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quinta-feira, 19 de março de 2015

Filosofia de Vida

"A Verdadeira Filosofia de Vida

Trabalhar com nobreza, esperar com sinceridade, sentir as pessoas com ternura, esta é a verdadeira filosofia. 
1 - Não tenhas opiniões firmes, nem creias demasiadamente no valor das tuas opiniões. 
2 - Sê tolerante, porque não tens certeza de nada. 
3 - Não julgues ninguém, porque não vês os motivos, mas sim os actos. 
4 - Espera o melhor e prepara-te para o pior. 
5 - Não mates nem estragues, porque não sabes o que é a vida, excepto que é um mistério. 
6 - Não queiras reformar nada, porque não sabes a que leis as coisas obedecem. 
7 - Faz por agir como os outros e pensar diferentemente deles. "
Fernando Pessoa, 'Anotações de Fernando Pessoa (sem data)' 

Quanto mais o leio mais gosto. 
É verdade que hoje mais do que ontem me limito a ouvir e a calar. Omito as minhas opiniões e desconfio de tudo o que penso à primeira. 
É verdade que sou cada vez menos tolerante mas, que tenho em mente que o deveria ser cada vez mais, tenho!
Já deixei de julgar à muito tempo. Já perdi de vista.
Na 4, a porca torce o rabo. Sempre acreditei que esperava o pior,mas creio que não foi isso que esperei. Percebi que aquilo em que acreditamos, muitas vezes não é aquilo que queremos muito acreditar. A preparação sempre foi muito mal feita. Resultado, levo muitas e muitas desilusões no bucho.
Não estrago? Bem... Tento com muita força. O facto é que fiz alguns estragos nesta vida. Os restantes, acho que o tempo me ensinará na sua devida altura.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Silêncios


É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.
(Fernando Pessoa)

terça-feira, 19 de março de 2013

Sorriso


E quando o sorriso nos falha, eis que aparece o que é preciso para ele voltar

 
"O sorriso
Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso."


(Eugénio de Andrade)



Sorriso



E quando o sorriso nos falha, eis que aparece o que é preciso para ele voltar

 
"O sorriso
Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso."


(Eugénio de Andrade)


terça-feira, 10 de julho de 2012

Jogo de Sedução


Uma das melhores "descrições" que já vi sobre o Jogo de Sedução!

FLIRT
Um olhar, um sorriso
brincas tu
brinco eu
Quem não tiver juízo, perdeu...

Um sabor, um aceno
provas tu
provo eu
Quem beber o veneno, morreu...

Ai esta brincadeira, este arame sem rede...
Esta chuva ligeira que nunca mata a sede...
Ai de quem não souber que o segredo, o mistério
é não levar a sério o que é só um prazer...

Com champanhe na voz
falas tu
falo eu
Se falámos de nós, não pareceu...

Em matizes de charme
brilhas tu
brilho eu
Atenção, se um alarme apareceu...

Ai este jogo antigo, traiçoeira delícia...
Entre sinais de perigo é preciso perícia...
Quem brincar com o fogo não se deixe queimar:
Prometer e não dar é a regra do jogo!
(Ana Vidal)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pudesse Eu


Pudesse eu não ter laços
nem limites
Ó vida de mil faces
transbordantes
Para poder responder
aos teus convites
Suspensos na surpresa
dos instantes!
(Sophia de Mello Breyner Andreson)

Faz hoje 8 anos que morreu.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Abrir uma porta

Hummmm... Gostei!

"Não sei quando virá o amanhecer, por isso abro todas as portas" 
(EMILY DICKINSON)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

E tudo começa outra vez

«Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para diante,
vai ser diferente.»

(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Um Poema de Neruda




"Se Me Esqueceres Quero que saibas
uma coisa.

Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam.

Mas agora,
se pouco a pouco me deixas de amar
deixarei de te amar pouco a pouco.

Se de súbito
me esqueceres
não me procures,
porque já te terei esquecido.

Se julgas que é vasto e louco
o vento de bandeiras
que passa pela minha vida
e te resolves
a deixar-me na margem
do coração em que tenho raízes,
pensa
que nesse dia,
a essa hora
levantarei os braços
e as minhas raízes sairão
em busca de outra terra.

Porém
se todos os dias,
a toda a hora,
te sentes destinada a mim
com doçura implacável,
se todos os dias uma flor
uma flor te sobe aos lábios à minha procura,
ai meu amor, ai minha amada,
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada se apaga nem se esquece,
o meu amor alimenta-se do teu amor,
e enquanto viveres estará nos teus braços
sem sair dos meus."

(Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda")

sábado, 28 de janeiro de 2012

Cansaço

Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...

Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.

Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...

Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.

(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)

Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Se me esqueceres

Achei eu que o tinha publicado aqui, neste canto, onde publico tudo aquilo que gosto e que me vai na alma! Procurei, procurei, mas não o encontrei!
Este é daqueles que não pode mesmo deixar de aqui estar!

Se me esqueceres

"Quero que saibas
uma coisa.

Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam.

Mas agora,
se pouco a pouco me deixas de amar
deixarei de te amar pouco a pouco.

Se de súbito
me esqueceres
não me procures,
porque já te terei esquecido.

Se julgas que é vasto e louco
o vento de bandeiras
que passa pela minha vida
e te resolves
a deixar-me na margem
do coração em que tenho raízes,
pensa
que nesse dia,
a essa hora
levantarei os braços
e as minhas raízes sairão
em busca de outra terra.

Porém
se todos os dias,
a toda a hora,
te sentes destinada a mim
com doçura implacável,
se todos os dias uma flor
uma flor te sobe aos lábios à minha procura,
ai meu amor, ai minha amada,
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada se apaga nem se esquece,
o meu amor alimenta-se do teu amor,
e enquanto viveres estará nos teus braços
sem sair dos meus."

Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Paixão

Gostei de ler este poema de Torquato da Luz porque me voltou a lembrar que:

"A vida é uma locomotiva que precisa de lenha para se mover.
E não há melhor lenha que a Paixão."
(Citação minha :))

"Toda a poesia é um recado
com destinatário
mais ou menos disfarçado.
Eu, desde que te vi,
dou-me ao ofício diário
de escrever para ti."

(posted by Torquato da Luz)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Tenho Tanto Sentimento



Por trás de cada poema está um sentimento que o fez germinar e sair de dentro do pensamento do poeta. É este sentimento que tantas vezes me deixa curiosa. Será que o que penso e o que sinto foi de alguma forma a sua maneira de pensar?

“Tenho tanto sentimento” é o que de facto tenho hoje e sem forma de dizer o porque ele é tanto e o porque tem tantos motivos sentidos, e porque é tanto com tantas razões pensadas. É que assim não tenho como saber o que é verdadeiro e o que é errado e é certo que só posso pensar, porque de sentimentos já estou cheia por ora.


"Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar."

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

segunda-feira, 21 de março de 2011

Poesia


No dia Mundial da Poesia dois Poemas:

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.

Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo a roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz

E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

E depois, cansado,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro..."
(Alberto Caeiro - Fernando Pessoa)



"Esperei que adormecesses para te escrever
Peguei-te na mão
Encostei-me junto a ela
Desta vez em silêncio
Não haviam gritos que me calassem
Nem as portas que bates com tal violência
Podia sentir-te respirar descansada
E eu de mão dada contigo
Podia sentir-me gritar-te
Sentia o meu coração agitado
Rebentar as portas que foste fechando
Permaneci de corpo inerte
E lágrimas estendidas
Até sentir a força de te deixar escrita esta ultima carta
Adeus"
(José F. Machado)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Eu que me Aguente Comigo


"Eu que me Aguente Comigo

Contudo, contudo,
Também houve gládios e flâmulas de cores
Na Primavera do que sonhei de mim.
Também a esperança
Orvalhou os campos da minha visão involuntária,
Também tive quem também me sorrisse.
Hoje estou como se esse tivesse sido outro.
Quem fui não me lembra senão como uma história apensa.
Quem serei não me interessa, como o futuro do mundo.

Caí pela escada abaixo subitamente,
E até o som de cair era a gargalhada da queda.
Cada degrau era a testemunha importuna e dura
Do ridículo que fiz de mim.

Pobre do que perdeu o lugar oferecido por não ter casaco limpo com que aparecesse,
Mas pobre também do que, sendo rico e nobre,
Perdeu o lugar do amor por não ter casaco bom dentro do desejo.
Sou imparcial como a neve.
Nunca preferi o pobre ao rico,
Como, em mim, nunca preferi nada a nada.

Vi sempre o mundo independentemente de mim.
Por trás disso estavam as minhas sensações vivíssimas,
Mas isso era outro mundo.
Contudo a minha mágoa nunca me fez ver negro o que era cor de laranja.
Acima de tudo o mundo externo!
Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim."

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Para ti

"Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre

Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida"

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ausência



"Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua

Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua."

(Sofia de Mello Breyner Anderson)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Eu não existo sem você


Eu não existo sem você

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
 
(Vinícius de Moraes)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Antes o Vôo da Ave





Em Noites de pouca Lua:

"Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!"

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XLIII"
Heterónimo de Fernando Pessoa

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O teu riso de fonte



“Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
…”
(Florbela Espanca)