vai ter influência para o seu desfecho. Qualquer palavra lançada ao Deus dará pode ter efeitos devastadores. Tal como os gestos podem implicar um cheque mate.

Só que, este jogo não tem regras definidas, as regras que se impõem podem ser contornadas a qualquer momento, dependo bem do dia, da hora e das pessoas que o jogam. Depende da seriedade, depende do que se quer e se está disposto a dar e ou perder, depende de tudo e de um par de botas. E assim fica difícil.

Esta falta de fórmulas, a falta de assumir cada um para si próprio o que se quer de si mesmo e o que se quer do próximo ainda torna as coisas mais complicadas.

Acabo sempre no mesmo. São os valores que por vezes faltam.

Os valores que temos e que não nos passaram. A falta de poder de encaixe, a falta de sentido de sacrifício, falta de capacidade de cedência e de compressão. Coisas que se ensinavam e que hoje se facilitam em prol da felicidade.

Que vontade que me dá de rir.

Felicidade? E o que é felicidade?

É ter o que se quer? É dar o que se tem? É aceitar o que cai do céu? É procurar o que se precisa?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Just look over your shoulder




"...This bond between us
can't be broken ..."

"... Cause you'll be in my heart
Yes, you'll be in my heart
From this day on
Now and forever more

You'll be in my heart
No matter what they say
You'll be here in my heart, always

Why can't they understand
the way we feel
They just don't trust
What they can't explain
I know we're different but,
deep inside us
We're not that different at all

And you'll be in my heart
Yes, you'll be in my heart
From this day on
Now and forever more

Don't listen to them
'Cause what do they know
We need each other,
To have, to hold
They'll see in time
I know

When destiny calls you
You must be strong
I may not be with you
But you've got to hold on
They'll see in time
I know
We'll show them together

'Cause you'll be in my heart
Believe me, you'll be in my heart
From this day on
Now and forever more

Oh, you'll be in my heart
No matter what they say
You'll be here in my heart, always
Always

I'll be with you
I'll be there for you always
Always and always

Just look over your shoulder
Just look over your shoulder
I'll be there always "

(Phil Collins)

sábado, 19 de setembro de 2009

Memória


Mais uma noite sem Lua!

"Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão."

(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Eu e tu


Eu e tu, amarrados a esta vida com objectivos tão iguais e caminhos tão diferentes.

Os dois, presos por laços que nem sabemos se existem, em cais pouco seguros e pantanosos.

Um tem puxado pelo outro e juntos, temos caminhado lado a lado num misto de engano.

Oiço e bebo as tuas palavras em silêncio e reconstruo sobre elas o pouco que me resta e que ainda está intacto.

Quantas vezes à deriva, olhei para ti e me fizeste ver que o norte tem um caminho.

Tens-me deixado ir atrás de ti, sem vontades nem compromissos, e tens-me levado calmamente, num mar de paz, rumo a um porto seguro. Se lá conseguir chegar, nele vou-me erguer, nele vou olhar para o horizonte e vou ver, todos os dias, um nascer e um pôr-do-sol. Nele, sozinha, estarei acompanhada pelo mundo.

Um Búzio




É tudo tão falível, é tudo muito terreno.

O que existe hoje, amanha é uma grande incógnita.

No outro dia encontrei um búzio. Um búzio nem pequeno nem grande, nem dos mais bonitos, nem dos mais feios, mas inteiro.

Inteirinho! Solitário, gasto, de arestas limadas e cores esbatidas, mas intacto, bonito e cheio dele. Imponente.

Estava encostado a uma alga verde grande e aconchegadora e bem ao lado daquelas assustadoras rochas cheias de bicos.

Deve ter andado por ali às voltas, a ir e voltar, a bater e a levar ate a maré o largar e ele conseguir descansar, junto a todas as outras conchas e búzios que por ali vagueavam.

Na altura fiquei espantada. Como é que ele, coisa tão frágil, conseguiu sobreviver a tanta brutalidade, a tanta agitação. Como é que ele, coisa tão delicada conseguiu resistir no tempo e a climas tão agrestes.

Esta descoberta fez-me pensar e foram-se alguns dias até eu perceber o que ele me fez sentir, ali tão inteiro, tão bonito e tão orgulhoso.

Aprendi por mim e com as minhas turras, que um amor tem de se cuidar todos os dias a todo o minuto. È certo que há dias e dias, mas ainda assim é preciso cuidar.

