Mostrar mensagens com a etiqueta Amizade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amizade. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de maio de 2013

Amigos



Hoje fico-me por aqui:
"O tempo não passa pela amizade. Mas a amizade passa pelo tempo. É preciso segurá-la enquanto ela há. Somos amigos para sempre mas entre o dia de ficarmos amigos e o dia de morrermos vai uma distância tão grande como a vida."



(Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público')

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ser amigo de verdade limita certas vivências



Este “drama” existencial surgiu na minha vida há bem pouco tempo, numa conversa entre amigos. 

Uns diziam que ser “amiga de verdade” era o objectivo, outros pelo contrário diziam que nem pensar. “Amigos de verdade” já tinham o que bastasse e a partir de determinada altura da nossa vida para além dos amigos de verdade que já temos, tudo o que queremos é poder estar, mandar umas bocas, viver o que se tem a viver sem compromissos de maior e desta forma poder gozar a vida sem grandes sobressaltos. 

Atenta assisti. Nunca tinha pensado desta forma, nunca me tinha apercebido que cá fora existiam vários conceitos de amizade, a amizade verdadeira e a outra, o que quer que isto queira dizer. Confesso que a conversa me incomodou. Tenho para mim que a amizade é uma instituição a preservar a qualquer custo. Mas dei por mim a pensar e tive de concordar em silêncio com a última opinião: ser-se amigo de verdade limita certas vivências. 
Ou será o contrario?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A régua da amizade

De facto a régua da amizade é muito ingrata.

As diferentes medidas, intensidades e interesses não ajudam ao seu bem-estar e equilíbrio. Geram inseguranças e medos que fazem com que certos filtros e escudos sejam levantados tirando toda a simplicidade de um relacionamento.

É tão raro chegar a um equilíbrio que me pergunto se isso é, de alguma forma, possível?

Os meus sonhos dizem-me que sim. Esse equilíbrio existe e por isso, na minha ingenuidade e simplicidade, ando permanentemente à procura dele. Já a realidade é bem outra. Não esse equilíbrio não existe é só um sonho bonito que se aprende nos contos de fadas. Sempre que acho que estou lá quase a vida ensina-me que não.
Os sonhos podem ser muito traiçoeiros. Fazem-nos ver aquilo que queremos e não aquilo que na realidade é e depois as desilusões são umas atrás das outras.
É uma desordem!
  
"Amor
Às vezes as palavras saem de mim sem pensar
Hoje saiu-me amor
E eu amei-te
Tão verdadeiramente como podia na altura
Sabia que eras tu que aparecias no olhar
E que toda a parte boa do sol te iluminava
Desejava ter-te mais do que o desejo concebia
E descobria-te no mais leve sopro de memória
E amava-te
Tão simplesmente sentia o que era o amor
E eras tu

Porque o pensamento não conhece o olhar e nem sempre fala com a memória
Chamei-te amor
E era tarde"


(José F. Machado em Eu antes de mim)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O que é importante...


Há coisas importantes nesta vida!

Em cada momento temos uma. E elas mudam tal e qual como muda o tempo. Um dia é uma, outro dia é outra. Nesta rotação infernal, umas perdem-se outras ganham-se outras ainda ficam a pairar.

Há também aquelas que se retomam e aquelas que gostaríamos de ter e pelas quais lutamos furiosamente.

Mas há ainda as coisas muito muito importantes que nunca mudam, que são sempre importantes faça chuva ou faça sol, seja Verão ou seja Inverno, seja neste minuto, seja daqui a umas horas ou mesmos dias ou anos, e essas temos de as estimar, de as proteger, de as mimar, de as cativar, de as aconchegar e juntar a nós a toda a hora e a todo o minuto.

Mas, e há sempre estes "masss" nas nossas vidas, estas coisas tão importantes, são aquelas que às vezes de tão certas que são, são deixadas para trás, são descuradas e subestimadas.

E, e porque também há sempre "eeee" na nossa vida, precisamos de nos concentrar, centrar e focar para não perder aquilo que não aguentamos perder. Mesmo que às vezes o tempo não nos queira dar os seus minutos, mesmo que as estrelas e o sol e a lua não se queiram mostrar, mesmo que a chuva e o vento não nos queiram deixar sair, mesmo que a nossa vontade seja tapada pelas coisas importantes do dia-a-dia.

Hoje o meu dia vai ser dedicado às "Coisas Muito Muito Importantes da Minha Vida! "

Assim como há o dia internacional do beijo, hoje será o dia das coisas muito importantes para mim.

E o beijo é indispensável para que este dia seja um sucesso. Poder dar beijinhos a todos aqueles que gosto e mostrar-lhes que são muito muito importantes para mim e que me fazem falta é o primeiro passo do dia de hoje :)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Amizade


Para mim cada amizade é como cada qual, tendo as suas características muito próprias e especiais e que têm a ver com os interesses de cada interveniente. Parece frio e duro mas foi assim que eu aprendi.

Posso ir sonhando, fazendo filmes, mexendo nos actores, mudando as cenas, mas se quiser ser pragmática, terra a terra, é assim que é.

Estas amizades são construídas com base no que cada um é e está disposto e disponível para dar, ceder e receber, com um objectivo ou com um projecto comum. Seja ele qual for, deve estar definido e bem claro, é claro que se pode ir ajustando e modificando com o tempo mas sempre em conjunto. Também é claro que pode acabar em qualquer altura também é claro que pode recomeçar.

Neste processo existem forças que se medem entre os queres de cada um, e são nestas forças, que existem ou podem existir espinhos.

Se o projecto ou objectivo for consistente eles são ultrapassados e passam a haver compromissos, se não for …

Aquela história dos ouriços, que volto a contar no fim, é um exemplo bonito de tudo isto.
Conta-nos uma história de amizades ou de interesses e a forma bonita como eles se ligam, dando e recebendo, aprendendo, recuando e avançando, mas construindo e chegando ao que interessa com mais ou com menos picos, dar calor e receber calor para sobreviver.

Na história não falam em felizes, mas suponho que se sobreviveram e conseguiram suportar e aguentar a dor e não sentir frio é porque foram felizes. E se conseguiram levar adiante um projecto, sobrevivendo à era glaciar, foram bem sucedidos e devem estar orgulhosos do seu projecto, fizeram historia.

Relembro agora aquela historia bonita e muito real, que mostra a amizade o comprometimento, o interesse e tudo o mais o que se queira retirar dela.

“Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram”.