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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Estar ao lado de alguém que não fala



“Estar ao lado de alguém que não fala, é como estar ao lado de algo inerte, a quem nos parece que passa tudo ao lado. Gera-nos insegurança, porque quem não fala, não se dá a conhecer, e ao mesmo tempo alguma antipatia, porque não falar pode significar não querer dar confiança. Ouço o silencio, mas não no entendo, por isso escancaro as portas as portas do silencio. Encontro pessoas com medo de falar, pessoas com baixa auto estima, pessoas inseguras, mas em todas elas há um traço comum: a solidão. Sente solidão aquele fisicamente está sozinho, mas também aquele que não fala. Por isso nunca se cale, e ajude os outros a falar.”  Francisco Salgado

Ontem li este texto que fala de como nos sentimos quando estamos ao lado de alguém que não fala. Quantas e quantas vezes isto não me aconteceu. Alias parece que sempre vivi deste lado. Sentimos muita, mas mesmo muita insegurança, desconforto e alguma solidão. Insegurança porque não conseguimos conhecer, saber, ter cumplicidade, logo não conseguimos ser nós. Desconforto porque para alem de tudo o que já foi referido não conseguimos ter aprovação e deixamos de ter chão, Solidão porque de repente estamos sozinhos em “orbita” a dar tudo por tudo sem receber absolutamente nada. 

Estes sentimentos geram muita tristeza e comportamentos estranhos, comportamentos que não reconhecemos em nós e, numa “bola de neve”, apanhamo-nos em situações que nunca na vida imaginaríamos que pudessem ser reais.

Falar, para mim sempre foi banal. Diria mesmo que muito vulgar. Falar sobre tudo e muito, proporcionou-me tantas vezes o estatuto de loira burra. Mas eu sempre assumi. Quando se fala muito diz-se muitas asneiras mas também gera muitos momentos de alegria e boa disposição, cria empatias e geralmente grandes cumplicidades. Nunca me dei por vencida, nunca parei, mesmo quando me diziam que deveria. 

Mas hoje, finalmente cai em mim e apercebi-me que deixei de falar.

Não foi certamente pelo estatuto de loira burra, digo eu, pois esse eu sempre aguentei bem. Nem todos podemos ser iguais, há os mais e os menos e eu nunca entrei em guerras, não me aflige ser menos, sinto-me bem pior quando me sinto mais.

Assim o porquê, não sei. Não sei o quê ou quem me levou a vontade, mas o facto é que deixei de falar e, o pior é que cada vez me sinto mais calada. Não falar, não implica só ser-se mais sozinho e mais triste, implica também menos conhecimento, chegar a menos pessoas, parar na aprendizagem da vida. 

E sempre ouvi dizer que parar é morrer.

Cheguei à conclusão de sempre, bom mesmo é as coisas acontecerem quando têm que acontecer e ter lido este texto ontem abriu-me o espírito. É preciso combater. Ora então vamos a isso.

"A maior doença do Ocidente hoje não é a lepra nem a tuberculose; é ser indesejado, não ser amado e ser abandonado. Nós podemos curar as doenças físicas com a medicina, mas a única cura para a solidão, para o desespero e para a desesperança é o amor. Há muitas pessoas no mundo que estão morrendo por falta de um pedaço de pão, mas há muito mais gente morrendo por falta de um pouco de amor. A pobreza no Ocidente é um tipo diferente de pobreza – não é só uma pobreza de solidão, mas também de espiritualidade. Há uma fome de amor e uma fome de Deus."
Madre Teresa de Calcutá

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Ainda a Solidão


Para mim há varias formas de nos sentirmos sozinhos:


- Sozinhos, de estar sozinhos;

- Sozinhos, de ter um segredo que não pode ser contado;

- Sozinhos, de ter vivencias, pensamentos e conhecimentos e não ter com quem os partilhar;

- Sozinhos no sentir

- Ou também e por vezes, Enfim Sozinhos!

Eles podem chegar sozinhos ou acompanhados. Quando chegam todos juntos deve ser insuportável.

Já senti de todos um bocadinho, e já senti alguns em simultâneo. Nunca cheguei a sentir todos juntos.

Na generalidade as pessoas criam defesas. E, mais uma vez, eu não sou excepção. O meu instinto manda-me procurar ajuda quando se instala o caos. Mas confesso, que prefiro mil vezes que venham ter comigo, que olhem para mim e sintam que preciso de companhia.

Admiro aqueles que nem chegam a ter essa necessidade. Que se sabem rodear. Que sabem estar. Que não afastam.

Mete-me medo os que, nem numa situação mais complicada pedem ajuda.

As pessoas de hoje não estão viradas para o sentimento, cada vez se apela mais à razão. Cada vez mais se afastam da genuína “fórmula humana”, sentir é considerado quase como um ponto fraco.

Não há espaço para falhanços, fracos e oprimidos.

Solidão


Dei por mim a perceber lentamente, toda a solidão que me rodeia.

A grande responsável por isso foi a internet, a blogosfera respira solidão.

Não estou excluída, também e de alguma forma, procuro companhia.

Procuro estar ocupada com alguma coisa que goste. Ler e escrever, acompanhar alguns blogs que me divertem e que ao mesmo tempo me deixam informada, me ensinam coisas lindas e me mostram outras tantas a que nunca teria acesso. Procuro ainda acompanhar outros blogs que têm uma história, ou várias, tantas iguais às minhas.

Sinto movimento, é bom saber que há por lá muitos post, muitos comentários, muita gente.

Não é preciso falar, não é preciso estar, é só preciso sentir que flui.

Claro que às vezes se fala, claro que às vezes se ouve e todo este mundo me faz sentir acompanhada.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Parei


Parei.

Não sei mais para onde me virar.