Podemos bater, podemos levar, mas temos de ter atenção às pancadas, porque há batidas que são fortes mas que, se forem dadas na altura certa e no sítio certo não partem, limam arestas. Outras que, mesmo pequeninas e leves, nos partem e nos deixam irreversivelmente danificados e desgastados.

O amor é como os búzios e como as conchas. Uns mais fortes, outros mais fracos, todos eles começam bonitos e inteiros, mas com o tempo e com as pancadas vão-se estragando e despedaçando.

O Amor é como os búzios e como as conchas. Uns chegam intactos ligeiramente moídos mas bonitos, outros entregam-se partidos mas com formas, outros jazem quebrados e desfigurados.

Cuidar de um amor é como cuidar de uma concha. Temos de zelar por ele todos os dias, com muita parcimónia e ter em atenção toda a sua fragilidade.

Feliz e orgulhoso o que chega inteiro. Foi cuidado e soube cuidar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Identidade


Ganhar identidade é o nosso elemento diferenciador. À medida que se vai ganhando identidade perante os que nos cercam vamo-nos aproximando ou distanciando.

Por isso na nossa vida devemos manter algumas amizades dentro de determinados parâmetros e distanciamentos, sob pena de acelerar o processo de afastamento.

Fico triste sempre que percebo de todo o distanciamento que é provocado pelo meu amor, pela minha vontade de estar, de ter e de dar. Sei que é inevitável e depois de tantos anos de vida já devia estar mais do que habituada. Mas não, dia para dia parece que piora. Quanto mais quero, mais vivo e faço viver e mais perco.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Oportunidades

As expectativas matam...


Ou se tem oportunidade de mostrar o que se é e o que se vale, ou então…

Isto faz-me arrepiar.

http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY

Há tão poucas oportunidades nesta vida de dar o tanto que temos para dar, de mostrar o que na realidade somos.

Este Vídeo já cá andou. Mas nunca é demais.

Há sempre um dia em que abrimos o espírito e nos voltamos para as pessoas que estão à nossa volta e percebemos que sem elas não somos ninguém. E aí, percebemos o importante que é dar oportunidade de elas poderem entrar na nossa vida tal como são e com o que têm para dar, sem constrangimentos, sem preconceitos, sem medos, sem tabus.

“…I dreamed a dream in time gone by
When hopes were high and life worth living,
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving…”


Como extra


terça-feira, 8 de setembro de 2009

...


Só dá quem ama,
Só recebe quem sabe amar.
Amar, toda a gente Ama,
Saber Amar, não é para todos.

domingo, 6 de setembro de 2009

A menina gorda


Um bocadinho da minha infancia.




Era-me declamado tantas noites pelo meu Pai...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Horizonte



HORIZONTE

"...O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte

A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte --
Os beijos merecidos da Verdade."

(Fernando Pessoa)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sempre que te sentires só


Às vezes gostava de saber escrever, para poder escrever tudo o que me coubesse na alma, tudo o que me viesse à cabeça, tudo o que o meu coração sentisse.

Mas tenho medo. As minhas palavras são mentirosas. Até a mim me enganam.

Consigo tão bem ver nas palavras dos outros tantas coisas que eu sinto, que acabo sempre por perceber que cada um tem a sua missão cá neste mundo. E a minha não é escrever. Um dia, talvez eu possa compensar a humanidade por tudo o que me dá e por tudo o que eu roubo dela.

Enquanto isso, resta-me roubar e partilhar a quem ainda não conhece, ou a quem precise de ouvir, tantas coisas bonitas que me passam pelas mãos.



"Olha pra mim
Deixa voar os sonhos
Deixa acalmar a tormenta
Senta-te um pouco aí

Olha pra mim
Fica no meu abrigo
Dorme no meu abraço
E conta comigo
Que eu estarei aqui

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei
sempre que te sentires só

Olha pra mim
Hoje não há batalhas
Hoje não há tristeza
deixa sair o sol

Olha pra mim
fica no meu abrigo
perde-te nos teus sonhos
e conta comigo

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só

eu estarei sempre
que te sentires só"

(Mafalda Veiga)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lágrimas da Volta


Há males (ou bens) de que padecemos que nunca damos por eles se não quando os ouvimos por palavras de outros.

Ainda não há muito tempo, falei porque sim, das minhas “lágrimas da volta”. São lágrimas e sentimentos que fazem parte de mim.

Nunca me tinha debruçado muito sobre este assunto. Já é condição assente. Na volta temos o silêncio e as “lágrimas da volta”, como sempre lhes chamei.

