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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Uma porta que se abre


E quando os factos se nos apresentam, tal e qual como são, não há volta a dar. É aceitar e andar para a frente.
O que veio, já ninguém nos tira. Morre connosco.
A vida é feita do que vem e do que vai.
Interessa manter a serenidade e a felicidade e seguir, porque é certo que quando acaba uma coisa outra surge e como tal logo logo começa a  expectativa do que vem a seguir. Desenham-se caminhos, trilham-se as margens, formam-se novos sonhos!
Sabendo de antemão que aprender é a ordem da vida, as coisas novas que se avizinham são necessariamente boas e gratificantes.
Uma porta que se abre, um sorriso que se rasga.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Até onde o sonho alcança


Estou a precisar do meu canto, do meu porto seguro. Tenho a cabeça a mil e sinto a força a definhar. O deixar andar tem sido uma constante, cedendo à tentação de uma felicidade relâmpago e fugaz, escondendo os meus medos mais profundos, virando as costas às minhas vontades e enterrando os meus sonhos lá no fundo. Parece aqueles sonhos maus em que se corre para chegar a um fim e esse fim não chega nunca mais. Preciso urgente de carregar baterias, por em ordem os quereres desta vida, relembrar valores, fixar objetivos e recomeçar a correr dentro de estabelecido. Pode ser que assim consiga chegar até onde só o meu sonho hoje alcança.

"O Mundo está nas mãos daqueles
que tem coragem de sonhar,

e correr o risco

de Viver seus

SONHOS"
(Paulo Coelho)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ousadia


Hoje sinto-me assim:

“Tudo é ousado para quem a nada se atreve.”
(Fernando Pessoa)

Ousadia. 
Esta palavra anda de cá para lá e lá para cá, sem que a entenda muito bem dentro da minha vida.

Deparei-me com ela assim sem mais nem ontem,  exibiu-se nua e crua na minha frente e teve a coragem de me encarar. Ainda estou pouco a vontade com tanta coisa que ela de repente destapou. É uma palavra forte, que me faz tremer.
Para quem a tem escondida na vontade mas não a consegue aplicar é complicado.
Vamos mais uma vez dar aos medos...

“Ousando, cresce a coragem; hesitando, cresce o medo”
( Publílio Siro )

Mas por outro lado apercebi-me que sem se ser ousado nada se ganha, pelo contrario.
Olhando para trás consigo perceber que de todos os que passaram por mim quem mais ganhou foi quem teve a ousadia de enfrentar a vida de frente e se atirar a ela como se não houvesse amanha.

“Ousa alguma coisa, se queres ser alguma coisa.”
(Juvenal)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ingenuidade?

Não sei se é de agora ou se estarei a ser ingénua que não acaba, mas tenho visto e sentido que a aproximação das pessoas, exceto “rarississimas” exceções, não se deve à curiosidade de conhecer e aprender, deve-se sim à necessidade de alavancar uma autoestima deficiente e um amor-próprio inexistente. A procura de companhia já não tem como base uma amizade mas sim um encosto onde se possa despejar um conjunto de ansiedades, nostalgias, desejos e raivas, entre outras coisas.

Hoje, o tempo é muito limitado para a generalidade das pessoas e a paciência tem uns marcos muito estreitos e diferentes dos marcos de antigamente.
 

Hoje, não se dá espaço ao amor, dá-se espaço ao desejo. Não se dá tempo à construção de uma amizade, dá-se um tempo para se conseguir entrar no espaço de outro, retirar o que se precisa e sair tão depressa quanto se entrou. Não se dá espaço para conhecer e conviver, dá-se espaço para se curtir. Não se dá espaço ao sentimento, dá-se espaço a uma espécie vaidade. Não há tempo para dar alegrias só tempo de as sacar. O egoísmo sobrepõe-se a toda a hora, o comodismo dá conta do resto. 

Resultado hoje em dia não se dá espaço à felicidade, dá-se espaço a um vazio imenso que cresce à velocidade do tempo.