Começo a sentir-me encurralada e angustiada.

Choro, esperneio, mas não tenho coragem de chamar alguém para me acudir nesta minha dor sem ferida, nesta minha solidão de quem não tem nada do que se queixar.

Nem eu mesma sei, como é possível ter tanta falta do que não se sabe, do que não se é, do que não se tem.

Este tudo e nada, desespera-me, magoa-me, maltrata-me. Este tudo e nada revolta-me.

Estou sem rumo, sem norte, sem rei nem rock, sem chão, sem telhado. E não saber quem sou e para onde vou deixa-me vazia, sem nada para dar.

De repente parece que tudo se está a desmoronar, parece que todas as coisas boas estão a desaparecer, como que por magia. Não sei onde começou, nem como começou. Também não sei onde vai parar, mas também sei que vai.

Começo a achar que a minha vida é feita de ilusões, montadas pela minha imaginação, e onde cada engrenagem é construída em cima de sonhos e fantasias que eu queria tanto que fossem reais.

Hoje assim. Amanha…

Neste meu jardim cada arvore é um sonho e cada fruto uma lágrima, cada semente uma esperança, cada flor um raio de luz que me ilumina o caminho.

quinta-feira, 20 de março de 2008

E Eu e Tu, Perdidos e Sós


Não me apetece chorar, não me apetece rir, não quero estar séria, não quero só sorrir.

Estar, só por si é difícil, e parece que falar também não se pode, o tempo não o permite. Cada um no seu lugar a tentar viver o que se consegue viver dentro das 24 horas que nos são dadas para tal.

Não há tempo para ninguém, nem ninguém tem tempo para nós. A solidão espreita em cada esquina de multidão. As lágrimas já não dão nas vistas e as gargalhadas também não são bem-vindas.

Se estar, só por si é difícil, estar só também não é vida.

A felicidade vem dos gestos que temos para preencher a alma de quem nos chama. Mas estamos todos surdos. O barulho de tanta gente não deixa ouvir os gritos desesperados de solidão de quem chama por nós.

As vezes consegue-se dar cor ao céu e ver as estrelas, a lua. Mas é tudo tão rápido, que só nos conseguimos lembrar vagamente de luares dispersos e sem cor.

Tenho no peito uma mão cheia de coisas boas para dar e ninguém disponível para as receber.

Tenho no peito uma dor forte, por não saber receber uma mão cheia de coisas boas que alguém, algures tem para me dar.

"... e eu e tu
perdidos e sós..."

(Pedro Abrunhosa)

sexta-feira, 7 de março de 2008

Solidão


Terça-feira, Março 04, 2008

Contra a solidão

“Por mais que se pretenda disfarçar,
a poesia é um grito contra a solidão
e não adianta procurar
qualquer outra explicação
para a urgência de dizer a toda a gente
o que no íntimo se sente.”

posted by Torquato da Luz

Bonito este poema de Torquato da Luz.

Estou de acordo com tudo. Como quem diz: - Sim, sinto o que diz.

Os sentimentos puros quando sentidos, são sentidos sozinhos.

Não sou só eu que sinto, mas o que sinto é só meu, sejam alegrias, tristezas ou nostalgias.

A solidão é por si só poesia como também é poesia quando transformamos esta solidão num grito de chamamento.

E é a imensidão dos nossos dizeres ou a imensidão dos dizeres dos outros que nos dá alento para olhar em frente e avançar.

É como que um dizer: - Eu já senti isto, e tu? Se sentiste, não estás sozinho. Eu, um dia, também senti. - Automaticamente sentimo-nos acompanhadas.

Mais uma vez, Nés só tu.

Frase tão bem esgalhada! Dá para tudo e em qualquer situação.

Obrigada Torquato da Luz, todos os dias tenho sentido a “solidão dos meus sentimentos” e todos os dias “pretendo disfarçar” e fingir que nada se passa, mas todos os dias tenho tido a “urgência” de chegar ao meu cantinho e desabafar “o que sinto no intimo”.

Sou poeta no sentir, mas não tenho a minha poesia…

Agarro na poesia dos outros e faço dela, minha.

Sei, que o que digo nada é, mas o que sinto, é certamente.

sábado, 26 de janeiro de 2008

É Bom Ter Companhia


É bom ver que há pensamentos que não diferem muitos dos nossos.

É bom ver que há sentimentos tão parecidos.

É bom ver como é que as pessoas reagem ao dia a dia.

É bom ver como existem pensamentos tão diferentes dos nossos.

É bom perceber que há tanta coisa à nossa volta.

É bom ver novos e possíveis caminhos a seguir.

Vamos descobrindo pequenos mundos, pequenos núcleos de interesses, e vamo-nos identificando mais com uns de que com outros.

Seguimo-nos mais por uns do que por outros.

Tomamos como exemplos aqueles que vão mais de acordo com o que achamos que deveria ser a nossa maneira de ser.

Bebemos ideias, inspiramos pensamentos, chocalhamos o nosso imaginário, reflectimos, conhecemos, aprendemos, amadurecemos o nosso espírito, alimentamos a nossa alma.

Tudo isto neste mundo louco da internet e principalmente no dos Blogs.

Claro que não substitui o café da manha, um bom livro, um bom filme, uma boa conversa, um bom passeio, um bom jantar convívio, uma bela de uma saída à noite, um bom ataque de riso.

Claro que não substitui um final de tarde na praia num dia de inverno cheio de sol, uma imperial fresquinha e uma boa companhia.

Claro que não substitui um momento, uma gargalhada, uma lágrima, um soluço,

Claro que não substitui as estações do ano, a chuva, o mar e o sol.

Mas é certo que é uma companhia grande nesta solidão imensa do dia-a-dia.