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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mais Um Momento...


Mais um momento sem palavras!
Ou cheia delas...

Tão cheia delas que não sai nenhuma. Atropelam-se, apinham-se, baralham-se, querem tanto sair e todas ao mesmo tempo que acabam por se atrapalhar e esbarrar umas nas outras.
Assim não tenho outro remédio se não roubar as palavras de outros para mostrar o que sinto e o que me vai na alma.

"Foi um momento

O em que pousaste

Sobre o meu braço,

Num movimento

Mais de cansaço

Que pensamento,

A tua mão

E a retiraste.

Senti ou não ?



Não sei. Mas lembro

E sinto ainda

Qualquer memória

Fixa e corpórea

Onde pousaste

A mão que teve

Qualquer sentido

Incompreendido.

Mas tão de leve!...



Tudo isto é nada,

Mas numa estrada

Como é a vida

Há muita coisa Incompreendida...



Sei eu se quando

A tua mão

Senti pousando

‘Sobre o meu braço,

E um pouco, um pouco,

No coração,

Não houve um ritmo

Novo no espaço?

Como se tu,

Sem o querer,

Em mim tocasses

Para dizer

Qualquer mistério,

Súbito e etéreo,

Que nem soubesses

Que tinha ser.



Assim a brisa

Nos ramos diz

Sem o saber

Uma imprecisa

Coisa feliz."

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Foi um momento




Não foi um momento, foram muitos os momentos.
A minha vida é feita deles.
Quantas vezes não os percebi na hora certa, quantos ainda não encaixei, quantos me fizeram felizes na própria altura...
Nem todos foram fáceis de entender, nem todos foram fáceis de viver, mas todos foram importantes.
Guardo os bons, guardo os que fizeram e fazem de mim aquilo que eu sou.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Já ri e já chorei.




Hoje já ri e já chorei.

Os meus pensamentos vagueiam ao sabor dos estímulos que encontram. Os encadeamentos processam-se e desencadeiam associações de ideias e sentimentos que voam à velocidade da luz. Os estímulos ora são verdes, ora cheiram a terra molhada, ora são luz, ora pessoas a passar, conversas tidas, situações passadas, palavras perdidas, passarinhos a cantar ou simplesmente nada e do nada vem qualquer coisa e do qualquer coisa vem o nada e os pensamentos andam errantes de um lado para o outro, como um barco no meio de uma tempestade, fazendo o nosso momento.

Este momento é sentido, tem uma cor, um cheiro, um tacto, um sabor e tem ainda uma temperatura e um som e é este conjunto de sentidos que guardamos e registamos.

Já tentei perceber como é que se vive o aqui e agora sem sonhar com o futuro ou ir passear ao passado mas chego sempre à conclusão de que o que sinto é sempre em relação a qualquer coisa que já vivi. É a referência que fica, como uma semente que foi lançada e que fica latente até novo estímulo.

Assim, há estímulos que se repetem e quando se repetem reavivam em nós todos os momentos que vivemos e nele revivemos o passado como se tivesse sido hoje e, no hoje, vamos acrescentando mais uns pós que mais tarde se hão-de repetir novamente um bocadinho mais ricos e assim sucessivamente. Acontece que há uns momentos tão marcantes que se tornam presentes a toda a hora deixando em nós raízes profundas.

Hoje chorei a saudade de momentos vividos, senti a nostalgia dos gestos perdidos, ri-me das asneiras feitas e das piadas repetidas, tive pena do que nunca vivi mas saboreei cada minuto que tive, cada lágrima que caiu e cada sorriso que me escapou.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Quarto Crescente e uma Estrela


Hoje olhei para o céu, como sempre faço, para ver onde estáva a lua.

O céu estava estrelado e com um azul como há muito tempo eu não via. Havia nuvens, mas nos meios as estrelas brilhavam com uma intensidade que não é muito usual para estas zonas de luz artificial.

No meio deste reparo, começou a surgir a Lua debaixo de uma nuvem cheia de forma. A seguir à Lua veio uma estrela e o quadro ficou completo.

Ali estava a Lua, no seu orgulhosíssimo quarto crescente, a olhar por mim.

Senti-me acompanhada e segui o meu caminho.


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Acordar


Acordo quase sempre bem-disposta.
Acordo quase sempre vinda de sonhos tão bons.
Acordo quase sempre com disposição para mudar este mundo cheio de cor e luz.
O que acontece quase sempre é que as expectativas não correspondem às cores lindas, formas perfeitas e sons que nos rodeiam.
Mas hoje, não foi isso que se passou. Tudo brilhou.


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Que falta faz uma Mãe!


Já não é a primeira vez que me sinto oca. Oca, mas oca de oca. Sem reacção, sem pensamento, sem ser, sem alma.