Eu via a minha Avó que, até morrer, esteve rodeada de amigas e de amigos inseparáveis, que se sobrepunham na vontade de agradar, eu era tão neta dela quanto de todos os que passavam por aquela casa, casa cheia e vivida, uma alegria, um bem-estar nunca mais vividos. Os poucos que estão vivos sabem o meu nome, conhecem a minha historia. Eu via, a toda a hora, um partilhar de alegrias e dor e aprendi que isso era vida a sério. Ela ensinava que “Quem dá, recebe”, os livros que nos dava a ler ensinavam que “quem dá recebe”. Recebe não só por ver a felicidade estampada na cara dos outros como também recebe por vontade do outro também querer dar.


Hoje, o meu instinto é dar, foi assim que aprendi, mas infelizmente tenho de aprender
rapidamente que o meu dar não é bem recebido, nem tão pouco é bem percebido. Porque hoje não se quer amigos, procuram-se entendimentos e relacionamentos fugazes.
 

A verdade é que “EVERYBODY NEEDS SOMEBODY TO LOVE”  e sem isto ninguém vive inteiramente.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Intangível


Há pessoas intangíveis. Neste momento, na minha vida, tenho uma.
Nunca consegui perceber porque é que essa sensação se instala em mim. Fico sem reacção, sem conversa, sem qualquer tipo de inteligência emocional, sinto-me pequena, sem voto na matéria, insignificante, deixo-me ir, oiço, bebo as palavras e os passos, fico completamente rendida à força e à segurança que emana e tenho uma vontade imensa de agradar e de estar, mesmo que calada. Não a sinto e isso faz-me confusão. Deixo de ter os meus sensores activos e fico sem saber se sou bem vinda, se sou “persona non grata”, se posso falar se devo manter-me calada. Deixo de ter discernimento e bom senso. Estou ciente de que fico sem graça, sem interesse, amorfa, mas não consigo mudar o rumo. Consigo sim, sorrir e ficar tão quieta quanto me é permitido para não ser notada e assim prolongar os momentos sem muitos estragos.
Hoje percebi: uma admiração profunda e um medo enorme de não ser aceite.
Porquê?
Não sei...

domingo, 13 de maio de 2012

É como um Sonho



É impressionante como os sonhos da noite correm à velocidade da luz e desaparecem de igual forma sem deixar rasto no momento em que a razão desperta.
O mesmo acontece com as ideias, se não as recapitularmos no segundo elas desaparecem para todo o sempre e nem a sensação que nos percorreu enquanto os pensamentos estiveram dentro de nós nos safam.
Ontem, foi o que me aconteceu. Lembro-me do momento em que ela nasceu, lembro-me da sensação forte que provocou e lembro-me de a tentar agarrar e de ela se escapar no meio de outras tantas que por lá andavam. Foi-se o pensamento e ficou a sensação.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Nuvens




O pior de escrever sobre os sentimentos é por nas palavras os sentidos que queremos e, mais ainda, é deixar no ar o que sentimos, sendo explícitos sem o ser.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Talvez...


Olho para mim e sinto que perdi a coragem de estar aqui, parece que a minha vida deixou de se encaixar nas palavras. Os pensamentos ficaram presos, os sonhos suspensos.
Talvez um dia, quem sabe amanha, as letras não se juntem novamente e se soltem claras, transparentes e puras como já foram. Talvez apareçam assim do nada, sem que me aperceba. Talvez...

sábado, 28 de maio de 2011

Borboletas


Como coisa própria minha:

BORBOLETAS

“Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos consciencializar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objectivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”
(Mário Quintana)

sábado, 23 de abril de 2011

Bridge Over Troubled Water


Às vezes passamos tanto tempo ao pé de coisas fantásticas e não as vimos, não lhes damos o valor que elas merecem porque não conseguimos ver o seu verdadeiro significado e, de repente, olhamos para o lado e ele surge-nos óbvio e mesmo ali diante dos nossos olhos, tão evidente e com tanto sentido. Acontece com músicas, com poemas e até com pessoas.

