sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Antoine de Saint-Exupéry


E porque é Natal e porque acredito mesmo que é assim:

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”
(Antoine de Saint-Exupéry)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Saudades



Às vezes dá-me umas saudades loucas do ontem. Não têm tamanho. Vão daqui à Lua e voltam, dão voltas cá em baixo e tornam a subir. Não sei quando voltam de novo, andam-se a passear por lá na esperança de encontrar um bocadinho daquilo que um dia foi. Um dia... talvez encontrem... ou talvez não. Mas pode acontecer que com tanta volta, descubram algures um bocadinho de paz!

domingo, 28 de outubro de 2012

"Oito ou Oitenta"






Estou há séculos  para entrar num assunto que não é nada fácil de abordar e muito menos de descrever.

Nestas coisas do coração e da razão há sempre muito a dizer e nada de novo para contar.
Fala-se sempre em vazios, cantos escuros, expectativas destroçadas, desencontros, dor, ou então, em encontros, alegria, felicidade plena, luz, beleza ...

Só há o oito e o oitenta. Raramente os outros 78 são chamados para o caso. O que me remete para os extremos.
A intensidade sente-se nos extremos. Guerra e paz, paixão/ódio, o claro versus o escuro, o Sol e a Lua, nascer e morrer.

Em cada extremo metemos a nossa intensidade máxima e sentimos na pele a dor ou a alegria de viver.

O intermédio, o médio, tudo o que está no meio, é sempre qualquer coisa pouca, meio medíocre, ou pelo menos assim o consideramos, não é pleno, não é merecedor de conversa, de analise, não é sentido na verdadeira acessão da palavra, não tem interesse e por isso, geralmente fazemos questão de nos esquecer, passar por cima ou mesmo de fingir que não existiu. Isto faz com que a existência do comum dos mortais seja apagada e que o dia-a-dia se traduza em indiferença e rotina.

Uma vez chegado aqui, percebo que a minha vida está neste meio. Sem interessa de maior, apagada, reduzida à sua insignificância. Até metade dela acreditei que poderia ser alguém. Sonhei que poderia ser uma das melhores ginastas que o mundo já alguma vez viu, que eventualmente teria hipóteses de ser uma belíssima nadadora cheia de records mundiais, continuei a acreditar que um dia seria a melhor medica deste planeta e mais tarde limitei-me a querer ser a melhor mãe do mundo, mas rapidamente me apercebi que sem livro de instruções seria muito difícil... No fim de cada etapa, quando a esperança morria, olhava em redor com alguma pena de mim própria, até que um dia, percebi que sonhar faz-nos chegar longe, mas nunca tão longe quanto o próprio sonho, que o médio é o comum e que nem por isso é menos do que outro qualquer. Que a felicidade não depende do que se consegue fazer bem, mas sim do que conseguimos tirar em proveito próprio no nosso dia a dia . Percebi que temos de por intensidade em tudo o que fazemos e passei a acreditar que a felicidade é o que quisermos.

"Enquanto houver um louco, um poeta e um amante haverá sonho, amor e fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança."
(William Shakespeare)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Insatisfação





Odeio quando me sinto indecisa, cheia de ideias não definidas, todas embrulhadas e compactadas, sem o mínimo de ligação umas as outras.
Nestas alturas nem escrever me ajuda.
Encadeiam-se. Começa a sair uma ideia que rapidamente se transforma noutra e noutra e noutra e quando se dá por isso o texto está uma confusão de todo o tamanho e a minha cabeça continua em desordem. É aqui que me vejo rodeada de papéis todos enxovalhados, desesperada e de cabelos em pé de tanto lhes passar a mão.
E cá estou eu a misturar o que sinto, com o que vejo na minha imaginação!
Tudo estragado.
Lá se foi o fio condutor de qualquer coisa que estava por aqui a pairar.
Pois bem. À falta da ideia base, cheguei à  simples conclusão que, para mim, escrever é um jogo de tempo, paciência e construção, disciplina e muito trabalho. Qual sodoku!
Dá trabalho na organização de ideias e principalmente na construção de um texto que seja fiel ao quero transmitir. E o que quero eu transmitir?
Pois, o mal é esse mesmo. Muitas das vezes nem eu sei. É um misto de vivencias sentimentais, de ansiedades recalcadas, de medos inconscientes, que conscientemente não se aceitam como tal. Mil desculpas, mil  pretextos, mil justificações. Aceitar derrotas ou qualquer coisa que se tome por sentimento de perda... Nunca.
Logo, nada sai o que realmente é, o que implica não haver satisfação, nem conclusão, nem caminho de saída.
É estranho não se conseguir ser honesto para nós próprios.
Dá nisto!... Pura insatisfação sem saída.Três mil ideias embrulhadas, sem ligação entre si e sem sentido.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Inspirações...






