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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Um amor antigo



Um dia ou melhor um grande grande dia, encontrei quase tudo o que procurei na minha vida toda.

De certo modo tive a oportunidade que sempre pedi. 

Presenciei, acompanhei e saboreei momentos únicos e inesquecíveis. Entrei num mundo que não era o meu, vivi momentos que não me pertenciam por natureza, encontrei companheirismo e aceitação, fui verdadeiramente bafejada pela sorte, presente inesquecível que o universo me proporcionou.

Não sei se algum dia poderei agradecer convenientemente o tanto que ri e aprendi.

Não sei se algum dia poderei aceitar convenientemente não ter conseguido parar o tempo.

O verdadeiro Amor, o antigo, é e continua a ser verdadeiramente inspirador e motivador.  

Neste momento fica a saudade, a nostalgia e a alegria desses momentos fabulosos, vividos intensamente e sem filtros.

Neste momento fica a esperança que um dia eles possam voltar a ser uma realidade.

Neste momento fica o vazio das palavras que nunca se disseram.

Neste momento fica o suspiro de um sonho já vivido e outro que ficou por viver.

O Amor Antigo
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda a parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade, in 'Amar se Aprende Amando' 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O não poder ter, dói!


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Tanto sorrio de felicidade como choro de tristeza profunda. O medo toma conta do meu pensamento.
Tenho o coração cheio e a cabeça vazia, sinto cada segundo, revivo cada gesto, oiço cada palavra dou-lhes vida, tiro-lhes sentidos,  e quando fecho os olhos, o meu corpo dança lentamente a música que sinto dentro de mim e estremece em ondas de prazer que se propagam bem devagar, levantando até a roupa que trago vestida. A respiração fica mais funda, o estômago encolhe levemente e as lágrimas começam o seu percurso, numa manifestação de desejo insano e urgente. É aqui que o prazer vira quase tortura e a dor aperta cada prega da minha alma. O não poder ter, dói!

"É tão difícil falar, é tão difícil dizer coisas que não podem ser ditas, é tão silencioso. Como traduzir o profundo silêncio do encontro entre duas almas? É dificílimo contar: nós estávamos nos olhando fixamente, e assim ficamos por uns instantes. Éramos um só ser. Esses momentos são o meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isso de: estado agudo de felicidade."
Clarice Lispector

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Serenidade



Hoje, serena! Está bem, um pingo de nostalgia, mas muito serena.

Ver o caminho a percorrer no distanciamento dos sentimentos é outra loiça.

Nada me diz que o desassossego não volte e que esta tranquilidade não passe do olho do furacão. Mas enquanto foi e não voltou consigo desfrutar da calmia dos meus passos.

É bom apreciar a bonança, claro que sim, no entanto o que nos faz sentir vivos é todo este constante movimento à nossa volta. As abanadelas dos ventos e as ansiedades das tempestades são os contrapontos, só existindo isto conseguimos dar o devido valor á suavidade dos dias bons e calmos.

Há quem afirme que os momentos bons não se sentem, vivem-se e que os momentos maus doem na pele. Por isso os maus esquecem-se depressa e os bons deixam saudades.

Ai que saudades.......


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Uma porta que se abre


E quando os factos se nos apresentam, tal e qual como são, não há volta a dar. É aceitar e andar para a frente.
O que veio, já ninguém nos tira. Morre connosco.
A vida é feita do que vem e do que vai.
Interessa manter a serenidade e a felicidade e seguir, porque é certo que quando acaba uma coisa outra surge e como tal logo logo começa a  expectativa do que vem a seguir. Desenham-se caminhos, trilham-se as margens, formam-se novos sonhos!
Sabendo de antemão que aprender é a ordem da vida, as coisas novas que se avizinham são necessariamente boas e gratificantes.
Uma porta que se abre, um sorriso que se rasga.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Em sonho, tudo o que quero pertence-me.


Em sonho, tudo o que quero pertence-me. 

Tudo o que desejo é meu, tudo o que exijo, tenho. Tudo, mas tudo mesmo acontece como previsto e pode ser mudado a meu belo prazer, como peças de xadrez e de acordo com o jogo que é jogado no momento.

Adoro sonhar! Adoro alimentar o sonho e sonhar mais alto.