Esta música acompanhou-me durante anos. Cantei-a um milhão de vezes porque gosto dela, porque me soa bem e porque de alguma forma ela embelezava a minha existência, mas só dei conta da beleza da sua letra há bem pouco tempo. Não há explicação, ela estava mesmo de baixo dos meus olhos e eu não a via. Um dia ela surgiu grande, esplêndida, deslumbrante. O que foi que me fez vê-la assim? Pois não sei! A situação, a pessoa, o sentimento, a necessidade… enfim, foi certamente um conjunto de coisas que se juntaram e formaram o meio favorável ao acontecimento. Sem porquês!

Como esta musica tantas outras coisas e pessoas que têm aparecido na minha vida dando-lhe significado…

Hoje, não penso, limito-me a aceitar e a vive-las com a intensidade que merecem quando as descubro, como se fosse a primeira vez que as vejo, oiço ou conheço.



Bridge Over Troubled Water


"When you're weary

Feeling small

When tears are in your eyes

I will dry them all



I'm on your side

When times get rough

And friends just can't be found

Like a bridge over troubled water

I will lay me down

Like a bridge over troubled water

I will lay me down



When you're down and out

When you're on the street

When evening falls so hard

I will comfort you



I'll take your part

When darkness comes

And pain is all around

Like a bridge over troubled water

I will lay me down

Like a bridge over troubled water

I will lay me down



Sail on Silver Girl,

Sail on by

Your time has come to shine

All your dreams are on their way



See how they shine

If you need a friend

I'm sailing right behind

Like a bridge over troubled water

I will ease your mind

Like a bridge over troubled water

I will ease your mind"

(Simon & Garfunkel)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Um sonho/Um pesadelo


Às vezes tenho medo de dar azo aos meus pensamentos. Eles voam e viajam muito para além do razoável. Cavam um poço grande entre o que sou e o que eu queria e gostava de ser, entre o que tenho e o que eu gostaria de ter, entre o que eu amo e como eu gostaria de ser amada. Mas é inevitável, não consigo parar o vento que os forma, assim como não consigo parar a razão que os destrói e os faz cair. É um trabalho feito em duplicado, executado e cumprido na totalidade por mim!

Voar é um sonho bonito, cheio de cor e musica, é quente, é sorriso, é bronzeado, é verão, é leve, é dança, é amor, é solto, é sem destino, é loucura, é luar, é brilho, é vinho, mar azul, filme que acaba bem, é um nunca alcançar de tão bom.
Depois vem o deitar a baixo este sim é o pesadelo, é duro, é lágrima, é frio, é feio, é destrutivo, é cair, é partir, é perder, é perceber e encarar a realidade bem de frente.

É uma guerra fria que não acaba nunca, quanto maior é um, maior é o outro e eu não sei o que sei fazer melhor, se voar se deitar a baixo e cair

Penso à semelhança daquilo que sou, sonho na parecença daquilo que dou, destruo na medida do que nunca tive, caio em cima de tudo o que tenho e desdenhei.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Gente que me faz falta.


Ahh hoje dei por mim a chorar!

Emocionei-me. 

Já nem sei muito bem porquê. 

O facto é que me emocionei e desatei a chorar e depois a rir de estar a chorar e no meio de tanto chorar e rir lembrei-me da minha Avó. 

Ela é que dizia, nestas ocasiões e por ser nestas é que eu sempre achei graça, “Quem não se sente, não é filho de boa Gente”.

As conversas não eram assim tantas mas a verdade é que a convivência foi alguma e por isso as coisa surgem assim do nada, às vezes basta tão só uma palavra, um sorriso, um olhar, uma emoção.

É um facto, a nossa cabeça regista as coisas.

As saudades já apertam.

E por isso todas as alturas são boas para recordar a "Gente que me faz falta".

domingo, 12 de dezembro de 2010

Frank Sinatra


Frank Sinatra, nasceu a um dia 12 de Dezembro. Hoje faria 95 anos.

Não faria grande diferença para mim não fosse eu ter acordado com um dos grandes clássicos dele cantado por Michael Bublé, dançado pela casa inteira e minutos depois ter lido que hoje teria sido o dia de anos dele.