Não gosto da volta, não gosto de deixar nada … O ir implica voltar, mas o voltar nem sempre implica ir novamente. E por isso eu achava que era mais uma daquelas minhas birras de menina mimada, de menina que não gosta de perder, de quem deixa muita coisa por viver, de quem tem muita saudade.

Pois nem de propósito. Uns dias depois, quem me ouviu falar fez-me chegar às mãos um artigo da Laurinda Alves, que tem tudo a ver com todo este meu sentimento.

Achei graça, porque descreve o que me vai na alma de cada vez que volto de algum sitio. Nunca, mas nunca mesmo, o faria melhor.

Simplesmente é isto.

"E é neste silêncio que ressoam as palavras e os gestos dos que nos são queridos e cabem todos os instantes bem vividos."

(Laurinda Alves)

sábado, 29 de agosto de 2009

Ausência


"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim."

(Carls Drummond de Andrade)

Um Olhar Parado











sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um Motivo


Um dia comecei a ler um bolg e depois outro e depois outro, até bater num blog que, não sei porquê, me deu vontade de também eu ter o meu blog.

Foi uma vontade, tão vontade que me pus ao trabalho de imediato.

Mas no meio disto tudo, não é na formação do meu blog que me quero centrar, é na formação de outros blogs, que eventualmente o meu deu ou pode vir a dar origem.

Pode ter dado sim ou melhor gostaria de acreditar que sim, ou poderá vir a dar. Não pela beleza, não pela escrita, não pelo que é, mas sim pelo que não é.

Todos nós temos aquele pensamento, “…se fosse meu seria assim… eu faria aquilo, escrevia blá blá blá…“. E a partir daqui começa a entrar o bichinho, que vai roendo. Depois temos ou não a coragem de tentar fazê-lo, temos ou não paciência de continuar, temos ou não persistência para o manter.

Por isto ou por aquilo, é sempre engraçado perceber que como me aconteceu a mim, pode sempre acontecer aos outros.

Afinal, afinal só não acontece aos que cá não andam.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Brilho da Vida


Já deu para perceber e vê-se pelas minhas fotografias, pelas minhas palavras, pelos meus gestos, que eu só gosto do que brilha.

O Sol, a Lua, o mar, o luar, as estrelas, o sorriso, os olhos, o branco, a luz, a simplicidade, a inteligência, o cristal, a transparência, a limpeza, a manha, o orvalho, a lágrima. . .

"Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação."

(Carlos Drummond de Andrade)

O Brilho da Manha






quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dois Anos


Ora pois…

Já cá canta mais um.

Assim, em dia de aniversário do meu blog, venho renovar as suas/minhas intenções.

“O objectivo deste blog é o de partilhar um pouco da minha existência e o meu estado de alma, através das COISAS que me fizeram e fazem ser o que sou hoje. COISAS como pensamentos, reflexões, percepções, sentimentos, utopias, fantasias, sonhos... COISAS bonitas, feias, boas, más, filosóficas ou sem ser, parvas, inteligentes... COISAS como filmes, excertos de livros, dizeres, máximas, musicas, letras de músicas...
Enfim COISAS .”

E se, tal como no ano passado, eu tive o orgulho da vida em ter conseguido manter este blog bem vivinho durante um ano, então agora preciso de um babete bem grande, ou será de um alguidar?
Pois não sei, de qualquer coisa sei que preciso!

Definitivamente não é pela forma como escrevo, nem pelo que escrevo mas sim por conseguir, enfrentar esta minha grande dificuldade que é escrever, sentir e ser. Mostrando-me que dificuldade não é incapacidade nem impedimento para se conseguir fazer determinadas coisas.
Passo a passo, bem devagarinho vou tendo consciência de que vou conseguindo e dia-a-dia cai mais uma ficha a meu favor.

Hoje, olhando para trás, estou duplamente surpreendida com tanta coisa.

"...Por isso fiquei hoje deveras surpreendida. Um Ano!Sinto cá dentro um orgulho enorme. Não pelas coisas que escrevi, mas porque escrevi, não pelas ideias que tive, mas pelos motivos. Encontrar-me foi um objectivo de quase todos os dias. E escrever, foi um desafio imenso, enorme, gigantesco!!!!!!!!!. ..."

Outro Olhar


A minha lente nova











terça-feira, 25 de agosto de 2009

Please Forgive Me





Please Forgive Me – Bryan Adams Music Code
Please Forgive Me

"... I only wanna make it good
So if I love ya a little more than I should

Please forgive me I know not what I do
Please forgive me I can’t stop lovin’ you
Don’t deny me

This pain I’m going through
Please forgive me
If I need ya like I do
Please believe me
Every word I say is true
Please forgive me I can’t stop loving you
Still feels like our best times are together
Feels like the first touch..."