Pois bem, descobri que um sonho realizado é como um doce dentro de um recipiente de vidro difícil de abrir e que depois da primeira colherada se esborracha no chão, partindo-se em mil bocadinhos diferentes, deixando na boca um trago amargo do que foi experimentado e não teve tempo de ser saboreado. A digestão, essa fica difícil só de ver o que é bom ali aos nossos pés sem se conseguir aproveitar nadinha e, ainda, ter o trabalho acrescido de limpar os restos feios do que foi bonito e bom.

Diga-se a bem da verdade, que é um sentimento um tanto ou quanto estranho e frustrante. 

Mas há uma cerejinha no topo do bolo, a memória do que se provou. Bom! Muito bom! 

Mas o que foi já não é mais e o sonho antigo também já não volta.

Assim, resta-nos a substituição por um outro sonho. Alias é imperativo e inevitável. É a unica forma de se conseguir ultrapassar a frustação do anterior.

Que venham todos os sonhos do mundo, porque esses sim, não traem, não se estragam, não se vão embora, não viram as costas. Respondem, são previsíveis, confiáveis, saboreiam-se o tempo que se quiser, não caem, não se partem em mil pedacinhos.

Neste momento deixei de saber se quero que os meus sonhos se realizem.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O sorriso, esse, foi inevitável!


Já lá vão uns anos valentes.

O tempo passa rápido e deixa um rasto de recordações e emoções em forma de músicas, imagens, cheiros, cores, gestos, gargalhadas, palavras, paisagens e outros estímulos que neste momento não me vêm a cabeça, mas que quando são accionados libertam uma quantidade de sensações e sentimentos que arrepiam.

Às vezes deixo-me ir atrás desse rasto, ando para trás tanto quanto posso e devo e, percebo a importância que cada pessoa ou coisa tem na minha vida.

A intensidade das recordações é medida pela intensidade das emoções sentidas.

A balança entra em campo. Às vezes tenho de me forçar a abandonar o forward. A dor da felicidade vivida é grande demais e a saudade rebenta como fogo de artifício. Não sabemos se havemos de rir ou chorar, as emoções baralham-se na beleza brutal de cada momento revivido. Outras vezes dá prazer continuar e sentir o alívio de já não sentir dor nenhuma e encontrar na saudade o melhor dos sorrisos.

Assim quero lembrar, relembrar e “trilembrar”. Faz-me sorrir, chorar, sentir viva, faz-me ter vontade de continuar a angariar momentos que me façam vibrar. Percebo mesmo que cada sorriso dado angaria outros dois.

Hoje, em forma de música, surgiu um ano de desordens e reencontros. E atrás da música veio o mar, o sol, a areia, as conchas, a brisa de uma manha de verão à beira do mar, o vento de fim de tarde a bater na pele queimada do sol, o corpo leve sem roupa, a sombra de uma árvore, o cheiro do mar, das flores, figos acabadinhos de colher da árvore e tantas outras coisas… Tantas coisas boas! O sorriso, esse foi inevitável! 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Haja quem olhe por nós



Não há sensação melhor do que perceber que, por dois segundos que sejam, há pessoas que pensam em nós no seu dia muito atribulado.
É um conforto interior que não tem tamanho.
Faz-nos crescer enquanto pessoas e ter vontade de ser melhores.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Um Amigo muito especial




Tudo isto parece esquisito e de gente maluca. Pensei muito antes de começar a escrever, mas decididamente, e como em tudo nesta vida, já percebi que não sou, nem nunca serei a única, por isso lá vai mais uma história da minha vida.

Não sei como lhe chamar, nem como descrever sem parecer um bocado tontinha. Está dentro de mim desde que me conheço como gente. É uma espécie de “amigo imaginário”, com quem partilho a minha vida, nem sempre teve uma cara e uma voz, era indefinida, mas num belo dia assumiu uma e a partir daí nunca mais mudou. Este “amigo,” cheio de personalidade e seguríssimo como o Sol, acompanha-me por todo o lado, em todas as situações, falo com ele a toda a hora e ele fala comigo, quando me olho ao espelho e me vejo feia, tenho-o do meu lado a dizer, que tenho o meu encanto e que gosta de mim como sou, peço-lhe conselhos e mesmo que não lhe peça ele dá-mos, dá-me raspas de meia-noite mas logo de seguida sorri e olha-me com meiguice, zanga-se, buzina-me os ouvidos, mas está sempre do meu lado. Nem sempre é mansinho, até tenho a impressão que é ríspido de mais, bem mais do que a minha própria consciência. Quando ela se quer libertar, tenho-o sempre à perna. Por vezes é tão duro que me faz chorar e ter vontade de o mandar embora, mas no momento a seguir arrependo-me.