Geralmente a inspiração do dia encontra-me, basta uma música, uma frase, uma imagem ou simplesmente um olhar, outras vezes sinto-me mais exigente, mais dura com a vida, e ela tem de ser procurada.
Hoje a inspiração não veio ter comigo por isso fui à procura. Procurei, procurei, mas não a encontrei.
Em dias exigentes como este, a procura tomava um rumo fora do habitual, diferente, muito especial, muito meu e no que me é querido. Mas hoje esse caminho desapareceu. Num impulso, indignada, dei dois passos atrás… Caí. Mas o certo é ter de me levantar e, mesmo que magoada, voltar a andar. O caminho do lado também é em frente… desconhecido… Mas tem com certeza os seus encantos.

domingo, 30 de setembro de 2012

Sempre a Aprender

-->


Já não é a primeira vez, nem  segunda que me acontece, mas é de facto impressionante quando acontece.
Hoje fui à entrega de diplomas da escola de fotografia onde vou começar o meu primeiro curso mais à seria. 
Fui inundada por uma onda de vontade. 
Ainda nem comecei o curso e já aprendi um mundo.
Aprendi que fotografia não é só a fotografia, nem só o registo de momentos. É essencialmente um projeto pessoal, algo em que se acredita e se faz valer, ver e crer através de imagens.
É claro que já tinha estado em contacto com esta realidade. É claro que já vi vários projetos, é claro que sabia. Mas houve aqui uma grande mudança. Hoje senti. Quando se sente, cai um manto, que por muito fininho que seja faz a diferença.
E foi com este sentido novo na minha vida, que sai de lá cheia de vontade de começar. Cheia de vontade de voar e crescer até onde o sonho me permitir ir.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Certezas


Sonhar


Saí de casa com tantas certezas hoje que, inevitavelmente, dei com os burros na água.

Tenho algumas reações que me fazem lembrar os meninos pequeninos quando apanham um ralhete injusto. Entrego-me aos meus sonhos sem pensar e só dou por isso quando rebento de desilusão. 

Quase pareço a minha filha quando vem ter comigo, aos saltinhos de alegria, cheia de projectos loucos e leva uma rabecada no momento a seguir, porque estou com a minha atenção virada para outra coisa qualquer.  Nem sempre estamos todos virados para o mesmo lado, no mesmo espaço de tempo.

Quem me manda a mim sonhar sem limites e ser tão impulsiva? 




domingo, 2 de setembro de 2012

Novos Ventos



Todos os anos esta mesma sensação de ano novo vida nova.

Por um lado é bom, porque nos damos hipótese de recomeçar e por em pratica um monte de planos e sonhos acumulados ao longo da vida. Por outro lado é aquela sensação de pressa de viver que nos deixa atordoadas e meias zonzas sem saber para que lado nos devemos voltar e por onde começar.

Os pensamentos baralham-se com o amontoado de ideias Por mais anos que se viva não se terá tempo para começar e concluir a carrada de projectos que se tem em carteira, até porque eles correm uns atrás dos outros, com a concretização de uns vêm logo outros tantos atrás. É difícil escolher e ter forças para muitas e grandes coisas. A tendência, geralmente, é para recorrer ao possível e ao mais fácil, esperando muito que os impossíveis nos caiam nas mãos, por obra e graça de Deus.

Esta é a minha deixa. Convém dizer, que o mais impossível e ambicioso projecto que já tive, veio ter comigo há dois anos e desde então tem sido um poço de coisas boas e novas. Aos poucos e do nada vou descobrindo as pequenas mudanças e gozando cada uma delas até ao limite.

