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sábado, 12 de dezembro de 2009
São Dias
Há fases nas vidas das pessoas em que um dia atrás do outro já é muito bom.
O tempo vai passando e em cada dia existe mais uma coisa boa.
Hoje, passou mais um dia.
sábado, 11 de julho de 2009
Felicidade
Hoje em dia, e eu acho que já falei disto, as pessoas têm o culto da felicidade.
Ser feliz não importa à custa de quem, nem de quê. Passam e julgam que levam a felicidade.
Também não acho que a felicidade tenha de passar pelo sofrimento profundo e duro.
Há um meio-termo por aí algures que se tem de encontrar.
Tudo o que é ponderado, verdadeiro, transparente trás felicidade.
Tudo o que é falso, desequilibrado, pouco claro trás insegurança que por sua vez não nos deixa ter paz, quanto mais não seja de espírito.
Temos de ter atenção que a nossa esfera acaba onde começa a dos outros que nos rodeiam e que essas esferas, são maiores ou mais pequenas, mas rijas ou mais frágeis, doentes ou saudáveis, cheias de infinitas variáveis.
Nem sempre, ou por outra, raramente conseguimos ter discernimento para perceber quando estamos a entrar na esfera dos outros ou nos apercebemos logo que estamos a deixar os outros entrarem na nossa, infelizmente não há alarmes, por isso a verdade, o respeito e a boa educação são essenciais nestas trocas, nestas partilhas de esfera desejáveis ou indesejáveis.
Para mim, estes valores são os alicerces da nossa vida.
Não pretendo com isto dizer que sou santinha (anjinho para alguns). Longe mesmo! Ultrapasso a toda a hora os limites do aceitável, o que me tira do sério.
É um processo difícil de aprender e por vezes até de compreender. Tantos prismas, tantas formas de ver as coisas que acabamos por só ver a que mais nos interessa.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Um caminho
A minha cabeça anda por ai a vaguear.
Está aqui, está ali e não está em lado nenhum. Vou estando sem estar. Um bocadinho cá, um bocadinho lá.
Tento encontrar um rumo, um caminho, mas ele não está iluminado, não o consigo descobrir.
Uns dias é por aqui, outros por ali e outros ainda por lado nenhum!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
o Tempo
Cada um tem o seu tempo, o tempo que cada um precisa.
Quem é quem para dizer que o tempo já foi ou já era?
Quem é quem para não respeitar o tempo de cada um?
Quem é quem para não esperar por quem gosta só porque acha que não há tempo para o tempo? Será que gosta ?
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
On my way
Tenho estado atenta aos ensinamentos da vida. Não sei ainda para onde ela me quer levar, mas é engraçado como a bem ou a mal, ela vai andando devagarinho e fazendo e seu percurso através de mim, levando-me aos poucos e deixando-me querer que sou eu quem a comanda.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Ser Feliz
Ai que me dói o alma!
Não de tristeza, mas de uma alegria imensa!
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
"déja vu"
Parece aquele "déja vu".
Era nisto que eu estava a pensar. Pelo menos na forma como o decifrei. Já que cada poema tem várias interpretações.
"Saltar o muro"
Quando se quebra o encanto e não há nada
mais a fazer que suportar a dor,
quando a noite não traz a madrugada
e o mundo se acinzenta e perde a cor,
quando surge iminente o fim da estrada
e qualquer coisa diz que a caminhada
poderia ter tido outro valor,
é mais que tempo de saltar o muro
e retomar a busca do futuro."
(posted by Torquato da Luz)
Há um tempo para tudo.
Há o tempo que temos para ver se as coisas acontecem e o tempo que temos para fazer as coisas acontecer (esta frase não é minha).
A partir daqui, se nada aconteceu é tempo para saltar o muro e procurar o futuro.
Não sem dor. Claro. E, de preferência, não sem conseguir ver qualquer coisa de positivo. Mesmo que a madrugada não apareça, a cor esmoreça e o beco seja sem saída, tem de haver sempre um pássaro a cantar do lado de lá do muro, só é preciso ver onde.
