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segunda-feira, 5 de julho de 2010
O que nos vai na alma
Tenho escrito sim. Tenho escrito o que me vai na alma e nem sempre o que nos vai na alma é passível de ser escrito ou melhor lido. Às vezes é trapalhão, é contraditório, é muito nosso. Outras vezes é sem palavras, é só assim. E quando é só assim não há maneira de explicar. Saem palavras soltas, pensamentos rápidos, inconstantes, variáveis, infiéis, muitas vezes nem a verdade são, outros que nos assustam de tanta verdade não pensada, não assumida. Mas ainda temos a versão: escrever como se tudo nos estivesse a passar ao lado, como se fossemos tão burras que não soubéssemos que um mais um são dois.
E por tudo isto hoje vou fingir que não escrevi.
Hoje não escrevi nem para mim.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Inércia do pensamento
Isto de não conseguir escrever está a dar cabo de mim.
Novamente a fase do gamanço! Até quando?
Só que desta vez, as ideias não faltam, os sentimentos são aos milhões e tudo está a mexer e a ser remexido.
Tanta coisa em ebulição não vai dar certo!
Coisas boas e coisas menos boas, todas a rolarem como se de uma máquina da roupa se tratasse.
Há coisas que debotam. Não sei se a tinta vai pegar às outras, só no fim se verá.
O Tambor não pára de rodar, a porta não se consegue abrir. Parece que a escuridão reina.
Por um lado ainda bem. Não vá sair tudo de chofre e não se conseguir distinguir o trigo do joio.
Por outro, fico incomodada com as coisas que me passam pela cabeça, aqui e ali, sem um fio condutor. Pior ainda, fico incomodada de não estar com paciência para o arranjar e conseguir combater esta inércia do pensamento.
No meio deste rolar, há palavras que saltam e surgem do meio do nada como: cumplicidade, desconhecimento, olhares, alegria, envolvimento, medo, ser, perfeição, beleza, amor, amizade, engano, atracção, desejo, tristeza, beijos, sorriso, sonho, satisfação, felicidade, carinho, querer, ter, não ter, vontade e tantas outras.
Eu sei que não são só palavras, são palavras!
São palavras que podem dizer tanta coisa, são palavras que podem destruir ou construir quando dissecadas nos seus contextos. São medos, são desejos, são sonhos, são contradições, são frustrações, são decepções, são indefinições, são limitações, são dores de crescimento, de conhecimento, de ausência, de experiência, de carência.
Melhor mesmo é deixar-me andar e continuar nesta “inércia do pensamento”.
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Confissões
terça-feira, 16 de junho de 2009
Histórias da nossa cabeça
Ontem ia morrendo.
A nossa cabeça faz com cada filme!
O que interessa não é o filme que fiz desta vez, mas os filmes que se fazem quando não se sabem as coisas.
Muitas vezes não se saber é uma questão de tempo, mas a cabeça insiste em não dar ao tempo o tempo que é preciso para se saber e, vai daí, começa a inventar com quantos neurónios tem para inventar, que não devem ser muitos por sinal, historias que não lembram ao careca.
Nunca entendi esta parte de mim. Apressadinha, insegura, ansiosa, criativa, idiota, metecapta? Pois não sei… Talvez uma grande mistura de tudo isto, mais uma bela dose de estupidez intrínseca.
Isto porque, como se já não bastasse o que não se sabe, até se inventa o que não é, tira-se por associações e algumas reacções as conclusões que na nossa visão não têm como não ser e, o pior disto tudo é que reverte quase sempre contra nós próprios.
Bonito não é? São estas histórias inventadas na nossa cabeça, que dão cabo de tantas e tantas coisas que poderiam ser boas, vividas com tranquilidade e muito brilho, e que tornam a nossa existência num perfeito inferno de magoas.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Sinto a minha alma
Acordei naqueles dias em que não estou a conseguir ver muito bem, não sei se do dia, se dos olhos ainda turvos do acordar.
São dias em que não consigo distinguir onde é o meu lugar neste mundo.
São dias em que sinto a minha alma.
Um dia, estava eu a espera de bebé, e naquelas consultas de rotina, o médico perguntou-me se eu sentia alguma parte do meu corpo.
Fiquei a olhar para ele, verdadeiramente surpreendida, e sem saber o que lhe dizer, acabei por responder:
– Não senhor Doutor, não sinto nada, só o bebé.
Ao que me retorquiu:
– Ainda bem.
E explicou-me que só damos pelas partes do nosso corpo, quando elas têm algum problema ou quando doem.
Coisa mais óbvia não podia haver, mas eu nunca tinha pensado naquilo assim.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Exclusividades
Exclusividade. Gosto de exclusividade. Peço exclusividade, exijo exclusividade.
Tenho pensado muito nesta palavra, neste comportamento, e em tudo o que significam.
É uma palavra que me assusta, tem conotações estranhas, mas é tão minha!
É um comportamento tão egoísta e que me faz ser tão intolerante, que fico arrepiada só de pensar que é muito meu.
Toda a minha vida, pedi exclusivos. Um poço de mimo!
Sofro de mania que sou importante e que o mundo gira à minha volta. Já tentei dar a volta de várias formas mas a verdade verdadinha é mesmo esta. Bem cá no fundo sinto-me eu, e eu sou única, e como única que sou, gosto que me vejam, que me sintam, que me dêem importância.
A minha vida é a minha vida e o resto são cantigas. Foi assim que senti em todas as fases da minha vida, as importantes, as menos importantes e as que não tiveram importância nenhuma.
Mas o pior desta exclusividade é que por vezes não só a pedimos como a damos e, aqui damos de nós mais do que podemos e conseguimos e embrenhamo-nos de tal forma que deixamos de distinguir onde acaba a nossa vida e começa a dos outros.
Começo a chamar a atenção, exijo, cobro, peço. Começa a doer, começa o principio do fim.
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