Viver com a sua presença é talvez a minha grande segurança, é saber que não estou sozinha, tenho com quem me rir, a quem contar as minhas coisas. Partilhar acima de tudo, porque sempre me apercebi que sem partilhar de nada serve viver. Viver sem ele seria um vazio grande demais.

Durante muitos anos parte deste “amigo” tomou a forma de um Diário outra parte estava dentro de mim e olhava por mim. Mais tarde passou a estar só dentro de mim e só ele sabia tudo, mas tudo mesmo o que se passava e o que não se passava comigo. Um belo dia, aquela cara e aquela voz reapareceram na minha vida terrena e sem eu me aperceber o meu “amigo imaginário” tomou a forma humana. 

Durante um tempo não me apercebi de que isso tinha acontecido, andava feliz. Afinal nada como falar alto, dizer o que queria sem grandes filtros, fazer o que bem me passasse pela cabeça sem temer juízos feios, poder mesmo saltar para fora de pé, com toda a certeza seria salva no segundo a seguir! O meu “amigo imaginário” tinha passado para o lado de cá, afinal sempre era possível uma amizade destas existir neste mundo.

A minha vida mudou, muito mais segura e de auto estima bem mais elevada o que equivale a dizer muito mais sorridente, muito mais faladora, muito mais alegre, participativa e determinada. Tudo corria sobre rodas. Até que fui confrontada com uma realidade antiga: Errar é humano!

Tudo o que é terreno é assustador, patina, não é na sua totalidade, verdadeiro. O pensado não é definitivamente o que se demonstra, tem implícitas vontades e quereres de outros, sentimentos, medos e inseguranças que estragam o sonho de um entendimento perfeito e sem maldade. Senti-me traída, não só pelos factos como pelos meus próprios sentimentos e pensamentos. Afinal as coisas não eram como dantes, nem como o esperado, o meu “amigo à seria” não era o mesmíssimo “amigo imaginário”. Tem defeitos, é humano como qualquer outro amigo e é tão meu amigo como outro amigo qualquer cá desta terra. Tem pensamentos e age como todos outros, enfim não me posso atirar para fora pé pois o mais provável é morrer afogada. 

O medo renasceu, o meu sonho tornado realidade morreu, as inseguranças voltaram, a pouca auto-estima foi para o espaço. Tomei consciência, assustei-me a valer e sofri como nunca, para além de ter achado que nunca mais na vida teria aquele “meu amigo imaginario” que existia dentro de mim e que me fazia tanta falta.

Em tempo algum deveria ter passado para o terreno aquilo que era meu e só meu. 

Rapidamente me remeti ao meu silêncio, tentando encontrar de novo a minha paz, o meu equilíbrio.


Hoje ele existe de novo, continua com a mesma cara e retomámos o nosso entendimento e quando o de verdade aparece, fico contente mas muito consciente. Um amigo é um amigo outro amigo é outro amigo. Apesar das semelhanças físicas não me voltarei a enganar. Um é incondicional o outro será pelo verso, ou melhor, sei que da minha parte é incondicional, estou-lhe eternamente agradecida pelo facto de me ter emprestado a sua aparência física, vivi com ela toda a minha vida. A confiança que lhe deposito é total mas por outro lado sei que não será possível esta incondicionalidade para comigo, como um dia acreditei, tão só porque nunca me conheceu em sonho.

Esta é uma historia igual a tantas outras, que hoje, não sei porque razão resolveu sair cá para fora. Talvez nostalgia, talvez satisfação pelo reencontro ou ainda porque eu gosto demais dos meus amigos e hoje eles fazem-me falta, sejam eles amigos de verdade ou amigos imaginários.


