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domingo, 21 de dezembro de 2008
Natal IV
O Natal
Estamos no Natal não é verdade!
E por isso mesmo, supostamente imbuídas desse espírito Natalício que por aí tanto falam.
Eu sinto-o, menos do que quando era mais nova e de uma nova forma.
Ainda assim tenho boas recordações e todos os anos junto mais uns pós. Todos os anos sinto falta dos que já não estão, mas não mais falta do que noutro momento qualquer do ano. Todos os anos tento passar alguns momentos mágicos aos que estão ao meu lado, tal e qual me passaram no passado.
Uns dos momentos mágicos eram sem dúvida o lado musical.
As músicas de Natal enchem-me.
"Ave Maria"
Esta é uma das minhas musicas preferidas de Natal.
Em qualquer versão.
Dedico-a aqui neste post, a todas mães que o lerem.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Musicas Repetidas
Ahhh! Tenho mesmo de repetir algumas músicas.
Não aguento.
São boas demais, mexem demais comigo. São “gostosas demais”. Não consigo conceber a minha vida sem alguns destes acordes. Tal como não a consigo conceber sem algumas das coisas boas que já alcancei ou de alguns sonhos não atingíveis. Já fazem parte de mim.
E vai uma:
(gosto muitissimo mais da versão de Maria Bethânia, mas este vídeo é muito mais apetitoso)
domingo, 5 de outubro de 2008
Que vergonha...
Hoje estive o dia inteiro a tentar agarrar as pontas do pensamento, a tentar mantê-lo à luz.
A ver se me consigo explicar.
Ontem de conversa com um amigo, apercebi-me que no mundo não existem só os meus problemas, a minha visão, a minha maneira de viver, os meus objectivos, os meus quereres, os meus gostares, as minhas exigências, os meus pensamentos, as minhas angústias, as minhas perdas, as minhas lágrimas, o meu umbigo…
Como se de repente tivesse aberto os olhos e visse que bem do meu lado tenho os meus amigos, e eles precisam de mim de outra forma.
Mais atenta, mais positiva, mais animadora, mais companheira. Precisam que eu veja as suas lágrimas, os seus sorrisos, as suas tristezas, as suas alegrias, os seus feitos, as suas lutas, as suas preocupações, os seus sonhos, as suas vitórias…
Eu preciso, e eles também, que eu olhe para eles através deles e não através de mim
Eu preciso e eles também que eu esteja mais perto deles, de ver o que eles querem e não o que eles mostram.
Eu preciso de os sentir.
É um facto, tenho estado tão ocupada a ter pena de mim, que não tive nem um bocadinho de tempo para olhar à minha volta. Que vergonha….
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Um Ano
Ena, ena.
Quase deixei passar esta data em branco.
Um ano de vida!... Livra! É muito.
Que espectáculo.
Nem nunca me passou pela cabeça que conseguiria manter um blog tanto tempo. Um desafio e tanto.Não é uma referência na blogosfera, claro que não, nem nunca pretendeu sê-lo. Pretendeu sim, não perder as suas características iniciais e os objectivos pelos quais ele nasceu.
Por isso fiquei hoje deveras surpreendida. Um Ano!
Sinto cá dentro um orgulho enorme. Não pelas coisas que escrevi, mas porque escrevi, não pelas ideias que tive, mas pelos motivos. Encontrar-me foi um objectivo de quase todos os dias. E escrever, foi um desafio imenso, enorme, gigantesco!!!!!!!!!.
Um pouco egocêntrista? Talvez!.. Mas foi muito importante para quem já nem sabia quem era, ou se era.
Talvez ainda não tenha encontrado tudo o que queria ver e sentir, pelo menos ainda não com paz de espírito que gostaria. Mas já vou sabendo quem sou. Já sei estar sozinha em algumas ocasiões, já não sinto aquele medo de me defrontar e de enfrentar os outros.
Houve quem me ajudasse e desse forças, o que agradeço do fundo do coração.
O “Coisas da Vida””, não só nasceu como tem vida, tem a sua personalidade, revela o meu carácter. É o meu canto de eleição, o meu escape à terra, o meu espaço de leitura privilegiado, o meu encontro comigo. É também uma companhia, um encontro com outros mundos e outras realidades e também, de certa forma, um local de convívio. É muito mais do que um simples hobby.
O “Coisas da Vida” já me deu “coisas boas” o que já é muita ”coisa”.
Enfim, um feito para mim, feito por mim.

quinta-feira, 31 de julho de 2008
A noite dormia e silêncio
"A noite dormia em silêncio
O sol cantava animadamente na tua voz
E eu passaro deitado
Esperava o vento beijar as asas
Tu vieste em água
Tomaste-me no colo
E fizeste-me peixe
Do teu calor eu fui nuvem
E de manhã juntei-me a ti a cantar "
(Eu Antes de Mim)
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Imaginação
A ordem é o prazer da razão ; mas a desordem é a delicia da imaginação.
(Paul Claudel)
Que delícia de frase. Que prazer foi dar de caras com ela. (Obrigada Lourenço)
Esta é uma frase fantástica para introduzir um post de Ana Vidal, que amei.