(Bryan Adams)

Um Olhar


A Minha Lente Nova




segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sem Querer



Sem querer percebi, que não quero agonizar na espera, que não quero sentir a tristeza de não ser ninguém para ninguém, que não quero ser o vazio da sombra, que não quero sentir o cheiro da solidão.


Sem querer percebi, que não quero ser hoje para deixar de o ser amanha.

Sem querer percebi que tudo isto me faz perder na minha tristeza, no meu ser, no meu eu.

Sem querer percebi que quero e preciso de ser alguém.

Sem querer percebi que para isso, eu preciso de ser eu e para ser eu só preciso de mim.

domingo, 23 de agosto de 2009

Laços de Confiança


O meu pensamento é meu e só meu.

Só eu sei o que lá anda e só eu sei o que por lá passa.
Só eu sei o que faço para que conheçam ou desconheçam o que trago nele.
Só eu sei o que transmito e porque omito.
Só eu sei toda a sua verdade.
Só eu sei como quero usar este poder, que no meu entender é a base de qualquer relação.

Nunca tive esta consciência. Pelo menos, não desta forma.

São pensamentos estúpidos (ou não) que nos passam pela cabeça, quando estamos mais desocupados.

Assim, hoje pensei que os pensamentos dos outros, tais como os meus, são deles e só deles e só eles é que sabem o que por lá se passa. São incógnitas com que temos de viver e conviver.

Somos obrigados a acreditar nas suas palavras, somos surpreendidos pelos seus gestos. Somos apanhados nas suas atitudes, caímos nas suas teias. Deixamo-nos levar pela surpresa das suas vozes ou pela paz dos seus movimentos mas nada, mesmo nada nos garante, que seja essa a realidade dos seus pensamentos. Estes vão sendo consolidados no tempo, com vontade e na consistência de todos os actos, palavras e gestos.

Só que por vezes, a vontade trai os pensamentos, os gestos escapam e surgem na simplicidade do seu entendimento e aí perde-se de imediato toda a força do acreditar, tornando impossível a retoma do momento.

Os laços de confiança são, sem dúvida, a base de qualquer relação.

sábado, 22 de agosto de 2009

Um Sonho


“ O amor é um mistério sem fim, já que não há nada que o explique. “

(Rabindranath Tagore)

Um dia com tanto amor,
construi um sonho.
Um sonho que ficou
difícil de só ser sonhado.
Um sonho que quis viver.
Um sonho que
ao tentar passar
para o lado da realidade
morreu.

Um sonho é um sonho. Um sonho é um conjunto de momentos imaginados, para lá de qualquer realidade, que se encaixam uns nos outros, como que por magia e correm coordenados sem obstáculos, tal e qual a agua corre no leito de um rio. Tudo é bonito, tudo é dourado, como a luz do pôr-do-sol a bater no branco de uma casa alentejana.

Mas um dia, de tanto sonhado, e de tão perfeito que é, o sonho sonha que não tem como correr mal e tenta saltar para o mundo do real. E tal e qual um fruto que cai da arvore, morre.

Morre de morte natural.

Nessa altura nasce um vazio grande, que so pode ser preenchido apanhando e construindo outro sonho com muito amor.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fim de Férias de Verão




Não, não me esqueci de viver. Estive mesmo muito ocupada com essa coisa.

VIVER…

Quebrar rotinas, criar novos ritmos…

Tenho estado muito caladinha, sim é verdade. Ás vezes é assim que sinto a vida a passar.

As Ferias, são sempre períodos de grande reflexão, de grandes contrastes de sentimentos. Tudo nos passa pela cabeça, tudo é posto em causa. Tudo é vivido noutra dimensão, tudo é assimilado de outra forma que não aquela que se nos apresenta em altura de não férias.
Acontecem tantas coisas num só dia férias, que fica difícil digerir.

É a altura mais desejada do ano, nela pomos todas as nossas energias e expectativas.

É a altura, por excelência, da definição de objectivos para o “novo ano” que nos aguarda.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Tudo Muda


Já tinha lido isto algures por ai. E até já experimentei um dia. É bem verdade. As coisas acabam mesmo, assim de um dia para o outro, basta um minuto e tudo muda.

Ficam as histórias, as memorias, as saudades.

Tive esta mesma sensação quando a minha mãe morreu.