Tudo me parece estranho, tudo me parece vazio. Nada faz sentido, nada tem significado, ninguém me alegra.

Sinto-me numa feira popular, sozinha sem direcção a entrar e sair de cada barraquinha colorida, onde tudo está animado e nada me toca. Aqui e acolá as músicas embrulham-se, as vozes fazem eco, as luzes atordoam e o carrossel continua a andar sem parar num corrupio monótono ao som de música de caixa. Gritinhos, cheiros de tudo, sombras, luzes e mais luzes, coisas a girar, pessoas a passar sem parar, encontrões ao ralenti com vozes que saem para dentro, de bocas que sorriem.



Sinto-me a entontecer e a rebentar.

Só me apetece correr. Correr sem parar até ao sol nascer. Correr com força até não poder mais.

É nestas alturas que as mães fazem falta. Tanta falta!


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Easy Like Sunday Morning


E gostei especialmente de ouvir isto.

Fez-me bem.






"Know it sounds funny but i just can't stand the pain
Girl I'm leaving you tomorrow
Seems to me girl you know I've done all i can
You see i beg, stole, and i borrowed
Yeah! uh uh!
That's why I'm easy
Oh oh oh oh,
I'm easy like Sunday morning
Oh oh oh oh,It's why I'm easy
Oh oh oh oh,
Easy like Sunday morning
I wanna be high
So high
I wanna be free to know the things i do are right
I wanna be free
Just me
Oh babe!
It's why I'm easy
Oh oh oh oh
Easy like Sunday morning
Oh oh oh oh ,
It's why I'm easy
Oh oh oh oh,
Easy like Sunday morning"


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Oração Mãe Menininha


E hoje gostei tanto de ver isto!




Oração da Mãe Menininha do Gandois

"Ai minha mãe
Minha Mãe Menininha
Ai minha mãe
Menininha do Gantois

A estrela mais linda, hein?
Tá no Gantois
E o sol mais brilhante, hein?
Tá no Gantois
A beleza do mundo, hein?
Tá no Gantois
E a mão da doçura, hein?
Tá no Gantois
O consolo da gente, hein?
Tá no Gantois
E a Oxum mais bonita, hein?
Tá no Gantois

Olorum quem mandou
Essa filha de Oxum
Tomar conta da gente
E de tudo que há
Olorum quem mandou ô, ô
Ora, iê, iê, ô
Ora, iê, iê, ô"

(Bethânia, Caetano e Dona Canô - Letra de Dorival Caymmi )

domingo, 13 de julho de 2008

Fenix


Surpresas! Surpresas boas.

Ah, como as surpresas boas são tão boas!

Deveria haver surpresas boas todos os dias.

Fazem tão bem à alma.

Renasce-se.

Só me apetece não pensar, não mexer, não pestanejar.

Apetece-me parar só para não deixar passar este momento tão doce, tão bom.

Ás vezes é preciso tão pouco!



terça-feira, 20 de maio de 2008

"Bem Bom Viver"


É impressionante o que as pessoas esperam umas das outras.

Como podemos achar e querer coisas tão diferentes uns dos outros.

Como é que uma coisa que me faz feliz, pode não fazer o próximo feliz.

Há quem diga que esta é A característica engraçada das nossas vidas. Que lhe dá graça. Até concordo, no entanto não deixa de me fazer espécie e de olhar com uma certa desconfiança para quem diz que sente diferente de mim.

Pensado bem é-me difícil encontrar uma pessoa com algumas afinidades. Afinal sempre que olho para o lado há diferenças, nas maneiras de ser, de reagir, de dar e de receber e principalmente no que esperamos uns dos outros.

Dito por mim, e portanto um bocadinho suspeito, muitas vezes até esperamos ou queremos uns dos outros, aquilo que nós próprios não conseguimos, não queremos ou não sabemos dar. Isto é o cúmulo!

Perco-me nestas observações, às vezes mais tempo do que aquele que gostaria de dar. Mas, vale a pela, principalmente e quando chegamos à conclusão de que sendo tudo tão diferente só temos de ser o que nós próprios acreditamos e não fazer interpretações, juízos e muito menos filmes.

Alguém me disse um dia que viver o presente era a receita, a vida não cabe no passado e muito menos no futuro.

Pois esse alguém deve ter razão. Seria tudo muito mais simples e muito mais limpinho. Não haveria tristezas e alegrias, nem lágrimas, nem sorrisos, nem zangas nem reconciliações.

Mas… que graça teria a vida então?

sábado, 10 de maio de 2008

Gostoso Demais


E esta a minha canção de hoje.
Encontrei-a no Meu Cais.