De alguma forma encheu uma parte do meu dia e eu gosto de quem me ajuda a fazer do meu dia um dia melhor.

domingo, 28 de novembro de 2010

Lavar de alma


Ainda sou do tempo em que fazer coisas diferentes significava que se era completamente maluco, ou comunista ou hippy ou avariado, ou assim …

Dantes não havia instalações no meio das ruas, as decorações era clássicas, havia poucas coisas arrojadas e as poucas que havia eram olhadas com desdém, com medo, com uma certa curiosidade escondida. Pelos mais tradicionais, os ditos “Velhos do Restelo”, eram vistas como afrontas, provocações e outras coisas que tais.

Hoje tudo é permitido, até as coisas mais chocantes, como um cão a morrer à fome à frente de toda a gente, sem que nada se faça. Chega a ser cruel, feio.

Por outro lado tanto arrojo leva-nos a abrir horizontes, a despir de preconceitos, a distinguir os nossos gostos, a abrir a curiosidade, a picar a criatividade.

Ver coisas diferentes ilumina-nos o espírito, faz-nos esquecer as mágoas, tira-nos a dor. Ver coisas diferentes lava-nos a alma.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Foi com muito orgulho


O ponto alto de ontem: dei sangue.

Ponto alto do dia ser dar sangue até a mim me faz rir. Mas é verdade. Foi mesmo o ponto alto do dia, da semana ou até mesmo do mês.

É uma história que já vem de longe e que vem sendo alimentada ao longos de todos estes anos por variadíssimos veredictos desfavoráveis.

Em tempos os meus tios e o ,eu Pai pediram-me para dar sangue. A minha Avó de Pai estava muito doente e precisava de uma transfusão. Segundo parecia o meu sangue era compatível com o dela. Acontece que depois de análises, questionários, assinaturas, etc, o médico optou por não me deixar dar o meu contributo. 
Ao que consta, um antibiótico tomado foi o culpado. Este episódio teria corrido mais ou menos bem, não fosse a minha Avó ter morrido por essa altura sem ter feito a transfusão.
 
Ora, não que me sinta directamente culpada mas lá que fiquei com uma comichão atrás da orelha, não posso negar.
A partir daí tentei inúmeras vezes dar sangue, mas nunca fui aceite, por esta ou por aquela razão. Comecei a achar que era a minha sina, querer tanto e não conseguir. A minha frustração foi crescendo, até que um dia decidi, cheia de convicção, ser dadora de qualquer coisa. Dirigi-me ao banco de dadores de medula óssea. Sorte das sortes, depois da parafernália de perguntas e exames, lá me acharam apta e fiquei registada no banco. Que orgulho que eu senti de mim!

Dar sangue tornou-se num assunto tabu.

Até que um dia, numa das muitas iniciativas da minha empresa, apareceu uma equipa do Instituto Português do Sangue para fazer recolhas. A medo aproximei-me, mais uma vez respondi à catrefada de perguntas exigidas, sujeitei-me aos exames impostos e fui à consulta obrigatória ouvir o veredicto final. Para meu espanto a médica disse que eu estava apta para ser dadora. Fiquei momentaneamente sem reacção, meia incrédula e com os olhos cheios de lágrimas. Finalmente tinha conseguido. Nesse dia, verdadeiramente feliz, festejei, sozinha mas festejei. 

Hoje voltou a acontecer. Foi com orgulho que me deitei naquelas camas e assisti, nervosa, a todo o processo, do princípio ao fim, sem fechar ou desviar os olhos. 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Efémero


Há coisas tão efémeras!

Uma conversa, um sorriso, uma carta, um ramo de rosas, um copo de vinho, uma mensagem…

O que é agora, não o é daqui o bocado.

Hoje tive essa sensação. São coisas que nos arrancam sorrisos e que nos tocam na alma, mas que no minuto a seguir o medo nos manda esquecer, guardar, passar por cima tão rapidamente quanto possível.

Crescer tem destas coisas. Quando se acredita, as coisas são eternas. Quando se deixa de acreditar as mesmas coisas tornam-se efémeras. Assim como quando se acredita guardam-se recordações no coração, quando se deixa de acreditar guardam-se armas de arremesso.