Obrigada

Para ti que desse lado atentamente me ouves
E que passo a passo estás.
Para ti que na sombra me acompanhas,
E que em silêncio me observas
Que sorris quando me espelho,
Que percebes o meu desassossego
Para ti que assistes aos meus gestos
E admiras as minhas palavras
Que nas minhas imagens
Vives a minha nostalgia
Para ti que danças cada musica que oiço
E sentes cada compasso
Que escutas cada nota
Mesmo as que não estão lá
Que sem rosto me amparas
E me abraças no tempo
Que sem passado foste
E sem futuro existes

Para ti, sonho meu
Que na minha fantasia és
E que na tua companhia
me deixas ser, Obrigada 


(SUM)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Acordar para a Vida



Hoje estive a ler o blog da Laurinda Alves o que me remeteu para a sua página de Facebook e é claro que a cusquei. 
Gosto de ler as coisas que escreve, gosto de acompanhar os seus projetos e as suas ideias, bem como, muitas vezes, tomo de exemplo a sua maneira de pensar e de transmitir o seu optimismo.

Percebo como somos mesquinhos no nosso dia-a-dia, na nossa rotina e no nosso pequeno mundo, por puro comodismo e egoísmo.

Não é preciso grandes coisas, a meu ver, para dar alguma coisa ao mundo. Basta estar atento, apreciar, brindar, dar valor ao que está ao nosso lado, sair do nosso conforto e DEMONSTRAR sem medos.
Só isso, faz com que valha a pena viver. É um verdadeiro noticiário de coisas boas.

Muitas vezes perco-me no meu caminho. Deixo de ver os atalhos e é bom reencontrar outra vez aquela luzinha que queremos seguir.

Pequenas coisas para o mundo, são grandes coisas para a nossa alma e ao vive-las e dar a vive-las damo-nos oportunidades únicas de fazer um sorriso e de ver um sorriso na cara de quem nos rodeia. Isso sim, é importante.

sábado, 11 de junho de 2011

Faz-tudo de Circo pobre


Sinto-me uma verdadeira faz tudo de circo pobre.

Criança que sobe às arvores para apanhar a fruta.

Adolescente que não pensa e come animadamente a fruta ainda quente do sol.

Mulher de meia-idade – Oh! Como fui eu aqui chegar? – Digo eu do topo da árvore.

Mulher adulta responsável que pensa, e muito bem, há que dividir para não estragar.

Mulher Avó, de cabelo branco, paciente e sábia que enche a casa com aqueles cheiros deliciosamente enjoativos e que sabe os preceitos de cada receita caseira de “como aproveitar ameixas” .

Amanha será um novo dia, e talvez a minha casa se encha desse cheiro maravilhoso… Até lá...

(Pensamento de Mulher já feita e direita, com idade para ter juízo e que sobe as árvores para não deixar que umas ameixas lindas e saborosas se estraguem)

Crumble de ameixas pretas frescas

para o recheio:
• 1 kg de ameixas (com pêssegos o resultado deve ser parecido, mas a ameixa dá um travo agridoce que fica óptimo)
• 30 gr de manteiga sem sal, em pedacinhos

• açúcar amarelo ou mascavado (2 a 4 colheres de sopa, depende do gosto de cada um)
• 1 colher de sopa de maizena

para o crumble propriamente dito:
• 150 gr de manteiga sem sal fria, aos cubos
• 250 gr de farinha para bolos (já com fermento)
• 150 gr de açúcar
• 200 gr de nozes, picadas grosseiramente
1. Ligar o forno a 190º.
2. Untar um pirex ou tarteira com manteiga.
3. Cortar as ameixas ao meio, retirar o caroço e colocar no pirex viradas para cima. Colocar a manteiga por cima e polvilhar com o açúcar amarelo.
4. Colocar no forno, durante 20 minutos.
5. Entretanto, picar as nozes, vel. 5, 3 ou 4 segundos. Reservar.
6. Juntar a farinha, manteiga e açúcar, vel. 5, 15 segundos. Juntar as nozes.
7. Numa tigela pequena, dissolver a colher de maizena com uma colher de água fria. Deitar o molho que se formou das ameixas nesta tigela e misturar, com cuidado, porque está muito quente. Voltar a deitar esta mistura por cima das ameixas.
8. Por cima, espalhar a massa, pressionando com cuidado.
9. Volta ao forno mais 25 minutos ou até começar a ficar dourado.
10. É óptimo com chantilly, gelado de natas ou de baunilha, queijo mascarpone com um bocadinho de açúcar e limão, iogurte grego...

sexta-feira, 18 de março de 2011

O meu Sonho


(Definitivamente a culpa é da Lua)

Não preciso de mais sonhos, já tenho o meu sonho.