Etiquetas:
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Poesia
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Partilhar
Partilhar,
É mesmo, às vezes precisamos de partilhar o nosso dia-a-dia feliz com quem nos queira aturar.
Mas não é só partilhar conversas, cusquices, trabalho, musicas, vivências, alegrias, tristezas...
É também partilhar o sorriso, a paz e principalmente o silêncio.
Encostar a cabeça, fechar os olhos e estar. Estar, simplesmente estar.
Estar, ouvir o nosso coração bater, a par e passo com o pensamento e transmitir toda a energia que sai de nós em cada pequeno suspiro.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Olhei e Vi
310 posts.
Um ano e dois meses.
5471 Entradas sem contar com as minhas.
Media de 30 páginas lidas/dia e de 20 visitantes por dia.
Quando comecei este “diário digital”, nunca me passou pela cabeça que o conseguiria manter por tanto tempo e tão assiduamente actualizado. É um facto que me tornei uma dependente do computador, mas não me arrependo nem um bocadinho.
Tem sido divertido!
Já não é a primeira vez que sinto que escrever me faz bem, que me descrever a mim e ou aos meus sentimentos, me obriga a perceber os porquês da minha existência.
É também uma forma simpática de me ir conhecendo, de andar mais devagar no tempo e de dar algum valor ao que me rodeia.
Também já não é a primeira vez que menciono o meu famoso Diário. Aquele que me acompanhou em cada folha, em cada linha, em cada palavra, até ao dia em que me casei. Ou talvez um tempinho antes.
Nesse eu escrevia sem regra e sem cerimónias, o que fazia e o que não fazia, o que me ia na alma, no coração e na cabeça, com pressa e sem pressa. Não dava sequer para me tentar conhecer, tal era a intensidade dos disparates que escrevia.
Aqui a coisa é diferente.
Ao princípio não sabia minimamente o que estava a fazer, nem tão pouco o alcance de uma brincadeira destas. Não fazia a mais pálida das ideias que por dia podia ser lida por 2 pessoas quanto mais por média de 20. No entanto e com grande respeito pelos que me poderiam ler, tentei pelo menos não dar erros ortográficos e estruturar minimamente o meu raciocínio.
Mais uma vez desabafando. Nesta minha luta, quase diária de tentar escrever qualquer coisita que não me envergonhe, e que defina o meu estado de espírito, ou simplesmente o que me passa pela cabeça, os meus momentos, os meus sentimentos, as minhas musicas, os meus pensamentos, dei-me conta da minha falta de cultura geral e especifica, da minha falta de vocabulário, da minha falta de humor e capacidade de resposta, da minha falta de sentido estético, da minha falta de conhecimento literário e gramatical, da minha falta de sentido de oportunidade, etc, etc, etc. Mas todas estas coisas más têm tido uma boa contrapartida, tudo o que tenho aprendido ao longo deste ano, tudo o que tenho lido e tantas coisas bonitas, as pessoas excelentes que já conheci, enfim um mundo que se abre à minha frente pronto para ser desvendado e todo para mim.
O que quero, como quero, quando quero. Há coisa melhor?
Tudo isto tem sido uma surpresa. Começou pela primeira pagina, nunca pensei conseguir escreve-la. O meu esforço, a minha paciência, a minha perseverança, a minha vontade, a minha mudança, a minha atitude, a minha sensibilidade, a minha estrutura, a minha posição, o meu ser, etc.
Tem sido fantástico!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Como um grito
Não há nada a fazer. Estes dias são aqueles em que tudo o que se diga é pouco para enganar a nossa solidão. Por muito boa que esta vida se nos apresente, por muito que se esteja acompanhado lado a lado, dia após dia, mão na mão, a solidão bate-nos à porta e faz-nos estremecer. Conta-nos como somos pequenos, indefesos, impotentes e solitários. Coloca-nos no nosso lugar sem apelo nem agravo.