Imaginação
Invento-te, sim. Quero-te ainda interrogação, ainda mistério, ainda e sempre desafio. Dispo-te as peles que usas, uma a uma, para vestir-te aquela que teci para ti. O meu olhar atravessa os muros que ergueste à tua volta, inúteis esconderijos a espicaçar-me a aventura da descoberta. Vejo-te à luminosa transparência da imaginação. Dou-te asas leves: voa! Dou-te olhos atentos: vê! Dou-te uma rota segura: a que te trará de volta um dia, ágil condor que atravessou montanhas e desertos para se encontrar e me encontrou, afinal.
(Ana Vidal)
Apesar de terem sido inspiradas no quadro que lhes está junto, estas palavras ganharam uma vida própria, outra vida que não aquela que se agarra à imagem que se lhes serviu de inspiração.
Foi brutal o impacto que teve em mim. Nem tão pouco terei palavras para explicar. Mas mesmo assim, quero tentar.
Foi como que um sonho que sempre viveu em mim em peças soltas, sem nunca o ter conseguido armar. É uma visão que não poderia efectivar porque não tinha maneira de a imaginar. Assim, não era propriamente um sonho, não era propriamente uma visão, era uma... era um ...
À medida que lia, à medida que as palavras davam forma à intensidade de um pensamento, sentimento, tão meu, tão eu, tão dentro de mim. Fiquei impressionada. Para qualquer comum dos mortais, parecem ser palavras banais que no seu conjunto formam umas frases bonitas. Mas para mim, teve o significado de um não sei o quê que viveu dentro de mim este tempo todo. E que me fez e faz correr atrás, mesmo sem eu saber do quê. E aqui está. Escarrapachado nestas palavras.
Não consegui explicar! Mas paciência, ficou a tentativa.Também não sei porquê, e também não vou perder muito tempo a pensar nisso agora. Mas, tudo isto fez-me lembrar esta música, e esta musica.
Ás vezes nada tem a ver com nada, e tudo tem a ver com tudo. É uma desordem!
And so it is...
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Para Mim...
"And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off of you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new"
(Damien Rise)
terça-feira, 3 de junho de 2008
Pressentimentos
Ai! Aquela sensação de que algo está para acontecer, está de volta.
Já lá iam uns meses.
Um aperto na boca do estômago, um nervoso miudinho, um humor de cão de quem pressente mas não sabe o quê.
É de facto inquietante.
Haja musicas bonitas para fazer frente a estes momentos tão …
“As canções que você fez para mim
Hoje eu ouço as canções que você fez pra mim
Não sei por que razão tudo mudou assim
Ficaram as canções e você não ficou
Esqueceu de tanta coisa que um dia me falou
Tanta coisa que somente entre nós dois ficou
Eu acho que você já nem se lembra mais
É tão difícil olhar o mundo e ver
O que ainda existe
Pois sem você meu mundo é diferente
Minha alegria é triste
Quantas vezes você disse, que me amava tanto
Tantas vezes eu enxuguei o seu pranto
Agora eu choro só, sem ter você aqui
Esqueceu de tanta coisa que um dia me falou
Tanta coisa que somente entre nós dois ficou
Eu acho que você já nem se lembra mais
É tão difícil olhar o mundo e ver
O que ainda existe
Pois sem você meu mundo é diferente
Minha alegria é triste
Quantas vezes você disse que me amava tanto
Quantas vezes eu enxuguei o seu pranto
E agora eu choro só sem ter você aqui”
(cantado por Maria Bethânia – Letra de Erasmo Carlos)
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Coisas Boas
Fiquei de pensar em 10 coisas que me façam feliz, ou 10 coisas que eu goste de fazer.
Ou por outra, que sirvam de recompensa, quando uma tarefa é cumprida.
Não, não estou tontinha. Esta tarefa faz parte do meu processo de coaching.
Bem, mas como eu ia dizendo, se fosse à uns tempos atrás, esta lista teria sido fácil. Provavelmente até arranjaria mais de 10 coisas e cada uma melhor que cada qual.Hoje esta tarefa está-me a parecer muito difícil.
Assim temos, trabalhos manuais.
Trabalhos de mãos como pintura em tela, pintura de figuras em gesso, tapete de Arraiolos, colagens, arranjos de flores secas, costura, etc, não estão a dar o gozo que deveriam e davam, nem tão pouco tenho tido concentração para preparar ou estar num sítio sossegada para tal.
Cinema e filmes de TV.
Filmes? Nem a conseguir estar em frente da televisão quanto mais ver um filme. Tudo me faz arrepios. A sensibilidade está à flor da pele.
Novelas…
Nada me deu tanto gozo, e durante tanto tempo, como atirar-me para cima do sofá depois das lides quotidianas a ver a novelazinha, deixando que o sono me embalasse. Não pensar, descansar o corpo e a cabeça era o mote. Hoje, só de olhar fico enjoada. Não sei por quanto tempo, mas não me apetece mesmo desperdiçar o meu tempo a ver novelas por ora.
Música.