Não é um sonho qualquer, é o meu sonho vivido e sonhado, é o sonho que me acompanhou a vida inteira. Um sonho de todos os dias, construído de pequenos nadas vindos de dentro de mim, que foram delineando uma imagem e criando uma percepção tão real que dele conheço cada gesto, cada passo, cada olhar, cada frase, cada canto.

Não, efectivamente este sonho, não é um sonho qualquer. É uma realidade vivida dia após dia. Mês após mês, ano após ano. Este sonho é uma vida, a minha vida.

Hoje olhando para o lado, vejo com que pormenor ele foi feito, com que amor ele foi vivido, percebo que me acompanhou nos bons e maus momentos e o quanto me fez companhia. Foi ele que me suportou, quando estive doente, quando me senti sozinha, quando me ri, quando cantei, quando estive triste, foi ele que me manteve de pé e me acordou todas as manhas.

Já não saberia viver sem ele.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Amigos


Foi das coisas melhores que eu já li...

Que bom que é quando as coisas são assim simples e se resolvem simples assim também.

É bom acreditar, sonhar e fazer de conta que é possível... mesmo sabendo que o ser humano quando crescido, é muito mais complicado do que isto. Os porquês parecem ser muito mais importantes do que qualquer outra coisa.

Porquê? Também não sei…

Só sei que é assim!

- Já fizeram as pases?
- Já.
- Como é que foi?
- Eu disse-lhe olá.
- E ele?
- Disse olá.
- E depois...?
- Fomos brincar.
- Não falaram sobre a vossa zanga?
- Não havia nada para falar... Já não estamos zangados.


domingo, 28 de novembro de 2010

Lavar de alma


Ainda sou do tempo em que fazer coisas diferentes significava que se era completamente maluco, ou comunista ou hippy ou avariado, ou assim …

Dantes não havia instalações no meio das ruas, as decorações era clássicas, havia poucas coisas arrojadas e as poucas que havia eram olhadas com desdém, com medo, com uma certa curiosidade escondida. Pelos mais tradicionais, os ditos “Velhos do Restelo”, eram vistas como afrontas, provocações e outras coisas que tais.

Hoje tudo é permitido, até as coisas mais chocantes, como um cão a morrer à fome à frente de toda a gente, sem que nada se faça. Chega a ser cruel, feio.

Por outro lado tanto arrojo leva-nos a abrir horizontes, a despir de preconceitos, a distinguir os nossos gostos, a abrir a curiosidade, a picar a criatividade.

Ver coisas diferentes ilumina-nos o espírito, faz-nos esquecer as mágoas, tira-nos a dor. Ver coisas diferentes lava-nos a alma.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Surpresa

Surpresa Boa!
Abrir um blog que se gosta de ler pela manha e dar de caras com um post destes

Helena Sanches Osório (fotografia de Marcelo Buainain)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Coisas interessantes


"Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes"


(Carlos Drummond de Andrade)

É por estas e por outras que hoje vou aprender outras coisas...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

3 Anos de blog.


Olha só para a data que deixei passar. Como é que é possível?

26 de Agosto...

Com tanta coisa a acontecer à minha volta nem nunca mais me lembrei que foi o dia, há 3 anos atrás, em que tive coragem para abrir a minha escrita, os meus pensamentos para o mundo.

Às vezes pergunto-me: Será que é importante? Quanto importante é? Que raio de feito é este? Quem pode querer saber?

Por outro lado penso: Não é impingido, quem quer lê, quem não quer não lê. É uma afirmação muito pouco simpática eu sei, mas é a forma de eu conseguir pensar que não estou a chatear ninguém.

Importante para o mundo sei que não é. Mas é e foi muito importante para mim e certamente um bocadinho de nada importante para quem de alguma forma se identificou ou encontrou alguma palavra de conforto na minha escrita.

Por último, não é nenhum feito para uma pessoa qualquer. Só é um feito para pessoas como eu, que toda a vida escreveram para si próprias e que nunca por nunca acharam que conseguiriam escrever mais de três palavras seguidas com algum sentido para fora destas “paredes”.

Gostei desta parte de mim. Gostei de quem me tivesse feito sentir gostar desta parte mim, gostei de gostar de escrever, gostei de perceber que se pode brincar com as palavras. Gostei essencialmente de me ter dado a oportunidade de brincar com as palavras, com mais ou menos medo, com mais ou menos segurança, com mais ou menos cabeça, com mais ou menos alma.

