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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Um amor antigo



Um dia ou melhor um grande grande dia, encontrei quase tudo o que procurei na minha vida toda.

De certo modo tive a oportunidade que sempre pedi. 

Presenciei, acompanhei e saboreei momentos únicos e inesquecíveis. Entrei num mundo que não era o meu, vivi momentos que não me pertenciam por natureza, encontrei companheirismo e aceitação, fui verdadeiramente bafejada pela sorte, presente inesquecível que o universo me proporcionou.

Não sei se algum dia poderei agradecer convenientemente o tanto que ri e aprendi.

Não sei se algum dia poderei aceitar convenientemente não ter conseguido parar o tempo.

O verdadeiro Amor, o antigo, é e continua a ser verdadeiramente inspirador e motivador.  

Neste momento fica a saudade, a nostalgia e a alegria desses momentos fabulosos, vividos intensamente e sem filtros.

Neste momento fica a esperança que um dia eles possam voltar a ser uma realidade.

Neste momento fica o vazio das palavras que nunca se disseram.

Neste momento fica o suspiro de um sonho já vivido e outro que ficou por viver.

O Amor Antigo
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda a parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade, in 'Amar se Aprende Amando' 

sábado, 6 de maio de 2017

Chegou a hora



Pessoas como eu que não gostam e têm medo de errar e perder, um dia percebem que chegou finalmente a sua hora de arriscar e andar para a frente. 

Pois bem, ainda que a tristeza me envolva e que as memórias não me sejam de todo indiferentes e que a pena de deixar o mundo dos sonhos seja ainda uma realidade, chegou a hora.

A hora em que perder não é mais um erro e o erro será não dar espaço de entrada a outras vivências.

A arvore secou e não ha mais como voltar para trás. Chegou finalmente a altura de voltar a semear e ver crescer novos rebentos.

As memórias, essas ficarão para sempre. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O que um não quer, dois não conseguem.



E o certo é que, o que um não quer, dois não conseguem.
É tão óbvio que até mete nojo. 

Não querer ver, consegue ser pior do que ser-se cego.
Mas, infelizmente, acontece a todos.
Insiste-se, insiste-se mas sem resultados. Até que um dia a resposta sai clara que nem água. Há um que não quer.
Feita a descoberta, não se pode voltar atrás. Está visto, está visto.

E agora?
Agora... É andar para a frente e fazer o que deve ser feito.
Não deve ser muito difícil.
Pode-se começar por traçar objectivos e fazê-los cumprir a risca. Com o menor desvio possível. Para que os resultados surjam bem depressa com saldos positivos.

Há ainda, aquelas ajudas de sempre, que não nos deixam, de forma alguma, descalça. As listas e os diários.
Sim os diários. Sim as listas. Extraordinárias ferramentas para quem está temporariamente desmemorizado e desconcentrado. É que nestas alturas a pena de nós próprios não nos dá espaço, nem tempo para pensarmos em coisas razoáveis e lógicas. A concentração parece que foi de férias e o tico e teco desta vida, são como os amigos, que achamos verdadeiros, Desaparecem.
Se tivermos as listas sempre ao lado, não há problema. As coisas surgem feitas sem que se dê por isso. Uma verdadeira maravilha. já os queridos diários servem sempre para registo. Fica registado toda a nossa estupidez, para que de uma próxima vez, não aconteça o que nunca deveria ter acontecido.

É tempo de recomeçar a escrever, é tempo de começar a encaixar e perceber os danos e a aprendizagem decorrentes desta aventura.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

“Quase nada” depois de um “Quase tudo”



E quando chega
Um “quase nada”  
depois de um “quase tudo”...
Em que um "quase tudo", 
não passou disso mesmo, 
faltou o "quase" e 
passou a um "quase nada" 
que é o mesmo que nada sem o "quase".
Fico triste!
Fico triste porque é triste!
É fado!
Fado a sério! 
O que fica é a saudade do que não existiu e a
saudade da nossa vida vivida ao ritmo do coração.
Lá está! Depois de um "quase tudo" chega o momento de um “quase nada”. 


