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quarta-feira, 16 de maio de 2012

A régua da amizade

De facto a régua da amizade é muito ingrata.

As diferentes medidas, intensidades e interesses não ajudam ao seu bem-estar e equilíbrio. Geram inseguranças e medos que fazem com que certos filtros e escudos sejam levantados tirando toda a simplicidade de um relacionamento.

É tão raro chegar a um equilíbrio que me pergunto se isso é, de alguma forma, possível?

Os meus sonhos dizem-me que sim. Esse equilíbrio existe e por isso, na minha ingenuidade e simplicidade, ando permanentemente à procura dele. Já a realidade é bem outra. Não esse equilíbrio não existe é só um sonho bonito que se aprende nos contos de fadas. Sempre que acho que estou lá quase a vida ensina-me que não.
Os sonhos podem ser muito traiçoeiros. Fazem-nos ver aquilo que queremos e não aquilo que na realidade é e depois as desilusões são umas atrás das outras.
É uma desordem!
  
"Amor
Às vezes as palavras saem de mim sem pensar
Hoje saiu-me amor
E eu amei-te
Tão verdadeiramente como podia na altura
Sabia que eras tu que aparecias no olhar
E que toda a parte boa do sol te iluminava
Desejava ter-te mais do que o desejo concebia
E descobria-te no mais leve sopro de memória
E amava-te
Tão simplesmente sentia o que era o amor
E eras tu

Porque o pensamento não conhece o olhar e nem sempre fala com a memória
Chamei-te amor
E era tarde"


(José F. Machado em Eu antes de mim)

domingo, 6 de março de 2011

Desordem


Às vezes olho para dentro de mim e pergunto-me porque é que as coisas acontecem como acontecem, porque é que as coisas têm de ser como são, porque será que não conseguimos mudar o rumo dos acontecimentos, porque não temos coragem para dar a volta e continuar a ser o que sempre fomos. Porque é que temos de nos conter, porque é que não podemos deixar que as nossas emoções se soltem e sigam os seus trilhos, que o nosso coração se abra e abrace as suas causas, porque é que as palavras têm de ficar trancadas, os pensamentos retidos. Porque é que não dizer o que nos vai na alma magoa tanto.

Não gosto mesmo de ter medo das pessoas de quem gosto. Odeio não conseguir perceber se sou bem-vinda ou se sou um peso difícil de aturar. Odeio perceber que a camada de insegurança é tal, que as coisas deixam de ser feitas com o coração e passam a ser feitas com a razão, ou melhor, deixam de ser feitas, “tout court”. Odeio perceber que os meus ombros se encolhem e que a tensão e a ansiedade se acumulam sempre que me deparo com estas situações. Odeio não ser forte, odeio sentir-me actriz a desempenhar papeis que não são os meus. Odeio pensar uma coisa e não dizer.

Odeio quando me sinto assim.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dia de "Palhaço Pobre"


Um dia vi um filme em que o protagonista era um Palhaço Pobre e o seu trabalho era fazer rir as pessoas em especial as crianças.

Um trabalho exigente, muito exigente mesmo. As crianças são geralmente perspicazes e qualquer sombra no olhar pode comprometer a representação. Por isso fizesse chuva ou fizesse sol, houvesse ou não houvesse problemas, estivesse ou não triste, o trabalho tinha de ser feito e bem feito e o palhaço pobre tinha de estar em forma e de sorriso na cara sem sombras no olhar para conseguir que as crianças se rissem. Com a agravante de que quanto mais fazia rir, mais se sentia sozinho, desprotegido e triste.

A história foi-se complicando ao longo do filme e dei por mim, verdadeiramente encolhida de dor.

O sofrimento das pessoas sempre me fez muita impressão, então o sofrimento calado… Talvez porque é um sentimento que eu não consigo suportar e com o qual não sei lidar.

A partir desta data todos os dias em que me sinto desconsolada e sem coragem para partilhar, em que me sinto sozinha e sem ânimo para reagir, em que me sinto triste e sei que não devo demonstrar, são dias a que chamo de “Palhaço Pobre”.

Eles existem, com mais frequência do que se possa pensar e são palco de grande sofrimento. Neles vivem-se momentos de muita solidão, tristeza, insegurança e inquietação. 

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Caderninho


"A experiência directa é o subterfúgio, ou o esconderijo, daqueles que são desprovidos de imaginação." ("Livro do Desassossego" Autor: Fernando Pessoa)

Estas são daquelas passagens, que se devem guardar e partilhar.