Gostei de perceber que dias não são dias e que a escrita tem os seus dias, as suas horas, os seus momentos.

Gostei de compreender que há pessoas que aqui vêm e que de vez em quando voltam, que às vezes até comentam e que ao fim de um certo tempo arranjam a sua própria história para contar ou que de alguma forma encontram o seu caminho e se afastam.

Estas pessoas que aqui vieram e que voltaram, que vêm e que aqui voltam e/ou que de alguma forma comunicam, seja de que maneira for, fazem-me sentir “importante”.

Importante, não pelo que escrevo, nem pela forma como o faço, não pela qualidade que sei que não tenho, mas pelo interesse que mostram, pelo que percebem e pela atenção que me dão.

Mereço eu tanto?

OBRIGADA a todos

domingo, 5 de setembro de 2010

Hoje


Hoje, a vida deu-me uma grande lição.

Hoje aprendi que: a vida não se questiona, vive-se... Tira-se e aproveita-se o melhor de cada dia.

Hoje, a vida mostrou-me que aquilo que julgamos impossivel, afinal não é...

Hoje, fui surpreendida...

Hoje, quebrei uma barreira, uma barreira importante na minha existência.

Hoje, a vida deixou-me feliz, cheia de esperança e com um sorriso na cara.

Hoje, percebi que "A felicidade é simplesmente uma questão de luz interior" (Henri Lacordaire)

Hoje, ouve uma luzinha que me iluminou.

Hoje grito bem alto: ainda bem que existem Luzinhas que nos iluminam que nos fazem ver a vida com outra luz.

domingo, 13 de junho de 2010

Monsanto


E ontem foi assim:

Aldeia histórica de Monsanto, "a terra mais portuguesa de Portugal".



Pedra granítica, intitulada de “telha”.

Por baixo deste pedregulho há uma gruta que foi aproveitada como sala privada de um pequeno restaurante típico da Aldeia.

"De pedras julgava o viajante ter visto tudo. Não o diga quem nunca veio a Monsanto"
Jose Saramago

(Inscrição existente numa das paredes do Restaurante)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Vinho Quinta das Carrafouchas tinto 2008


Vinho Quinta das Carrafouchas tinto 2008

Estranha a forma como algumas coisas entram pela nossa vida.

Ouve-se falar de uma coisa e ela aparece em todas as frentes.

E este vinho teve uma entrada engraçada e de certa forma persistente.

Primeiro uma sugestão banal e normal de amizade via facebook, a qual aceitei.

Sugeri a página do vinho a uns amigos, que sei que gostam de vinho. Ele surgiu em algumas conversas, mas nada de muito marcante.

Depois, uma breve descrição e a garrafa palpável nas minhas mãos através do amigo que me tinha sugerido o vinho.

Hoje em conversa surgiu o vinho, mas ninguém se lembrava do nome. Perguntei a quem me tinha dado a conhecer, que me relembrou e eu relembrei quem me perguntou.

E de repente, sem mais nem ontem abri um blog que, sabe-se lá porquê, era sobre vinhos e o que é que eu vejo?

Quintas das Carrafouchas!

Estas coisas acontecem frequentemente, eu sei. Mas é sempre estranho e pergunto-me sempre que isto acontece, porque será que elas entram pela minha vida a dentro com tanta intensidade?

Um dia vou ter essa resposta, até lá resta-me esperar. Só tenho pena de nesta altura da minha vida, eu não o poder beber nem sequer experimentar, porque segundo dizem é bom que se farta.

Ah é verdade! Adorei a frase:

"O vinho quando desperta desejo passa a Néctar!" (João Vale de Andrade)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Saber Parar


Há muito tempo que isto não me acontecia.

Senti-me bem comigo, como há muito tempo não sentia.
Estive bem, descontraída e a gostar de mim.
Não sei o que fiz, nem sei como fiz, sei que aconteceu. Aconteceu e eu amei.
O pior destes dias é que no dia a seguir andamos a procura do ontem em vez de continuar a viver o hoje.
Este gostar que voltasse a acontecer, estraga tudo nesta vida.
Em vez de saborear bem o que me aconteceu e deixar prolongar o meu sentir, passo a viver na angustia do “nunca mais me vai acontecer”. E entra-se numa procura inglória que nos debilita e nos autodestrói aos bocadinhos.

Saber parar este ciclo é determinante.