De repente tudo mudou. O céu continuava azul, o sol continuava a nascer todos os dias, o verde era verde, o mar cheirava tão bem, sentia calor e até cheguei a sorrir, tudo parecia igual, mas estava tudo tão diferente!

Não reconheci pessoas tal como as conheci, não reconheci situações tal como as vivi, não me reconheci tal como era. Não me senti mais a mesma pessoa. E principalmente não tinha mais quem observasse e vivesse todos os momentos importantes da minha vida tal como ela era.

Durante um tempo andei a vaguear pelas novas e estranhas ruas desta vida até ter vontade de recomeçar a aprender e a conhecer tudo de novo.



Against All Odds

"How can I just let you walk away?
just let you leave without a trace
When I stand here taking every breath with you, ooh
You're the only one who really knew me at all

How can you just walk away from me,
when all I can do is watch you leave
'Cause we've shared the laughter and the pain
and even shared the tears
You're the only one who really knew me at all

So take a look at me now, who has just an empty space
And there's nothing left here to remind me,
just the memory of your face
Well take a look at me now, who has just an empty space
And you coming back to me is against the odds
and that's what I've got to face

I wish I could just make you turn around,
turn around to see me cry
There's so much I need to say to you,
so many reasons why
You're the only one who really knew me at all

So take a look at me now, who has just an empty space
And there's nothing left here to remind me,
just the memory of your face
Now take a look at me now,
'cause there's just an empty space

But to wait for you, is all I can do
and that's what I've gotta face
Take a good look at me now, 'cause I'll still be standing here
And you coming back to me is against all odds
It's the chance I've gotta take

Take a look at me now"
(Phil Collins)


segunda-feira, 27 de julho de 2009

domingo, 26 de julho de 2009

Desordem


Esta minha aversão a discussões, competições, rivalidades, jogos, estratégias, entre outras coisas que tais, faz parte de mim, provavelmente, desde que eu nasci.

Nem à macaca eu gostava de jogar por competição. De de cada vez que percebia que tinha alguém a querer medir forças, eu dava de bandeja. É mais forte que eu. Não sou, nunca fui nem serei melhor do que ninguém, e não gosto de me provar isso vezes sem conta. Não sou lutadora e costumo dizer que sou má perdedora, estes talvez tenham sido os meus grandes defeitos ou quiçá as minhas grandes virtudes, nesta vida.

Mas gosto de música e ela ajuda-me a passar estas desordens.

Gosto desta versão.

"An awesome performance of Sir Elton John, one of the most beautiful piece with a Symphonic Orchestra (Royal Opera House)"

sexta-feira, 24 de julho de 2009

24 de Julho


Hoje, supostamente, seria um dia bom para eu escrever.

Um dia, que um dia me deu tantas historias bonitas para lembrar. O dia que me devolveu a vida.

Mas hoje, porque sim, não me sai o que contar. As coisas boas de outrora evaporaram-se por frechas que, distraídamente não tapei. As incertezas de hoje, porque sim, acabaram com o sonho de um ontem mágico.

É sempre assim, o menos bom sobrepõe-se sempre ao muito bom.

Não, definitivamente não era com isso que eu contava. Eu contava que hoje eu tivesse coisas muito boas para contar.

Tonight




Are you ready for love





"Catch a star if you can
Wish for something special
Let it be me, my love is free
Sing a song to yourself
Think of someone listening
One melody, you're all for me

I'll write a symphony just for you and me
If you let me love you, I'll paint a masterpiece
Just for you to see
If you let me love you, let me love you

Are you ready, are you ready for love
Yes I am
Are you, are you ready, are you ready for love
Yes I am
Are you, are you ready, are you ready for love

You're the one like the sun
Shine your love around me
You'll always be the one for me

Say the word and I'll be there
Loving you forever
Don't let me go
Just say it's so

We'll hear the music ring from the mountain tops
To the valley below us
We'll serenade the world
With a lullaby so the angels will know us
Angels will know us"
(Elton John)

Mais um Poema roubado descaradamente


Contemplação
"Deixa-me contemplar-te. Apenas quero
guardar com nitidez a tua imagem
para poder depois seguir viagem
sem temer a angústia e o desespero.

Quero fixar os traços do teu rosto
no mais íntimo canto da memória
para os poder lembrar quando o desgosto
da tua ausência for a minha história.

Quero reter nos olhos as marés
de que se faz a luz do teu olhar
para poder prender-te como és
para sempre no fundo do meu mar. "


posted by Torquato da Luz at 8:55 AM

Voltei a roubar, mas é tão bonito que não resisti.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

"For once in my life"


Para cantar



para dançar



ou simplesmente para ouvir



PS- só espero que não se adormeça de vez neste blog

quarta-feira, 15 de julho de 2009

This is it...