Aí vai mais uma:

-Parece impossível que tudo à roda de nós seja ou se mostre sempre tão passivo, que a nossa desordem seja só interior, se não comunique ao que nos cerca...O trabalho obstinado do meu pensamento é o de desarticular as causas do meu mal-estar, mas é um trabalho impotente, de pancadas cegas. (Pequena passagem do livro "Solidão" de Irene Lisboa.)

Os Caderninhos servem para isso mesmo.

Ontem andei a remexer em papéis e encontrei um Caderninho de Pensamentos que uma Tia da minha mãe lhe deu de presente de 14 anos.

O Caderninho é manuscrito e tem como pensamento introdutório:

"As máximas são como os números que compreendem grandes valores em bem poucos algarismos"

A carta que o abre reza o seguinte:

"Aveiras de Baixo
6 de Agosto de 1956

Minha muito querida Helena
Com mil parabéns pelos seus 14 anos, ofereço-lhe estes pensamentos para a menina guardar. Não lhe peço que os leia, muito menos todos de uma vez, mas quando lhe apetecer ou lhe lembrar, leia um qualquer ao acaso e medite 2 minutos na verdade que ele encerra. Foram todos escolhidos por mim e para si. Deixo uma grande parte do livro em branco para a menina o completar pela vida fora com pensamentos que lhe agradem.
Se eu vier a saber que a menina recolheu um pensamento que seja, e o escreveu neste livro, é o melhor agradecimento que me pode fazer pela alegria que me dá por ver que o meu trabalho não foi de todo inútil.
Um grande beijo da Tia
Maria Emília"

Mais do que o próprio do Caderninho é a intenção que está por trás que o faz tão valioso.
A oferta valeu bem a pena. Para além de ter sido completado com uns quantos pensamentos recolhidos pela minha Mãe, vai agora ter mais uns quantos recolhidos por mim.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Estou cansada...


Estou cansada, mas cansada de verdade…

Estou muito cansada de achar… o que se acha nunca é. Porque quando é, é. Não há dúvida!

Estou cansada do peso dos pensamentos, do barulho das palavras, dos olhares sem conteúdo, dos gestos sem alma. Cansada de ouvir, cansada de estar. Cansada de pretender ter, de querer ser. Estou mesmo muito cansada!

Dei-me conta que o meu lugar não é efectivamente o meu lugar, que eu tal como sou, não sou eu para quem me recebe. E que eu, tal como me via, também acabou de morrer.

Estou cansada...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Desordem


Já me tinha esquecido desta sensação estranha de acordar e sentir que não sinto nada, mas que perdi tudo, que não há dor em mim, mas que dói tudo. Que perdi o mundo mas que ele está igual, de não saber qual é a diferença, mas que ela é abismal. E de repente abrem-se os olhos, a consciência entra e sente-se um vazio enorme.

A nossa memória não foi educada para abarcar nomes, histórias de família, parentescos, receitas de cozinha, mezinhas caseiras para tirar nódoas, os rios e afluentes, os caminhos de ferros do país, os brasões e títulos, catequese à séria, incluindo mandamentos e mandamentos, Rosários e terços completos, as consagrações, as Salve Rainhas, todos os Mistérios do Rosário, usos e bons costumes, etiqueta, protocolos caseiros, um bem estar à mesa durante horas a fio a ouvir historias de grandes, todas estas coisas e muito mais.

Para isso contávamos com as mentes brilhantes dos nossos progenitores e de repente esses braços onde nos encostávamos caem e deixam-nos desamparados e por nossa conta. Apercebo-nos de que, com esses braços, foram metade das nossas raízes e historias que apesar de nos deixarem viver o dia-a-dia empobrece-nos e deixa-nos debilitados, desfalcados.

Fisicamente não se sente, de facto não foi a nossa inteligência e a nossa mente que partiu, mas sim o nosso apoio, a nossa historia, a nossa referencia, a nossa consciência, aquele grilinho falante atrás da nossa orelha,aquele mar de conhecimentos que nos estava anexado e que perecia que fazia parte de nós. E, de repente esse anexo não está mais. Aprender a viver sem ele é desconcertante, a desordem instala-se por tempo indeterminado até que um novo equilíbrio se instale. O pior e que estes anexos não param quietos e vão partindo desorientadamente e o equilíbrio começa a ser difícil de manter.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Desordem


Estranha sensação esta!

