Hoje senti um sei lá o quê que doeu que eu sei lá.
As palavras podem fazer doer. Podem até matar.
Matar, não de matar mas de matar do coração.
Há assim umas palavras que entram disparadas e se espetam no coração como lanças.
Entram, dilaceram e deixam-nos sem forças.
O corpo ressente-se e estremece e os olhos enchem-se de lágrimas que saltam descontroladas.
Um arrepio descontrolado sobe pelo corpo, prende a respiração e desce pelos braços abaixo, deixando os pêlos todos eriçados e um frio na alma grande demais.
A vida tem destas coisas. Um dia rosas outro dia os picos das rosas.
Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
Picos de Rosas
Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
Eu sou mesmo assim
Deve ser assim, porque é assim que as coisas têm de acontecer.
Ontem estive a navegar pela blogosfera e encontrei um post que é a minha cara.
Guardei-o, só para mim, na esperança de o poder aplicar assim que me fosse oportuno.
Cá está, não foi preciso guarda-lo por muito tempo. Aplica-se que nem uma luva. Eu sou mesmo assim:
"Procuramos por toda a parte o que está para lá das coisas, e o que encontramos são apenas coisas."
(Novalis) Fragmentos São Sementes (tradução de João Barrento)
Encontrei no Abencerragem e foi postado por RAA.
Estas são as palavras com que respondo a um meme que me passou a Júlia Moura Lopes de O Privilégio dos Caminhos . São-nos pedidas seis palavras para uma “muito curta” biografia (há quem opte por um conceito) e podemos dar-lhes ênfase com uma imagem. Devemos colocar um link para quem nos desafiou e por nossa vez desafiar cinco blogues, avisando-os deste mesmo convite.
Gostaria de não quebrar este desafio, principalmente por ser o primeiro onde entro oficialmente convidada. Mas não tenho a quem o passar. Ainda!…
São muitos os blogs que vejo e poucos os que conheço pare lhes poder pedir. Sendo que os poucos que conheço já estão convidados ou já responderam ao desafio.
No entando os meus convites iriam sem dúvida e sem contar com os que acima referi para:
- RAA do Abencerragem (que me deu este pequeno presente sem saber)
- Torquato da Luz do OFÍCIO DIÁRIO (que tem poemas lindos, poemas que me enchem a alma)
- Sofia de O Meu Cais (Que tem muitos post com os quais me identifico. Sensibilidade própria do seu estado de Graça, estado este que preencheu os melhores meses de toda a minha vida, por três vezes)
- Huckleberry Friend do Codornizes (Porque gosto do seu blog)
- Mad do Juro que tenho mais que fazer… (pela curiosidade de ver a sua resposta, alegre e divertida)
Sábado, 10 de Maio de 2008
Gostoso Demais
E esta a minha canção de hoje.
Encontrei-a no Meu Cais.
"Gostoso Demais
Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu
É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dá prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz
Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não posso ser feliz, assim
Tem dó de mim
O que é que eu posso fazer "
(Cantado por Maria Bethânia)
Canções e Momentos
Encontrei a musica para este post.
Perfeito…
Sempre acreditei que cada momento tem a sua canção.
Afinal existe “quem de profissão faça tal casamento”
Milton Nascimento - Canções e Momentos (1988)
“Canções e Momentos
Há canções e há momentos
Eu não sei como explicar
Em que a voz é um instrumento
Que eu não posso controlar
Ela vai ao infinito
Ela amarra todos nós
E é um só sentimento
Na plateia e na voz
Há canções e há momentos
Em que a voz vem da raiz
Eu não sei se quando triste
Ou se quando sou feliz
Eu só sei que há momentos
Que se casa com canção
De fazer tal casamento
Vive a minha profissão “
(cantado por Milton Nascimento)
Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Don´t worry about a thing
E porque hoje é quinta feira
"Three little birds
Don´t worry about a thing
cause every little thing is gonna be alright
don´t worry about a thing
every little thing is gonna be alright
Rise up this morning
smiled with the rising sun
three little birds
pitch by my door step
singing sweet songs
of melodies pure and true
saying, this is my message to you:
don´t worry about a thing
cause every little thing is gonna be alright
don´t worry about a thing
every little thing is gonna be alright..."