E porque é assim que devia ser!






"I finally found someone, who knocks me off my feet
I finally found the one, who makes me feel complete
We started over coffee, we started out as friends
It's funny how from simple things, the best things begin

This time it's different,

It's all because of you,

It's better than it's ever been
'Cause we can talk it through
Oohh, my favorite line was "Can I call you sometime?"
It's all you had to say to take my breath away

This is it, oh, I finally found someone
Someone to share my life
I finally found the one, to be with every night
'Cause whatever I do, it's just got to be you
My life has just begun
I finally found someone,

Did I keep you waiting, I didn't mind
I apologize, baby, that's fine
I would wait forever just to know you were mine
And I love your hair, sure it looks right
I love what you wear, isn't it too tight?
You're exceptional, I can't wait for the rest of my life
This is it, oh, I finally found someone
Someone to share my life
I finally found the one, to be with every night
'Cause whatever I do, it's just got to be you
My life has just begun
I finally found someone,


Whatever I do, it's just got to be you
My life has just begun
I finally found someone"

(Barbra Streisand and Bryan Adams)

Ter idade para...


O que é que é “Ter idade para…”?

Eu não sinto que "tenha idade para…"!

Acho que nunca senti.

Mas as pessoas olham para nós, seja em que idade for, e teimam em dizer: – -- - Tu já tens idade para fazeres aquilo, já tens idade para não fazer isso…

Toda a minha vida me debati com este… bem, nem sei como lhe chamar.

E eis que quando acho que já não vou ouvir nunca mais, se ouve: - Livra, já tens idade para…

Ora, caramba, quando é que alguma vez eu não terei idade para fazer o que quer que seja, sem que alguém me diga que eu "já tenho idade para…".

Começo a ficar realmente preocupada!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

domingo, 12 de julho de 2009

Tempo de mudança


Comecei há uns dias e muito lentamente a não querer perceber mas a sentir que estou em fase de readaptação.

Apercebi-me que existem novas realidades na minha vida. Não sei se são boas se são más, sei que tenho de me adaptar e de aceitar os novos caminhos que se abrem bem na minha frente, deixando que outros se fechem debaixo dos meus pés. Andar para a frente significa isso mesmo.

Eu nunca fui muito dada a mudanças, nem nunca gostei de deixar de ter umas coisas para ter outras. Prefiro sempre as anteriores, por medo ou pelo que for! As antigas, eu já conheço!

Mas já vou mais longe do que queria.

Para além da relutância à mudança, bem visível, cá me parece que este novo ciclo é como o 8º ano, não é carne nem peixe, nem o começo de um ciclo nem o acabar de outro, é só mais um, só que é de transição, não trás nada de novo, mas tira-nos todas as mais-valias que tínhamos anteriormente. Ora mudar para pior, não obrigada, mudar por mudar também não me apetece, mudar porque tem de ser, pois… Deve ser por aqui.

Sempre me adaptei bem a todas as fases da vida. Houve umas, um bocado mais difíceis do que outras, nessas estrebuchei, mas elas foram passando e eu fui vivendo o melhor que pude dentro de cada realidade.

A mais difícil de passar foi, sem dúvida, a adolescência. Crescer nunca foi fácil para mim. A partir dai, tudo correu sobre rodas, um bocadinho mais um bocadinho menos, mais ou menos acompanhada.

Pensei, com algum alívio, que nunca mais tivesse de pensar em crescer outra vez. Mas lá está, esse bichinho dá cabo de nós, e ao contrário do que eu pudesse imaginar, aí está ele outra vez a azucrinar-me o espírito.

Só que agora a realidade é outra, a nossa rede de segurança deixou de existir, estamos por nossa conta e risco.

sábado, 11 de julho de 2009

Felicidade


Hoje em dia, e eu acho que já falei disto, as pessoas têm o culto da felicidade.

Ser feliz não importa à custa de quem, nem de quê. Passam e julgam que levam a felicidade.

Também não acho que a felicidade tenha de passar pelo sofrimento profundo e duro.

Há um meio-termo por aí algures que se tem de encontrar.

Tudo o que é ponderado, verdadeiro, transparente trás felicidade.

Tudo o que é falso, desequilibrado, pouco claro trás insegurança que por sua vez não nos deixa ter paz, quanto mais não seja de espírito.

