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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Acordar em Serpa é um Sonho Bonito


Que sossego! Que bom que é acordar sem pressa para nada e ouvir galos, pássaros, pica-paus, cascos de cavalo a trotar, o cata-vento a ranger. Que bom que é fechar os olhos novamente e, sem pressas, voltar a adormecer embrulhada em sonhos cheios de todos estes barulhos e outros tantos. Que bom que é encontrar nestes sonhos as cores fortes do campo, as misturas sem preceito de todas elas sem qualquer preocupação estética. Que bom que é ter sonhos cheios de boa disposição e bem-estar. Que bom que é sentir paz interior, respirar fundo e calmamente sentir que a respiração, finalmente, tem o mesmo ritmo que os pensamentos e que os estados de ansiedade diminuem a cada minuto. Que bom que é sentir o cheiro quente das flores durante o dia e o fresco do anoitecer. No Alentejo a noite cheira a estrelas o dia cheira a sol. É muito característico desta minha terra a mistura do quente e do frio, nota-se nos cheiros, no corpo, nas cores. Não há nada como acordar por aqui.

domingo, 31 de outubro de 2010

Dias...

Estive distraída por bastante tempo, tanto que nem me dei conta do dia ter passado. Hoje sim consegui estudar, pelo menos um bocadinho, pratiquei outro bocadinho e ainda tive direito a um momento de fim de tarde seguido de uma mini sesta à lareira

Sonhei! Sonhei um sonho deveras estranho. Uma estrada a direito, linda, cheia de árvores de um lado e de outro, copas enormes e densas a fazerem túnel. A estrada era tão comprida que não lhe via o fim. Eu andava, andava e não encontrava o que me levava a andar. Via lá no fundo um aparato estranho e muitas luzes azuis, mas o silêncio reinava, só se ouviam os passarinhos e os sons das folhas a abanar com o vento. Sentia-me tão longe e quanto mais andava mais longe me sentia e as luzes lá estavam, tão longe como quando tinha começado. Não conseguia lá chegar, não conseguia saber o que se passava, a preocupação aumentava a cada passo. Acordei sobressaltada e angustiada.

Irra… Que sensação de impotência! Que coisa tão estranha.

Não é costume sonhar com coisas assim por estas bandas. Por aqui, geralmente reina a paz, o silêncio, a calma, a doçura, a serenidade.

Não fora este sonho e o dia tinha-se passado como tantos outros por aqui.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Serpa



Este sol não é igual em mais nenhum sítio
Este ar é diferente de todos os outros
Estes dias não se repetem
A minha terra é assim
É única

Só ela tem este brilho
Só ela tem este encanto
As cores multiplicam-se
Os sons desdobram-se
Os risos espalham-se
As vontades nascem
As tristezas são levadas pela brisa

O Dia tem sabor a fantasia
O céu é mais azul
Os campos têm as cores das estacões
O ar tem os cheiros da natureza
E os animais reúnem-se numa verdadeira festa.
Os galos dão o tom, os pássaros cantam
Os coelhos dançam, as aranhas tecem
As ovelhas limpam os verdes dos campos
Ao som dos seu badalos
As cegonhas fazem coreografias no céu
As formigas trabalham e as andorinhas brincam
Mas há mais, muito mais
Todos aqueles que se entrelaçam
Num mundo de cor e sons
rãs, cágados e sapos
Pica-paus, carraceiros e falcões
Perdizes, tordos e codornizes
Já para não falar
Nos mergulhões e nos patos
Nos cães e nos gatos
Outros há que não menciono
Mas que completam o conjunto

Entre o dia e a noite
Sente-se o turno a mudar
A vida de sol começa a amainar
Os cheiros a dispersar
Os passarinhos deixam de cantar
E os morcegos comecem a esvoaçar
Esta é a minha terra
É única

A noite…
A noite tem espalhada a magia
As estrelas são a dobrar
Os sonhos voltam a despertar
A lua nasce grande e sem vergonha
Deixando os campos descansar.
O silêncio é silêncio de verdade
Não há ruído no ar
Mas sente-se a terra a respirar
O mocho a piar, os galhos a quebrar
E as casas a estalar, do frio que começa a entrar.
Esta é a minha terra
É única




E foi para o que me deu!
Neste fim de semana de paz.

segunda-feira, 30 de março de 2009