"Gostoso Demais
Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu

É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dá prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz

Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não posso ser feliz, assim
Tem dó de mim
O que é que eu posso fazer
"

(Cantado por Maria Bethânia)

Canções e Momentos


Encontrei a musica para este post.
Perfeito…
Sempre acreditei que cada momento tem a sua canção.
Afinal existe “quem de profissão faça tal casamento”

Milton Nascimento - Canções e Momentos (1988)



“Canções e Momentos
Há canções e há momentos
Eu não sei como explicar
Em que a voz é um instrumento
Que eu não posso controlar
Ela vai ao infinito
Ela amarra todos nós
E é um só sentimento
Na plateia e na voz
Há canções e há momentos
Em que a voz vem da raiz
Eu não sei se quando triste
Ou se quando sou feliz
Eu só sei que há momentos
Que se casa com canção
De fazer tal casamento
Vive a minha profissão “
(cantado por Milton Nascimento)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Sinto


Sinto-me insegura e pequenina e de certa forma ameaçada.

Sinto porque sinto o meu instinto a dar sinal de alerta. Sinto porque sinto que me expus e isso deixou-me em desvantagem. Não medi as minhas palavras, nem os meus gestos, nem as minhas atitudes, nem os meus sentimentos.

Num gesto de dar o que tinha, para conquistar o que eu desejava, perdi o que precisava.

E foi neste espírito que li o este poema de Torquato da Luz.

"Assombro
Vou pousar a cabeça no teu ombro
até que a dor me passe e venha o dia
de descobrir de novo aquele assombro
com que, ao ver-te, o olhar se me tolhia.
O dia que, entre os dias, seja o dia
de sentir que o mistério do teu ombro
me deu de volta o mundo em que vivia
num tempo que era feito do assombro
com que o sonho dá corda à fantasia. "
(Torquato da Luz)


O momento ficou completo, quando ouvi Maria Bethânia “Seu jeito de Amar -Negue”

http://br.youtube.com/watch?v=Q5uKZDlW6SM

Nada tem a ver com nada, e tudo tem tudo a ver.

“Seu jeito de Amar
Não domino mais o meu coração
Já não sou mais o dono de mim.
Perto de você tenho a sensação que estou preso e não quero fugir
Não posso conter a minha paixão, quando sinto você me tocar
Não sei controlar minhas emoções
Eu adoro o seu jeito de amar
Eu gosto demais de tudo que você faz
Em tudo eu sou seu fã
Eu gosto do seu jeito de sentir prazer
Eu gosto demais do modo que me seduz
Do jeito que me possui
Por isso é que não posso viver sem você

Negue
Negue seu amor, o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu

Diga que meu pranto é covardia
Mas não se esqueça
Que você foi meu um dia

Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
Que eu mostro a boca molhada
Ainda marcada pelo beijo seu”
(Cantado por Maria Bethânia)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Caderninho roubado


Parece que estou outra vez em maré de gamanço.

Este post, roubadíssimo no Abencerragem, deteve a minha especial atenção.

Fez-me lembrar automaticamente dois amigos, a quem, como é obvio, enviei o link.

Caderninho
O poeta representa a imaginação por meio de imagens da vida e das situações e personagens humanos, põe-nas em movimento e deixa a cargo do leitor a tarefa de permitir que essas imagens ocupem os seus pensamentos, na medida em que os seus poderes mentais lho permitem. Por isso é capaz de dotar os homens das mais diversas capacidades, quer se trate de tolos, quer de sábios. O filósofo, por outro lado, representa não a vida em si mesma mas os pensamentos acabados que dela abstraiu e exige ao leitor que pense precisamente como ele e precisamente tanto como ele. Por isso o seu público é tão pequeno. O poeta poderá, desta forma, ser comparado a alguém que oferece flores; o filósofo com alguém que oferece a essência delas.
Arthur Schopenhauer
«Aforismos», de Parerga e Paralipomena (tradução de Alexandra Tavares)

posted by RAA

A um, porque uma vez me disse que escrevia o que via dentro da sua cabeça (mais ou menos assim, mas com muito mais sal) e que deixava ao nosso critério o que poderíamos entender. E este post fez o quadro exacto do que ficou daquelas palavras na minha cabeça.

A outro, porque a descrição de poeta me fez lembrar a sensibilidade das suas palavras e a capacidade de entendimento das minhas meias palavras e ainda, porque no outro dia as suas palavras caíram que nem flores nas minhas mãos.

quinta-feira, 1 de maio de 2008






Existem fins de tarde encarnados, fins de tarde cor de laranja e fins de tarde dourados.

Ainda não consegui perceber de qual deles gosto mais.

Todos eles trazem um sonho, todos eles dão uma alegria, todos eles têm um encanto especial.

Hora mágica, hora premium, hora de um belo copo na mão, hora de olhos postos no infinito, hora de conversas improváveis, hora de companhias ideais, de fantasia reais.


Cada pôr-do-sol é um pôr-do-sol e por cada pôr-do-sol um nascer do sol. Cada um, uma energia. Cada um, uma força, uma vontade própria.