(Cantado por Gilberto Gil)
Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
Sinto
Sinto-me insegura e pequenina e de certa forma ameaçada.
Sinto porque sinto o meu instinto a dar sinal de alerta. Sinto porque sinto que me expus e isso deixou-me em desvantagem. Não medi as minhas palavras, nem os meus gestos, nem as minhas atitudes, nem os meus sentimentos.
Num gesto de dar o que tinha, para conquistar o que eu desejava, perdi o que precisava.
E foi neste espírito que li o este poema de Torquato da Luz.
"Assombro
Vou pousar a cabeça no teu ombro
até que a dor me passe e venha o dia
de descobrir de novo aquele assombro
com que, ao ver-te, o olhar se me tolhia.
O dia que, entre os dias, seja o dia
de sentir que o mistério do teu ombro
me deu de volta o mundo em que vivia
num tempo que era feito do assombro
com que o sonho dá corda à fantasia. "
(Torquato da Luz)
O momento ficou completo, quando ouvi Maria Bethânia “Seu jeito de Amar -Negue”
http://br.youtube.com/watch?v=Q5uKZDlW6SM
Nada tem a ver com nada, e tudo tem tudo a ver.
“Seu jeito de Amar
Não domino mais o meu coração
Já não sou mais o dono de mim.
Perto de você tenho a sensação que estou preso e não quero fugir
Não posso conter a minha paixão, quando sinto você me tocar
Não sei controlar minhas emoções
Eu adoro o seu jeito de amar
Eu gosto demais de tudo que você faz
Em tudo eu sou seu fã
Eu gosto do seu jeito de sentir prazer
Eu gosto demais do modo que me seduz
Do jeito que me possui
Por isso é que não posso viver sem você
Negue
Negue seu amor, o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu
Diga que meu pranto é covardia
Mas não se esqueça
Que você foi meu um dia
Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
Que eu mostro a boca molhada
Ainda marcada pelo beijo seu”
(Cantado por Maria Bethânia)
Valor, Contexto e Arte
Este post chamou-me a atenção.
Achei a maior das graças. Eu seria de certeza uma das pessoas que passaria sem olhar e sem prestar atenção à música, ao violino ou mesmo ao senhor artista.
Sou das pessoas que conheço, a mais observadora dos sentimentos humanos. Mas no que diz respeito a situações e outras coisas que tais não tenho a mais pequena capacidade de observação ou de captação e retenção de pormenores. Não decoro uma marca, uma matrícula, um corte de cabelo, a cor da camisola que a colega da frente trazia, a história contada, a conversa falada, a rua apontada, a placa da entrada, enfim, nada.
E como tal, esta situação passar-me-ia completamente ao lado, a menos que o senhor irradiasse algum tipo de sentimento ou comportamento que me chamasse a atenção.
Em Londres, quantas e quantas vezes me sentei no chão, em pleno “Covent Garden” a olhar alguns “cromos” que, com toda a convicção mostravam os seus dotes. E Eu olhava e tentava imaginar qual a motivação, quais os sentimentos que os levavam a fazer aquelas coisas. Sentia as suas tristezas, as suas alegrias, as suas euforias, enfim tentava avaliar os seus comportamentos através dos seus sentimentos. Enfim, EU…
Contra tudo aquilo que eu gostaria de ser. Esta é sem duvida uma parte de mim.
Valor, Contexto e Arte
RECEBI ESTE MAIL E ACHEI MUITO INTERESSANTE... PF LEIAM...
Durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, telemovel no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.
A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre "Valor, Contexto e Arte".
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
(Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo, sem etiqueta de marca.)"
O video da experiência
Publicada por RICARDO