"(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que não sonhei!...)
..."

Mário de Sá Carneiro 


quinta-feira, 19 de março de 2015

Filosofia de Vida

"A Verdadeira Filosofia de Vida

Trabalhar com nobreza, esperar com sinceridade, sentir as pessoas com ternura, esta é a verdadeira filosofia. 
1 - Não tenhas opiniões firmes, nem creias demasiadamente no valor das tuas opiniões. 
2 - Sê tolerante, porque não tens certeza de nada. 
3 - Não julgues ninguém, porque não vês os motivos, mas sim os actos. 
4 - Espera o melhor e prepara-te para o pior. 
5 - Não mates nem estragues, porque não sabes o que é a vida, excepto que é um mistério. 
6 - Não queiras reformar nada, porque não sabes a que leis as coisas obedecem. 
7 - Faz por agir como os outros e pensar diferentemente deles. "
Fernando Pessoa, 'Anotações de Fernando Pessoa (sem data)' 

Quanto mais o leio mais gosto. 
É verdade que hoje mais do que ontem me limito a ouvir e a calar. Omito as minhas opiniões e desconfio de tudo o que penso à primeira. 
É verdade que sou cada vez menos tolerante mas, que tenho em mente que o deveria ser cada vez mais, tenho!
Já deixei de julgar à muito tempo. Já perdi de vista.
Na 4, a porca torce o rabo. Sempre acreditei que esperava o pior,mas creio que não foi isso que esperei. Percebi que aquilo em que acreditamos, muitas vezes não é aquilo que queremos muito acreditar. A preparação sempre foi muito mal feita. Resultado, levo muitas e muitas desilusões no bucho.
Não estrago? Bem... Tento com muita força. O facto é que fiz alguns estragos nesta vida. Os restantes, acho que o tempo me ensinará na sua devida altura.


quinta-feira, 5 de março de 2015

Viva a VIDA



A vida não para. 
O tempo não dá tréguas. 
Estas são as grandes realidades das nossas vidas.

Dê por onde der, no dia a seguir estamos cá e, se não estivermos…

A verdade é que o sol insiste em nascer, o dia decorre dentro da sua hora, a noite cai e “voilà que”, mais um dia que passou.

Para o bom, é bom sentir a normalidade, ter a certeza de que as coisas acontecem e que estamos dentro delas tão bem quanto sempre.

Para o muito bom, é fantástico aproveitar cada segundinho enquanto ele existe.

Para o mau, é bom saber que o tempo passa e que dentro dele as coisas se hão de resolver.

O menos bom é perceber que o tempo passou e/ou está a passar e que por esta ou aquela razão não o estamos a aproveitar nem a tão pouco a dar-lhe o valor que lhe é devido.

Mas, deste mal padecemos todos.

Oiço esta lengalenga desde que nasci, digo-a desde que me conheço como gente e assim continua.

O que me leva a pensar que por mais que se faça, por mais que se viva, por mais que se aproveite há sempre coisas que temos pena de não ter feito e de não ter sentido.

No entanto há que ter consciência e saber o que será mesmo importante experimentarmos. Nunca esquecer os limites de aceitação de nós mesmos.

Nada como olhar para trás e sentir paz.

Deixemo-nos de penas e de desculpas e de ses e de tristezas e de tudo o que sejam empecilhos e…

Viva a VIDA!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Cabe a mim decidir entre rir ou chorar

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“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.”
Cora Coralina

Lições de vida são o que a vida nos dá todos os dias. A aprendizagem é constante e mesmo quando achamos que já sabemos muito e que a cadência vai diminuindo, lá vem outra e mais outra e mais outra!

Não diminui coisa nenhuma.

Esta foi a última que aprendi: Mesmo na tristeza, na dor, no sofrimento, na saudade podemos rir e lutar, basta que seja essa a nossa decisão. 