Temos de ter atenção que a nossa esfera acaba onde começa a dos outros que nos rodeiam e que essas esferas, são maiores ou mais pequenas, mas rijas ou mais frágeis, doentes ou saudáveis, cheias de infinitas variáveis.

Nem sempre, ou por outra, raramente conseguimos ter discernimento para perceber quando estamos a entrar na esfera dos outros ou nos apercebemos logo que estamos a deixar os outros entrarem na nossa, infelizmente não há alarmes, por isso a verdade, o respeito e a boa educação são essenciais nestas trocas, nestas partilhas de esfera desejáveis ou indesejáveis.

Para mim, estes valores são os alicerces da nossa vida.

Não pretendo com isto dizer que sou santinha (anjinho para alguns). Longe mesmo! Ultrapasso a toda a hora os limites do aceitável, o que me tira do sério.

É um processo difícil de aprender e por vezes até de compreender. Tantos prismas, tantas formas de ver as coisas que acabamos por só ver a que mais nos interessa.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

E porque hoje é Lua Cheia




Aqui vai outro registo da minha vida.

Algarve, noite, verão, praia, pés na areia, lua cheia, acordes de viola, músicas, sabor a sal.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Michael Jackson


E porque hoje foi dia de Michael Jackson, e porque gosto desta música e porque é sempre dia de tentar ser melhor:

terça-feira, 7 de julho de 2009

O efeito da música em mim…




Tenho acordado para a música. A noite de sábado fez-me relembrar tantas daquelas que ouvíamos e tanto daqueles pequenos momentos vividos na sua companhia. Depois de tanto tempo, aquelas músicas entraram outra vez dentro de mim provocando sensações que pelos vistos ainda duram, quase tão vivas como naqueles tempos. É impressionante, o efeito da música em mim…

sábado, 4 de julho de 2009

Silêncio


"Quando falares, cuida para que as tuas palavras sejam melhores que o silêncio"
Provérbio Indiano

Hakuna Matata


Circle of Life


Percebi!
Percebi, mais uma vez, que tudo e todos têm o seu lugar e o seu tempo.
Percebi, mais uma vez, que tudo começa e tudo acaba.
Percebi, finalmente, que temos de saber acabar, tal como saber começar.
Percebi também que nem sempre queremos que acabe, como nem sempre queremos que comece.
Percebi ainda que precisamos de uma certa força e presença de espírito para que tudo corra no final tão bem como correu no seu começo.

Custa!
Custa como tudo na vida, e ainda custa mais quando não é nada disso que se quer.
Custa não termos o poder de prolongar tudo o que é bom, ou de acabar com o que é mau.
Custa não saber como o fazer.
Custa ter de tomar decisões.
Custa saber a altura certa.
Custa mudar os hábitos e finalmente, custa perceber que as coisas mudaram.

Sei!
Sei que há portas que se fecham e outras que se abrem.
Sei também que precisamos de um certo tempo para conseguir ver quais foram as portas que se abriram e o que deixaram entrar.
Sei ainda que hoje dói mas que amanha passa.
E sei porque percebi, mais uma vez, que tudo acaba tal como tudo começa.

Numa certa medida, faz-me lembrar o que acontece quando estamos a sonhar e está a ser muito bom e alguma coisa nos faz acordar e não é nada disso que se quer e voltamos a fechar os olhos com muita força e tentamos prolonga-lo e damos conta com tristeza que não vamos conseguir e finalmente aceitamos e abrimos os olhos e continuamos com a nossa vida.



"From the day we arrive on the planet
And blinking, step into the sun
There's more to be seen than can ever be seen
More to do than can ever be done

Some say eat or be eaten
Some say live and let live
But all are agreed as they join the stampede
You should never take more than you give

In the circle of life
It's the wheel of fortune
It's the leap of faith
It's the band of hope
Till we find our place
On the path unwinding
In the circle, the circle of life

Some of us fall by the wayside
And some of us soar to the stars
And some of us sail through our troubles
And some have to live with the scars

There's far too much to take in here
More to find than can ever be found
But the sun rolling high through the sapphire sky
Keeps great and small on the endless round

In the circle of life
It's the wheel of fortune
It's the leap of faith
It's the band of hope
Till we find our place
On the path unwinding
In the circle, the circle of life
"
(Elton John)


quinta-feira, 2 de julho de 2009

I Want Love




"...I can't love, shot full of holes
Don't feel nothing, I just feel cold
Don't feel nothing, just old scars
Toughening up around my heart

But I want love, just a different kind
I want love, won't break me down
Won't brick me up, won't fence me in
I want a love, that don't mean a thing
That's the love I want, I want love

I want love on my own terms
After everything I've ever learned
Me, I carry too much baggage
Oh man I've seen so much traffic

But I want love, just a different kind
I want love, won't break me down
Won't brick me up, won't fence me in
I want a love, that don't mean a thing
That's the love I want, I want love..."