É uma hipótese fácil. Sou vendida por música. Sou vendida por um pezinho de dança, por um bom guincho, a tentar fazer karaoke. Adjudicado, Número 1 da lista. Encabeça a lista com todo o orgulho e prazer.
Dançar.
Bem pensado. Veio do encadeamento. Adoro dançar. Adoro sentir o agitar do corpo ao som da música. Coisa que geralmente só consigo de coração, ou melhor de corpo e alma, quando estou sozinha. É mais uma daquelas coisas fantásticas que posso fazer.
Ler.
Gosto de ler. Gosto de sentir o livro a pedir licença para entrar, gosto de sentir a resistência da minha imaginação. Mas gosto particularmente quando um livro me leva a melhor e entra por mim a dentro sem eu perceber. Sim gosto de ler, mas geralmente, nesta casa de “Família Italiana”, não há concentração suficiente.
Passear no paredão.
Para ser verdadeira, não é andar, não é passear o que me faz mover, apesar de sentir uma liberdade imensa, quando o chão começa a andar e o vento, a bater na cara, redobra. O que verdadeiramente me faz andar, é ver o mar. È precisar a sua força, é investigar os seus cantos, é perceber as suas cores, é espiar os seus convidados. É ver o céu azul a tocar no mar, assistir aos aviões a desaparecer no horizonte, o brilho do sol a pairar. Ver a espuma branca fluorescente deixar o seu rasto. É toda a intensidade que tudo isto transmite. Aprendi também, que andar é estar comigo mesma. Aprendi a pensar Eu, a sentir Eu, a respirar Eu, a tentar ser Eu.
Estar com alguém de quem eu goste e que, eu saiba e sinta, que gosta de mim(As incertezas dão-me insegurança).
Que bom que é. Às vezes só estar. Às vezes estar, falar e rir, às vezes só rir. Poder estar à vontade e não fazer cerimónia. Simplesmente estar!
Uhau, olhei para trás e afinal já cá vão algumas coisas boas.
Pelo menos já estão a sair.
Continuando.
Praia.
A praia, tem recordações demais. A areia, o sol, os banhos, as raquetes, o pôr-do-sol, o ventinho quente a refrescar a pele ao fim do dia, estar de baixo de água e sentir as ondas passar, ouvir o eco das baleias, ouvir o nosso próprio corpo. Apanhar conchas, andar até não ver ninguém.
Já cá cantam 6 coisas boas, faltam as outras quatro. Amanha há mais.
domingo, 18 de maio de 2008
De mim para mim
De vez em quando é bom reler coisas que escrevi.
É importante também tentar relembrar o porquê de terem sido escritas.
Um dia escrevi no meu diário estas palavras porque precisava de desabafar algumas coisas.
Coisas essas que nunca tive coragem de dizer da boca para fora com medo de que não representassem o meu pensamento.
Precisavam de ser escritas, de ser construídas com cuidado porque geralmente não saem com o sentido que queremos à primeira e se assim for corremos o risco de magoar a quem só queremos fazer o bem.
E eu, sou perita nestas confusões.
Assim, um dia e para começar o que foi um verdadeiro “livro” da minha vida, escrevi:
Isto de escrever só para mim, tem as suas vantagens e desvantagens.
Vantagem:
Ninguém lê e por isso posso escrever as maiores alarvidades, atrocidades, enormidades, mentiras e verdades, quem sou e quem não sou, ficção ou realidade, como quero e como me apetece, com amor ou desamor, com raiva ou com paixão.
Ninguém, a não ser eu, pode criticar, comentar, apreciar, aprovar ou reprovar.
Posso construir os meus pensamentos, posso simplesmente despejar palavras, posso tentar dar o meu melhor ou o meu pior.
Posso conseguir dizer o que quero, ou não.
As falhas não são graves.
Desvantagem:
Não dá tanta pica, nem metade.
Tudo o que penso, já o penso, e dá uma trabalheira desgraçada tentar explicar por palavras, mas assim escrevo muito menos do que preciso e gostaria.
Depois não vejo se está correcto, se está mesmo espelhado o que é para dizer, não procuro melhorar.
Desta feita, vai ter de ser diferente, vou ter de fazer o meu melhor, vou ter de me explicar, vou ter de me compreender para me poder fazer entender.
Enfim, escrever vai ser um desafio. Talvez um desfio grande de mais para quem não sabe e não conhece os meandros das palavras, como eu.
Desafios são comigo mesma, ora vamos lá ver como me safo desta…
E aqui estou eu a escrever sem ser só para mim, ao fim de tantos anos a escrever de mim para mim.
Há um ano tudo isto seria impossível, juraria que nunca seria capaz de o fazer.
Pode ser que um dia, o meu verdadeiro livro saia.
Este é o sonho de um sonho lindo que uma vez eu tive.
Sonhado depois de ter lido um livro de Sophia de Mello Breyner.
“Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra”
(Carlos Drummond de Andrade)
Retirada do site de Ana Vidal, pareceu-me uma frase muito apropriada em todos os sentidos deste texto, deixando no ar o seu quê de misterioso que me motiva.
Ainda não encontrei a musica. Mas ela vai aparecer. Eu Sei.
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