São dias duros, longos e muito penosos.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Copinho de Vinho Tinto
E quando pensamos que tudo está perdido, que nada há a fazer, eis que aparece uma luz no fundo de um túnel. Tem graça como é que do nada e assim de repente nos deparamos com uma forma de pensar totalmente nova, onde tudo se encaixa perfeitamente no nosso “modus vivendi” e até parece fazer todo o sentido.
No entanto a luz que vi é tão ténue, que morro de medo que ela se apague de novo.
sábado, 27 de setembro de 2008
Já está
Não, não doeu.
Senti finalmente que dei na proporção do que me foi dado.
Agora sim preparada para continuar a minha caminhada com a cabeça livre e a consciência desimpedida.
Ficou só um vazio, uma saudade e uma vontade. O vazio do que ficou para trás, a saudade de um bem-querer e uma vontade muito grande de estar bem.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Não há nada pior

Não há nada pior do que sentir e não dizer, achar e não saber, querer e não ter.
Não há nada pior que sentir no ar o que poderia ter sido e não foi.
Não há nada pior do que a mágoa do que ficou por explicar.
Não há nada pior do que o medo de ouvir o que não se quer.
Mais do Mesmo
Estive no outro dia em amena cavaqueira com uma amiga que me dizia à séria e muito indignada, que hoje temos muito o culto da felicidade – ser feliz. Tudo o que fazemos e como o fazemos é em função dessa famosa máxima “ser mais feliz”. E no entanto não conseguia ver onde estava essa tão famosa felicidade que toda a gente tanto invoca, tanto quer e tanto estrebucha para ter.
Estivemos horas da nossa existência a discutir animadamente se tínhamos ou não obrigação de ser felizes, como fazíamos para o ser e, depois disto tudo, se éramos na realidade mais felizes.
Chegamos as duas à feliz, ou infeliz conclusão, e contra nós falámos que, na realidade, as pessoas não estão mais felizes mesmo.
Das duas três, ou não temos a noção das consequências, ou não sabemos o que é felicidade, ou então a liberdade é tanta que perdemos por completo a noção da comparação.
É certo que tudo na vida tem os seus mas e os seus ses. É certo que todos gostaríamos de ser felizes, é certo que é isso que nos pedem nesta vida. Mas também é certo que somos precipitados, que deixámos de nos dar, que deixámos de saber lutar, que temos mais medo de deixar escapar o que poderão ser oportunidades, deixámos de dar valor às coisas, de saber suportar a dor, deixamos que a vida nos apanhasse na curva, nesta procura um pouco inglória da felicidade plena.
A felicidade fácil e inteira não existe, já dizia a minha sábia, muito sábia Avó, com aquele seu sorriso lindo.
A felicidade é Dar. Mas Dar, não é só dar. É saber retirar do Dar a experiência do Receber. Dar pão, receber um sorriso; dar um sorriso, receber um beijo; dar um beijo, receber uma lágrima; dar uma lágrima, receber um abraço; dar um abraço, receber uma mão…
É importante ter e ensinar valores, ter e estabelecer limites, desencantar tempo, estar disponível, não ter medo de dar, não ter medo de ser.
Lembro-me que, de todas as etapas da minha vida, as que fui mais feliz foi quando me entreguei sem ter medo de ser eu própria e dei tudo o que eu tinha para dar de coração.
domingo, 7 de setembro de 2008
Menos um Sonho
Sempre sonhei juntar alguns amigos da escola.
Reencontrar principalmente aqueles de quem ainda nos lembramos com grande carinho e com quem vivemos as nossas primeiras experiencias de adolescentes.
Primeiras saídas à noite, primeiras danças, primeiros cigarros, primeiras bebidas, primeiros verdades ou consequências, primeiras paixões, primeiros beijos, primeiras faltas as aulas, sei lá mais quantos primeiros.
Mas hoje soube que um deles já cá não está. Senti um grande murro no estômago. E logo quem.
O paredão tem destas coisas. No meio daquele portento de beleza, temos as mais bárbaras notícias.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Alegria/Tristeza
No meio de muita alegria, há sempre uma tristeza que bate.