Percebi que o impossível pode ser possível. Com esta descoberta veio outra: é preciso não desistir dos nossos planos, mesmo que eles nos pareçam impossíveis e para isso é só preciso tê-los.

Assim este ano, para além de um muito ambicioso e praticamente impossível (o outro), estão delineados outros mais pequenos mas que não deixam de ser belos desafios.

Volto a um outro assunto que já aqui falei: Ousadia 

“Ousa alguma coisa, se queres ser alguma coisa.”

Muito trabalho, muita luta, em frente, aí vou Eu!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Um EU novo?

Eu sei que todos nós passamos fases bastantes estranhas ao longo da vida. Já me aconteceu muita coisa, já passei por muitas, mas uma fase fútil? Estranho... deveras estranho.

Já me aconteceu falar demais, não falar, pensar em mim, pensar exclusivamente nos outros, já tive várias ocas, nostálgicas, estúpidas, loira algumas, de ler é frequente, até me deu para ter a fase das pinturas de gesso, dos arraiolos e das arrumações, dos amigos, das crianças e mais recente a chamada maníaca dos computadores, blogs, picasa e outras coisas que tais. Isto para não falar em tantas outras que não saberia como descrever, como a minha paixão assolapada pela fotografia e por... outras coisas que por agora não vêm ao caso.

Agora esta... nunca me tinha acontecido!

Ainda arranjei umas desculpas: Ah e tal é só umas calças, um colar ou uma t-shirt. Hum...Nada demais, todas as mulheres gostam de coisas novas.
Só que agora é só mais isto... e mais aquilo... e dou por mim a sonhar (acordada) que vou ter de ir pintar as unhas de cor-de-rosa... ou de branco... ou que tal um cor de laranja berrante, roer as unhas é que não. Já agora um novo perfume ou um creme novo para o corpo. E porque não uma base nova, de acordo com o meu tom de pele e uma blusa mais arrojada e um bocadinho mais longe e investir em roupa interior? 

Não, não... Isto nunca me tinha acontecido. Confesso que tudo isto é muito novo para mim, ando um bocado zonza e a sentir-me estupidificada.

Pior ainda é pensar que tudo isto sou Eu. 

EU...Um novo EU. Um EU temporário ou um EU para sempre? 

O que é isto afinal? Medooooo...

Valha-me as minhas fotografias e os meus passeios. Valha-me o Sol, a Lua, e as flores, os bichos, o tempo e as paisagens. Valha-me o mar, as estrelas e as cores e tudo o que eu possa ver, fotografar, apreciar, desfrutar e que me possa tirar deste marasmo horrível de pensamentos fúteis.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Um Amigo muito especial




Tudo isto parece esquisito e de gente maluca. Pensei muito antes de começar a escrever, mas decididamente, e como em tudo nesta vida, já percebi que não sou, nem nunca serei a única, por isso lá vai mais uma história da minha vida.

Não sei como lhe chamar, nem como descrever sem parecer um bocado tontinha. Está dentro de mim desde que me conheço como gente. É uma espécie de “amigo imaginário”, com quem partilho a minha vida, nem sempre teve uma cara e uma voz, era indefinida, mas num belo dia assumiu uma e a partir daí nunca mais mudou. Este “amigo,” cheio de personalidade e seguríssimo como o Sol, acompanha-me por todo o lado, em todas as situações, falo com ele a toda a hora e ele fala comigo, quando me olho ao espelho e me vejo feia, tenho-o do meu lado a dizer, que tenho o meu encanto e que gosta de mim como sou, peço-lhe conselhos e mesmo que não lhe peça ele dá-mos, dá-me raspas de meia-noite mas logo de seguida sorri e olha-me com meiguice, zanga-se, buzina-me os ouvidos, mas está sempre do meu lado. Nem sempre é mansinho, até tenho a impressão que é ríspido de mais, bem mais do que a minha própria consciência. Quando ela se quer libertar, tenho-o sempre à perna. Por vezes é tão duro que me faz chorar e ter vontade de o mandar embora, mas no momento a seguir arrependo-me.

Viver com a sua presença é talvez a minha grande segurança, é saber que não estou sozinha, tenho com quem me rir, a quem contar as minhas coisas. Partilhar acima de tudo, porque sempre me apercebi que sem partilhar de nada serve viver. Viver sem ele seria um vazio grande demais.

