Mostrar mensagens com a etiqueta Coincidências. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coincidências. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Aprender... Sempre!


Há muito que percebi que posso aprender com as conversas que oiço. Elas fazem parte das vivências de cada pessoa e, apesar de cada um ter uma experiência de vida muito própria há sempre uns pontos onde nos tocamos. Por isso quando determinadas conversas vêm à baila eu oiço com atenção e absorvo.
Ah como eu aprendo...Aprendo não só a compreender os meus próprios sentimentos, pensamentos ou reacções passadas, como posso prever alguns comportamentos e sentimentos que certamente irão aparecer no futuro.
Posso ainda e também aprender muito sobre quem as tem. Ó se posso...
Por isso cheguei à conclusão que as ideias e os sentimentos ligados às pessoas que as têm são a melhor poção que temos para apreender. Aprender e perceber o nosso nível de crescimento, a nossa fase de vida, ajudando-nos muito a compreender a nossa própria existência.


domingo, 8 de junho de 2008

Coincidências


Mais uma grande coincidência, nesta minha vida.

Há já uns dias que sentia o coração descompassado, descoordenado, a cabeça zonza, o estômago apertado. Até falei disso aqui. Pressentimentos…

Ontem, por razões que não consegui entender, a vida parou, dei-lhe um nome, dei-lhe uma cor e pelos vistos, no limite, dei-lhe um nome e a cor errada.

Pensei que fosse preocupação, mas a preocupação não bate assim. Pensei que fossem mudanças de humor ligadas a dias difíceis, mas também essas não batem assim.

Sim, algumas desilusões, mas nada que se justificasse tanta dor. A menos que…

E foi aqui que lhe dei um nome.

Comecei a ficar assustada.

Meu Deus, não podia ser! Estaria louca?

Não, não podia ser e ponto final. Nada até aqui tinha indicado tal coisa.

Porquê agora?

Mas com o avançar da noite, a coisa piorou em vez de atenuar. E foi aqui que lhe juntei a cor.

As dúvidas assaltaram-me. Aquilo que não podia ter acontecido, estava a acontecer. E o pior… Sem que eu tivesse dado por isso.

Com o espírito azucrinado e com a cabeça a mil, nem dormi direito. Só me perguntava… Como foi possível? Mais impossíveis na minha vida. Não vou aguentar.

Levantei-me com cabeça de melão oco e ainda bastante assustada.

A manha já ia alta e bem ao meu lado ouvi:

- Ontem no jantar que não foste…

A minha alma respirou de alívio. Reconheci imediatamente todo o meu sentir, reconheci os meus comportamentos, reconheci a minha longa e antiga história. Reconheci o conjunto de coincidências anteriores, tão iguais a esta.

Com esta eu posso bem.

Outra diferente desta, definitivamente, não iria aguentar.

Mas está tudo no limite. Tão no limite que por momentos até eu mesma acreditei, que aquele nome e aquela cor, poderiam ser a minha verdade.