(Elton John)

Coisas da Vida I



“É fácil não reparar em algo que não procuramos”

Estava eu aqui no meu cantinho sossegada a tentar pensar no porquê de me ter apanhado a esconder coisas de mim própria. Quando na televisão alguém disse esta frase que me chamou a atenção!

E afinal de contas não é isto o que fazemos todos os dias com tanta coisa que está a nossa frente?
E não é isto que põe infelizes os que não procuramos?
E não é infelizes que nos sentimos todos os dias quando não somos encontrados?
Parei, aqui deitada no sofá, com o pensamento distante e a tentar procurar a razão para uns serem encontrados e outros não, para procurarmos algumas coisas ou pessoas e outras não.

Fiquei deveras incomodada. Pelos vistos vivo enganada, acho que tento procurar quem precisa de mim e apercebi-me que eu própria vejo no dia o que me interessa. Dou comigo a encontrar só quem procuro e a procurar só quem eu preciso.

Parece-me que baralhei tudo. Mas mesmo baralhado, cá me parece que passei o meu raciocínio.
Agora o pior é saber o porquê. O que nos move a fazer estas coisas?
Cada um terá os seus interesses. Mas será que todos temos essa consciência toda chapada na testa?
Pois bem, estou para aqui a tentar procurar as minhas razões. Umas eu consigo encontrar de caras, outras vou encontrando meio a medo, mas existem outras que não consigo, nem por um bocadinho, destapar o véu.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Lógica/Imaginação



"A lógica leva-nos de A para B. A imaginação leva-nos a todo o lado "

(Albert Einstein)

É sempre bom lembrar que a imaginação nos leva a qualquer lado...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Elton John




E cá está o que eu vi e ouvi ontem.

A minha preferida...

E como não bastou só esta, olhem só o que eu encontrei no Codornizes tudo aquilo que se passou, compiladinho e tudo lindinho. Em suma, o trabalhinho todo feito.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Amor


“O amor é a arte de encontrar no rosto do outro o espelho dos nossos sonhos.”
Expresso, em 20090523 (Inês Pedrosa)

sábado, 27 de junho de 2009

Um dia tive um sonho


Um dia tive um sonho!

Foi um sonho lindo. Cheio de cor e de bem-estar. Um exclusivo como ele só e como eu sempre sonhei ter.

Não foi um sonho romântico no sentido da palavra mas não deixou de o ser no sentido em que tudo foi perfeito.

Não foi um sonho de amor na sua verdadeira definição, apesar de ele estar presente em todos os actos e situações.

Também não foi um sonho de sedução e desejo muito embora, depois de o rever na minha cabeça, eles se espalhem no ar a toda a hora.

Havia sol, havia calor, havia bem ao fundo um horizonte esbatido pela névoa e pelo calor intenso, havia uma praia deserta e um paredão todo feito em madeira rendilhada que acabava no meio do mar e fazia ponte com um farol grande e imponente.

Havia conchas, havia brilho no mar, havia umas leves ondas que nos batiam nos pés e se desfaziam em espuma mesmo antes de as conseguirmos apanhar. Havia mergulhos, havia braçadas largas, havia algas entrelaçadas nas pernas e no corpo.

Havia um deserto de areia branca por descobrir e mil palavras para soltar, havia alegria a pairar, havia cabelos a esvoaçar.

Havia um fim de tarde por explorar, raios de sol a lutar contra o nosso corpo já dorido de os apanhar e uma aragem marítima a tentar a sua reconciliação, havia magia no ar e desejo a pairar, havia paz para dar e gargalhadas a fartar.

Havia um sol enorme a desaparecer no horizonte e sentadas na areia, bem na sua frente, duas vontades grandes de entender este mundo, havia um silêncio de paz a selar um momento de bem-querer, havia desenhos na areia e olhares de grande cumplicidade.

Havia noite, havia vinho, havia uma grande tranquilidade, um enorme conforto e muita paz.

Havia uma lua do tamanho do mundo que se erguia num céu estrelado, havia uma mão enlaçada em outra mão, um roçar de dois corpos, um abraço apertado e longo, um beijo e um poema que soltou um perfume e, foi com ele que o céu se fez escuro e o dia amanheceu, na mesma paz com que anoiteceu.