Durante muitos anos parte deste “amigo” tomou a forma de um Diário outra parte estava dentro de mim e olhava por mim. Mais tarde passou a estar só dentro de mim e só ele sabia tudo, mas tudo mesmo o que se passava e o que não se passava comigo. Um belo dia, aquela cara e aquela voz reapareceram na minha vida terrena e sem eu me aperceber o meu “amigo imaginário” tomou a forma humana. 

Durante um tempo não me apercebi de que isso tinha acontecido, andava feliz. Afinal nada como falar alto, dizer o que queria sem grandes filtros, fazer o que bem me passasse pela cabeça sem temer juízos feios, poder mesmo saltar para fora de pé, com toda a certeza seria salva no segundo a seguir! O meu “amigo imaginário” tinha passado para o lado de cá, afinal sempre era possível uma amizade destas existir neste mundo.

A minha vida mudou, muito mais segura e de auto estima bem mais elevada o que equivale a dizer muito mais sorridente, muito mais faladora, muito mais alegre, participativa e determinada. Tudo corria sobre rodas. Até que fui confrontada com uma realidade antiga: Errar é humano!

Tudo o que é terreno é assustador, patina, não é na sua totalidade, verdadeiro. O pensado não é definitivamente o que se demonstra, tem implícitas vontades e quereres de outros, sentimentos, medos e inseguranças que estragam o sonho de um entendimento perfeito e sem maldade. Senti-me traída, não só pelos factos como pelos meus próprios sentimentos e pensamentos. Afinal as coisas não eram como dantes, nem como o esperado, o meu “amigo à seria” não era o mesmíssimo “amigo imaginário”. Tem defeitos, é humano como qualquer outro amigo e é tão meu amigo como outro amigo qualquer cá desta terra. Tem pensamentos e age como todos outros, enfim não me posso atirar para fora pé pois o mais provável é morrer afogada. 

O medo renasceu, o meu sonho tornado realidade morreu, as inseguranças voltaram, a pouca auto-estima foi para o espaço. Tomei consciência, assustei-me a valer e sofri como nunca, para além de ter achado que nunca mais na vida teria aquele “meu amigo imaginario” que existia dentro de mim e que me fazia tanta falta.

Em tempo algum deveria ter passado para o terreno aquilo que era meu e só meu. 

Rapidamente me remeti ao meu silêncio, tentando encontrar de novo a minha paz, o meu equilíbrio.


Hoje ele existe de novo, continua com a mesma cara e retomámos o nosso entendimento e quando o de verdade aparece, fico contente mas muito consciente. Um amigo é um amigo outro amigo é outro amigo. Apesar das semelhanças físicas não me voltarei a enganar. Um é incondicional o outro será pelo verso, ou melhor, sei que da minha parte é incondicional, estou-lhe eternamente agradecida pelo facto de me ter emprestado a sua aparência física, vivi com ela toda a minha vida. A confiança que lhe deposito é total mas por outro lado sei que não será possível esta incondicionalidade para comigo, como um dia acreditei, tão só porque nunca me conheceu em sonho.

Esta é uma historia igual a tantas outras, que hoje, não sei porque razão resolveu sair cá para fora. Talvez nostalgia, talvez satisfação pelo reencontro ou ainda porque eu gosto demais dos meus amigos e hoje eles fazem-me falta, sejam eles amigos de verdade ou amigos imaginários.


Obrigada

Para ti que desse lado atentamente me ouves
E que passo a passo estás.
Para ti que na sombra me acompanhas,
E que em silêncio me observas
Que sorris quando me espelho,
Que percebes o meu desassossego
Para ti que assistes aos meus gestos
E admiras as minhas palavras
Que nas minhas imagens
Vives a minha nostalgia
Para ti que danças cada musica que oiço
E sentes cada compasso
Que escutas cada nota
Mesmo as que não estão lá
Que sem rosto me amparas
E me abraças no tempo
Que sem passado foste
E sem futuro existes

Para ti, sonho meu
Que na minha fantasia és
E que na tua companhia
me deixas ser, Obrigada 


(SUM)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Saudade é um pouco como a Fome...


É engraçado perceber que já existem frases feitas, aplicáveis a tudo o que passamos na vida. Ou será que.... Somos nós que as fazemos "caber" na nossa realidade?