Hoje o pôr-do-sol foi lindo, foi dourado. O copo… Esse ficou de lado. A música acompanhou mas a companhia falhou. O sonho por cá passou e a vontade disse-me que este foi um e que outros ainda melhores virão.


sexta-feira, 11 de abril de 2008

Descobrir e Redescobrir


Quantas e quantas vezes nos descobrimos e redescobrimos a nós próprios.

Pois é, acabei de descobrir mais algumas coisinhas sobre mim. Para alem de me redescobrir e de me descobrir em mim própria.

Foi mesmo tanta coisa!

Porquê, não sei, nem sei se quero saber os porquês.

O que interessa não são as coisinhas que descobri, nem os porquês, mas sim o facto de ainda haver pequeninas coisinhas por descobrir por ai espalhadas e à solta só para nós. Fico contente.

Concluo que precisamos de andar sempre atentas.

Situações tão básicas e simples como uma saída à noite e ou como ouvir e estar com pessoas que nos fazem sentir bem, levam-nos a descobrir outras maneiras de ser, outras formas de estar na vida, outra descontracção perante problemas tão básicos e tão pouco problemas se vistos de outras perspectivas. Aprendem-se novos sentimentos, pensamentos e sensações.

Hoje, para todos os efeitos, não é um bom dia para escrever.

É dia de ressaca, amanha de rescaldo e depois logo se verá.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Tonight




"Tonight
Do we have to fight again
Tonight
I just want to go to sleep
Turn out the light
But you want to carry grudges
Nine times out of ten
I see the storm approaching
Long before the rain starts falling

Tonight
Does it have to be the old thing
Tonight
It's late, too late
To chase the rainbow that you're after
I'd like to find a compromise
And place it in your hands
My eyes are blind, my ears can't hear
And I cannot find the time

Tonight
Just let the curtains close in silence
Tonight
Why not approach with less defiance
The man who'd love to see you smile
Who'd love to see you smile
Tonight "


(Elton John)

domingo, 30 de março de 2008

Morrer um bocadinho


É difícil de entender alguns comportamentos humanos.

Com quem conheço e gosto, sou geralmente comunicativa e muito expansiva. Tenho algumas dificuldades em gerir comportamentos cerimoniosos e desprovidos de qualquer calor humano, principalmente vindos de quem não estou minimamente à espera.

Fico completamente à toa. Sem chão. Fico triste e com sentimentos de culpa, sem ter, efectivamente, culpa nenhuma. Deixo de ser eu e começo a ter comportamentos também eles cerimoniosos e desprovidos de calor humano.

Sensação de perda, um vazio imenso. E dar a volta a este imbróglio “é um ver se te avias”.

Geralmente não tenho auto-estima suficiente para dar a outra face.

Estarei a fazer uma tempestade num copo de água?

“quem não se sente não é filho de boa gente”!...

Pois bem, estou assim com este estado de alma enfraquecido há umas horas. Só agora, consigo deixar a angústia um bocadinho de lado, para tentar discernir o que efectivamente se passou e tentar desdramatizar a situação. Mas ela ficou, foi real, por alguma razão, mas foi real. Feriu, e feridas não saram de uma hora para a outra, sendo que as cicatrizes ficam sempre.
Instala-se a cerimónia pelo medo de voltar a sentir o mesmo.
Perde-se a confiança.
Há um afastamento e, a pouco e pouco, a relação acaba.
As razões e as relações ficam para sempre noutra dimensão.
Voltar a acreditar não é impossível, mas não é de todo em todo fácil.

Ainda falta a melhor parte, quando nos sentimos culpadas por não ter coragem de ir ter com quem de direito e tentar remediar a situação de imediato. Aquilo a que chamo “pedir satisfações” que, como o próprio nome indica é uma coisa horrorosa de se fazer e que me custa em demasia. Às vezes saio de mim e até faço, se sentir que é por uma muito boa causa.

Mas, o improvável acontece, a sensação mantém-se. O que era não volta a ser.

Este é o saldo de um comportamento cerimonioso e desprovido de calor humano.

Aposto que se as pessoas soubessem o quanto magoam com este tipo de atitudes, provavelmente, não as teriam.
Gosto de pensar assim, faz-me sentir um bocadinho mais crente, faz-me ter esperança e acreditar que tudo não passou de um mal entendido que se resolve.

Mas desta vez sei que não vou. Já não consigo acreditar. Já não tenho forças para tentar mais uma vez, remediar o que já não tem qualquer remédio. Por muito que me custe assumir, esta era mesmo uma amizade improvável. Uma amizade em que acreditei piamente e que me foi devolvida, desde o seu início, com outro sentido.

Todos os meus amigos são preciosos, deixar qualquer um que seja pelo caminho é para mim, morrer um bocadinho.