Um misto de liberdade e de constrangimento.
Um misto de medo e solidão,
Um misto de alegria e tristeza profunda.
Um misto de tudo para fazer e de um nada conseguir fazer
Um misto de tempo infinito e uma falta de tempo imenso
Um misto de querer e de não me apetecer
Um misto de gostar e de odiar
Um misto de cabeça cheia e alma vazia

Senti-me tão bem e senti-me tão mal.

É um misto de descomprometimento que me trás paz e de falta de atenção que me faz sentir um vazio profundo.

Acho que não vou conseguir explicar a contradição de sentimentos que me assaltou durante todo este fim-de-semana.

Sei que poderia ter tido sossego e todo o tempo do mundo para pensar, estar, fazer, ler, passear, arrumar…. E sei que não consegui ter paz interior para o poder fazer. Há coisas que fazem falta…
Dentro da ordem houve uma grande desordem.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Jackpot?


Vão caindo que nem fichas. São umas a seguir às outras.

Os pontos vão somando. Até quando, não sei.

Será um dia Jackpot?

Quem sai a ganhar ou a perder, a vida o dirá!

De cada vez que cai uma ficha é menos uma que fica, mas mais uma que vai somando.

Das duas três, ou se chega ao fim das fichas e não se ganhou nada, e pronto… Ficou por ali, naquele misto de triste/infeliz/vazio! Que é sempre o mais provável!

Ou paramos de jogar antes que as fichas se percam todas.

Sou apologista do deixar de jogar. Mais vale algumas na mão do que nenhuma para contar a historia. Mas para isso é preciso aquela força… Aquela que geralmente nos falta. Aquela que é um misto de força de vontade, com coragem, com grandeza, com dignidade, sem pena, confiante.

Mas, e saber onde parar?

Há ainda a sorte grande. O grande Jackpot… Sempre o menos provável.
Verdade seja dita. Quem não arrisca não petisca!

Assim quem saberá qual dos caminhos a seguir?

Será que algumas das decisões é errada? Será que alguma é a certa?

Prós e contras existem em cada uma delas, isso é certo.

Socorro! Onde está o livro de instruções? Onde estão as soluções?

domingo, 26 de julho de 2009

Desordem


Esta minha aversão a discussões, competições, rivalidades, jogos, estratégias, entre outras coisas que tais, faz parte de mim, provavelmente, desde que eu nasci.

Nem à macaca eu gostava de jogar por competição. De de cada vez que percebia que tinha alguém a querer medir forças, eu dava de bandeja. É mais forte que eu. Não sou, nunca fui nem serei melhor do que ninguém, e não gosto de me provar isso vezes sem conta. Não sou lutadora e costumo dizer que sou má perdedora, estes talvez tenham sido os meus grandes defeitos ou quiçá as minhas grandes virtudes, nesta vida.

Mas gosto de música e ela ajuda-me a passar estas desordens.

Gosto desta versão.

"An awesome performance of Sir Elton John, one of the most beautiful piece with a Symphonic Orchestra (Royal Opera House)"

sábado, 11 de julho de 2009

Felicidade


Hoje em dia, e eu acho que já falei disto, as pessoas têm o culto da felicidade.

Ser feliz não importa à custa de quem, nem de quê. Passam e julgam que levam a felicidade.

Também não acho que a felicidade tenha de passar pelo sofrimento profundo e duro.

Há um meio-termo por aí algures que se tem de encontrar.

Tudo o que é ponderado, verdadeiro, transparente trás felicidade.

Tudo o que é falso, desequilibrado, pouco claro trás insegurança que por sua vez não nos deixa ter paz, quanto mais não seja de espírito.

Temos de ter atenção que a nossa esfera acaba onde começa a dos outros que nos rodeiam e que essas esferas, são maiores ou mais pequenas, mas rijas ou mais frágeis, doentes ou saudáveis, cheias de infinitas variáveis.

Nem sempre, ou por outra, raramente conseguimos ter discernimento para perceber quando estamos a entrar na esfera dos outros ou nos apercebemos logo que estamos a deixar os outros entrarem na nossa, infelizmente não há alarmes, por isso a verdade, o respeito e a boa educação são essenciais nestas trocas, nestas partilhas de esfera desejáveis ou indesejáveis.

Para mim, estes valores são os alicerces da nossa vida.