Ontem chorei de tanto rir e no meio de uma lágrima de riso outra de tristeza caiu.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Obrigada
Descobri que gosto que digam bem de mim.
Fico sempre surpreendida quando dizem bem de mim. É um surpreendido contente, um contente envergonhado.
Lembro-me que me sentia assim quando era pequenina. E é pequenina que me sinto nestas ocasiões. Não de tamanho mas de sentido o que ainda é mais embaraçoso com este tamanho todo.
Apesar de tudo, desponta uma pontinha de orgulho que me faz encher o peito e andar mais direita. Deve ser por isso que se diz por aí que nos “enchemos” de orgulho ou que estamos “inchados” de tanto orgulho. É que, de facto, há qualquer coisa que cresce em nós e não é só o coração! Será a segurança? A confiança? Ou ambas?
Tudo isto ocupa muito espaço cá dentro, e é tão bom!
Obrigada
Um Obrigada muito especial para a Júlia Moura Lopes por este poema e por este poema, cada um mais bonito que o outro e os dois para mim.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Suportar o silêncio
Regra número um – Saber ouvir
Regra número dois – Ouvir
Regra número três – Ouvir
Regra número quatro - Estar atenta
Regra número cinco – Escutar
Regra número seis – Saber sorrir enquanto se ouve
Regra número sete – Saber relevar e relativizar e aprender com o que se ouve
Estas são as regras a que me impus nos próximos 40 anos.
Ouvi no outro dia que, se ontem, saber ouvir era importante, hoje, saber ouvir é condição.
Levei a serio, muito a serio. Até porque tenho de aprender a ficar em silêncio. Já dizia a minha avó, quem fala muito não ouve.
Ficar em silêncio não é fácil, principalmente quando o problema é não suportar o “não ter o que dizer”. Este problema gera o problema ao contrário, quando, por não suportar o “não ter o que dizer “se diz o que não se quer dizer.
Upsss. Que grande baralhada. Mas é isto mesmo o que quero dizer hoje.
É aqui que a porca torce o rabo. Quantas e quantas coisas me arrependo de dizer da boca para fora, mesmo sabendo que são coisas banais, coisas que a maior parte das pessoas sente e diz que não sente, gosta e diz que não gosta, faz e diz que não faz, tem e diz que não tem, só porque não quer dar ases. Eu dava-os de borla, há confiança, mas acabo sempre por levar de graça.
Ouvir tem, assim, duas grandes vantagens, não se diz o que não se quer e aprende-se com o que se ouve.
Conclusão é preciso fazer das tripas coração e aprender a suportar o silêncio.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Dias inspirados
Ás vezes temos muitas coisas para dizer. É para compensar aqueles dias em que nada nos sai.
São dias inspirados.
São dias em que a inspiração se reflecte nos nossos actos, nos nossos dizeres.
São dias em que conseguimos ver nos outros aquilo que não conseguimos ver em nós.
Apreciamos e desnudamos os sentimentos de quem está ao nosso lado.
Conseguimos ver o que lhes vai na alma,
Conseguimos dizer em palavras o que é preciso para os ver felizes.
Conseguimos iluminar o caminho e devolver a auto-estima de quem está desgovernado e só
Conseguimos tocar no fundo de um coração cheio de medo de andar para a frente e fazer dele um coração vermelho, quente e destemido.
São dias de grande importância para nós, em que pomos a alma no que dizemos e fazemos.
São dias maravilhosamente grandes.
terça-feira, 25 de março de 2008
Esperar

Precisava de umas boas lições. Como aprender a esperar!
Saber esperar sem desesperar, confiante, calada, sossegada, serena.
Sempre ouvi dizer que saber esperar é uma virtude.
Essa virtude que me confunde, que me deixa de rastos, que me leva lentamente.
Para mim, que ainda não consegui lá chegar, esperar é uma grande tortura.
Saber esperar…
Não dá para perder uma vida, não dá para perder o mundo, é urgente que eu aprenda a esperar.
Esperar para ver, esperar para sentir, esperar para perceber.
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