Tenho esta mania como poderia ter outra coisa qualquer. Gosto de apreciar as frases que me saltam aos olhos e de as fazer caber em mim. 

Hoje estou assim:

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
(Clarice Lispector)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

É urgente um barco no mar


 
Porque é urgente um barco no mar? 
Porque é urgente o amor, 
é urgente permanecer!
 

"É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer."

(Eugénio de Andrade)

Coisas que a vida me ensina


Existem formas de tentar remediar o que não é remediável.
O importante é perceber que o facto de não haver chuva para regar as plantas todas as manhas pode ser colmatado com um regador cheio de água fresca.
Que não é a mesma coisa… Não, não é. Mas que resolve a situação de uma forma simples e realmente eficaz, todos sabemos que sim.
Percebi assim, que é importante não sair derrotado e amarrotado das situações que achamos incontornáveis. Temos de tentar ver a melhor forma de contornar a situação sem a deixar na mão.
Ninguém disse que era fácil… Mas não é impossível e, só isso, já é um grande motivo para batalhar.

"O regador é só uma mentira de chuva que eu tenho de contar às flores, todas as manhãs."
(Desconhecido)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Acordar para a Vida



Hoje estive a ler o blog da Laurinda Alves o que me remeteu para a sua página de Facebook e é claro que a cusquei. 
Gosto de ler as coisas que escreve, gosto de acompanhar os seus projetos e as suas ideias, bem como, muitas vezes, tomo de exemplo a sua maneira de pensar e de transmitir o seu optimismo.

Percebo como somos mesquinhos no nosso dia-a-dia, na nossa rotina e no nosso pequeno mundo, por puro comodismo e egoísmo.

Não é preciso grandes coisas, a meu ver, para dar alguma coisa ao mundo. Basta estar atento, apreciar, brindar, dar valor ao que está ao nosso lado, sair do nosso conforto e DEMONSTRAR sem medos.
Só isso, faz com que valha a pena viver. É um verdadeiro noticiário de coisas boas.

Muitas vezes perco-me no meu caminho. Deixo de ver os atalhos e é bom reencontrar outra vez aquela luzinha que queremos seguir.

Pequenas coisas para o mundo, são grandes coisas para a nossa alma e ao vive-las e dar a vive-las damo-nos oportunidades únicas de fazer um sorriso e de ver um sorriso na cara de quem nos rodeia. Isso sim, é importante.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Perder ou simplesmente a vida a passar


Na vida as coisas vêm e vão. 

Pessoas que aparecem e desaparecem, momentos que passam, sentimentos que nos arrasam e quando damos por eles já eram e, não é assim tão fora do vulgar quanto isso, sentir uma tristeza profunda e um grande vazio sempre que existe uma alteração.

Sempre me disseram que é a vida!

Apesar de ser "a vida", fico sempre com um sentimento de perda estranho, como se fosse eu a culpada do desfecho de cada um destes acontecimentos.

Esta conversa é velha mas não me canso de a repetir, porque também é recorrente o vazio que sentimos quando algo desaparece dos nossos horizontes, principalmente quando é algo com que sonhamos muito ou que gostamos muito.

Coisas da Vida!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ser amigo de verdade limita certas vivências



Este “drama” existencial surgiu na minha vida há bem pouco tempo, numa conversa entre amigos. 

Uns diziam que ser “amiga de verdade” era o objectivo, outros pelo contrário diziam que nem pensar. “Amigos de verdade” já tinham o que bastasse e a partir de determinada altura da nossa vida para além dos amigos de verdade que já temos, tudo o que queremos é poder estar, mandar umas bocas, viver o que se tem a viver sem compromissos de maior e desta forma poder gozar a vida sem grandes sobressaltos. 

Atenta assisti. Nunca tinha pensado desta forma, nunca me tinha apercebido que cá fora existiam vários conceitos de amizade, a amizade verdadeira e a outra, o que quer que isto queira dizer. Confesso que a conversa me incomodou. Tenho para mim que a amizade é uma instituição a preservar a qualquer custo. Mas dei por mim a pensar e tive de concordar em silêncio com a última opinião: ser-se amigo de verdade limita certas vivências. 
Ou será o contrario?