Não pretendo com isto dizer que sou santinha (anjinho para alguns). Longe mesmo! Ultrapasso a toda a hora os limites do aceitável, o que me tira do sério.

É um processo difícil de aprender e por vezes até de compreender. Tantos prismas, tantas formas de ver as coisas que acabamos por só ver a que mais nos interessa.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ir à Lua e voltar



As vezes precisamos de ir até a Lua e voltar.

Só que isto não acontece quando nos apetece, nem quando queremos. Acontece quando tem de ser. E este quando tem de ser é raro para aquilo que precisamos.
Até lá, os sonhos vão tomando forma e vão refinando.

As expectativas vão crescendo. E o precisar começa a ser pouco para aquilo que somos. Começa a ser premente ter essa sensação sob pena de explosão. Até que … Explode!

É certo que a explosão não é exterior, ninguém vê, ninguém sabe e por isso ninguém percebe.

É tão interior que mesmo que a quiséssemos visível, ninguém iria perceber na mesma, é nossa, é só nossa. Não dá para partilhar.

É um facto solitário que gera um sentimento solitário.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Nuvens


"Hoje olhei para o céu e fui nuvem"

Uma nuvem que se transforma em 3001 coisas todas diferentes umas das outras, elas na forma eu no sentir.

Tal como nas nuvens, as transformações dão-se geralmente com grande serenidade, umas mais depressa do que outras. Mas em dias de tempestade a coisa muda de figura, a transformação é repentina e muitas vezes sem continuidade, mudam abruptamente, provocando instabilidades, gerando desequilíbrios, originando conflitos.

Aqui o tempo é a chave, a nossa estrutura a fechadura.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Vida





Há coisas onde não vale a pena investir a nossa atenção.

Infelizmente só nos damos conta depois de ter dado mais do que sabemos, conseguimos ou podemos.

Eu sei! Ninguém nos pede nada. Damos porque também queremos qualquer coisa. É sempre assim. Não é o que gostamos de assumir mas é um facto e não há como nega-lo.

Quem dá quer receber e quem recebe nem sempre quer dar.

E é porque os sentimentos de cada um nem sempre são coincidentes que a vida se torna um jogo de interesses nem sempre justo,ou por outra, quase sempre injusto.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Um Olhar


Olhaste para mim!


Olhaste de olhar, ou só olhaste?

Foi impressão minha, ou vi um cintilar no fundo desse teu olhar?

Eu senti-o! Ele entrou em mim e eu corei, deixaste-me nervosa.

Viste o que eu senti?

Conseguiste perceber o que ia no meu olhar, na minha alma, no meu coração!

Sentiste o que eu senti?

Viste, percebeste e fugiste!

Fugiste de mim ou de ti?

domingo, 14 de dezembro de 2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"déja vu"


Parece aquele "déja vu".

Era nisto que eu estava a pensar. Pelo menos na forma como o decifrei. Já que cada poema tem várias interpretações.

"Saltar o muro"

Quando se quebra o encanto e não há nada
mais a fazer que suportar a dor,
quando a noite não traz a madrugada
e o mundo se acinzenta e perde a cor,
quando surge iminente o fim da estrada
e qualquer coisa diz que a caminhada
poderia ter tido outro valor,
é mais que tempo de saltar o muro
e retomar a busca do futuro."


(posted by Torquato da Luz)

Há um tempo para tudo.

Há o tempo que temos para ver se as coisas acontecem e o tempo que temos para fazer as coisas acontecer (esta frase não é minha).

A partir daqui, se nada aconteceu é tempo para saltar o muro e procurar o futuro.

Não sem dor. Claro. E, de preferência, não sem conseguir ver qualquer coisa de positivo. Mesmo que a madrugada não apareça, a cor esmoreça e o beco seja sem saída, tem de haver sempre um pássaro a cantar do lado de lá do muro, só é preciso ver onde.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Espera/Felicidade


Hoje, nas minhas leituras blogosfericas fui ter a um post no “Mel com cicuta”, “Pessoas Felizes”, que me fez entender o que eu própria não estava a conseguir ver.

A felicidade é boa, mas não é fácil. Chega sem marcar horas, dura o que durar, vira as costas sem um aceno e sai porta fora.”

Afinal, afinal ando à procura, ou melhor à espera de mais do mesmo – Felicidade (ou de mais um bocadinho ainda)– que algo de fantástico se passe, que se faça historia, a historia da minha vida.

Agora consciente, talvez consiga chegar um bocadinho mais longe. Talvez consiga ganhar cada segundo que passa aproveitando a felicidade com que me empenho no começo. Passar de espectadora a meia realizadora.

Sim disse meia realizadora, a outra meia deixo para os meus amigos. Não quero ficar demasiado ocupada…

"As pessoas felizes estão demasiado ocupadas a lutar pela sua própria sobrevivência ……É gente que trabalha para aquilo

domingo, 9 de novembro de 2008

Tempo/Espera


Esta sensação do tempo a pesar é um tanto ou quanto estranha.

Na cabeça bate cada segundo e nos meios tempos nada acontece. Todos os dias são um novo dia e cada dia é uma nova esperança.

Todas as segundas feiras acordo com grande fé, bem-disposta e com vontade de enfrentar uma nova semana.

Não sei bem do que estou à espera, mas estou certamente à espera de qualquer coisa.

Não foi de hoje, não foi de ontem. Tem sido assim nos últimos meses.

Há qualquer coisa no “tempo a passar” e neste estranho esperar, que me tem assustado e me tem tirado uns minutos do meu pensamento, no entanto os porquês não me saem de feição e todas as explicações que me surgem não são suficientes para me satisfazer.


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O meu rio


Dentro de nós existe uma parte prática e uma parte filosófica, uma racional e uma emocional.

A prática e a racional, estão activas na maioria das vezes. Estão presentes no nosso dia-a-dia.
Ligamos o piloto automático e avançamos com as nossas rotinas, de forma a lidar com todos os obstáculos que se nos deparam, o mais rápida e airosamente possível.

Mas ele há dias em que o botão do emocional opta pelo ON, e aí a porca torce o rabo. Há choro, há gargalhadas descontroladas, há mimo, há sentimentos mais quentes e inconstantes, complica-se o que simplesmente não é complicável. Todas as sensações são fortes, intensas e provocam reacções igualmente fortes e intensas e por isso criam momentos também eles fortes e intensos. Muito bons ou muito maus. Nesses dias, o “pode ser” e aquele encolher de ombros enfadado não têm cabimento.

Já os dias filosóficos, são dias de introspecção. São os dias em que nos colocamos na nossa linha da vida e avaliamos toda a nossa existência enquanto nós e perante os outros. São essencialmente dias difíceis, duros e exigentes. Conseguimos ver, o que queremos ver e o que não queremos. Não damos tréguas, nem entregamos os pontos. Tocamos nas feridas e não nos damos hipóteses de lambe-las. Furamos e escarafunchamos, até que nos doam, mas doam tanto que somos forçados a fechar os olhos, dar um grito e fugir para bem longe, inquietas, ansiosas e agitadas. São estes os dias em que as ideias crescem e as palavras fluem.

Foi num destes dias em que olhei para este desenho e me revi.




Nele havia um rio, cheio de ideias e pensamentos desordenados, que corria cheio de pressa à procura de uma ordem.


Nas margens estavam os conhecimentos, aquilo de que precisava para conseguir ordenar tudo o que nele corria. Mas de tanto correr não os conseguia apanhar. Eles desvaneciam-se à medida que passava. Então, a certa altura, já desesperada, fechei os olhos, gritei e saltei fora, respirei fundo e mais tranquila, olhei para o lado e vi o meu rio a passar.



Fiquei horas a vê-lo correr.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mama Mia


Hoje foi assim




mas no meio apareceu isto




"I don't wanna talk
About the things we've gone through
Though it's hurting me
Now it's history
I've played all my cards
And that's what you've done too
Nothing more to say
No more ace to play

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That's a destiny

I was in your arms
Thinking I belonged there
I figured it made sense
Building me a fence
Building me a home
Thinking I'd be strong there
But I was a fool
Playing by the rules

The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
The winner takes it all.
The loser has to fall
It's simple and it's plain.
Why should I complain.

But tell me does she kiss
Like I used to kiss you?
Does it feel the same
When she calls your name?
Somewhere deep inside
You must know I miss you
But what can I say
Rules must be obeyed

The judges will decide
The likes of me abide
Spectators of the show
Always staying low
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all

I don't wanna talk
If it makes you feel sad
And I understand
You've come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see
The winner takes it all
The winner takes it all...

Someone dear...
Takes it all...
The loser ...
Has to fall...
Throw a dice...
As cold as ice...
Someone way down here...
Someone dear...
Takes it all... "

Mas felizmente acabou assim