Vontade? Essa... Essa nem sempre existe, é sempre mais fácil ficar encostados no chove e não molha ou usar muletas. É fácil ter pena de nós, viver na ilusão, fantasiar, alimentarmos a imaginação, é fácil arranjar desculpas para adiar decisões, iludir-nos com falsas felicidades, fingir que está tudo bem quando sabemos de antemão que tudo não passa do que queremos ver, do que queremos tanto sentir ou experimentar. Arranjamos mil desculpas, mil indecisões, mil inseguranças, mil incertezas, mil desconfianças. Desconfio que... E arrisco mesmo dizer, que são pedidos de consentimento para as nossas não decisões, verdadeiras chamadas de atenção. Quais pedidos de socorro ou sinais de fumo.

É como tentar dividir uma coisa que não é divisível. Pedir o que não é passível de ser pedido.
Mais cedo ou mais tarde, teremos que avançar com a decisão correcta e, ela tem de ser nossa e só nossa e quanto mais rápida for mais cedo nos livramos dos efeitos de não a tomarmos.
Assim ser feliz ou infeliz vai muito do que queremos para nós. Em todas as fases do processo de decisão.
Decidir que precisamos de sorrir, decidir que queremos rir, rir e por ultimo, olhar para trás e dar um gargalhada cheia de vontade.

Não, não é fácil. Mas de uma coisa tenho a certeza, para aprender é preciso por em prática e posto na prática percebemos que custa menos, mas muito menos mesmo do que pensar em faze-lo.

Sempre ouvi dizer que quem pensa não faz, porque pensar implica esmiuçar a situação, perceber os prós e os contras, as coisas boas e coisas más, as que fazem sofrer e as que nos fazem dar um sorriso mesmo doendo, fora aquelas que só implicam coisas más numa primeira fase. Não é animador. Mas é necessário avançar.

E, nada melhor do que perceber, que apesar de tudo se pode e deve continuar a sorrir, mesmo que se tenha o coração apertado de dor. Um dia a dor passa e fica a áurea do sorriso que se teve, em forma de gargalhadas.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Perder ou simplesmente a vida a passar


Na vida as coisas vêm e vão. 

Pessoas que aparecem e desaparecem, momentos que passam, sentimentos que nos arrasam e quando damos por eles já eram e, não é assim tão fora do vulgar quanto isso, sentir uma tristeza profunda e um grande vazio sempre que existe uma alteração.

Sempre me disseram que é a vida!

Apesar de ser "a vida", fico sempre com um sentimento de perda estranho, como se fosse eu a culpada do desfecho de cada um destes acontecimentos.

Esta conversa é velha mas não me canso de a repetir, porque também é recorrente o vazio que sentimos quando algo desaparece dos nossos horizontes, principalmente quando é algo com que sonhamos muito ou que gostamos muito.

Coisas da Vida!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Passos




 “Os passos são a forma mais clara de nos descrever.”...” Um passo é um acto, um gesto que por mais natural que seja envolve todos os teus sentidos, antes e depois.” 
(José F. Machado)


Um passo, dois passos uma caminhada. Fiquei curiosa e por isso incumbida de perceber e sentir o meu passo.

De facto assim numa primeira instancia posso dizer que me sinto mais insegura ou menos insegura, mais interessante ou menos interessante, sinto o caminho que quero levar ou não sei de todo para onde vou.

Num passo posso ainda sentir determinação, prepotência, segurança, posso sentir vontades e quereres, posso seguir ou fazer-me seguida.

Um passo um querer, um passo uma vontade, um passo um bocadinho de mim.

Passo por passo, um á frente do outro e o caminho  vai-se subtilmente iluminando, destampando devagarinho o manto da vida, deixando a nu, o mundo a meus pés.

O meu passo, o teu passo, o nosso passo , um conjunto de passos que se  aproximam, se cruzam e se afastam.

Não, um passo não é simplesmente um passo, é um passo...

Nele está todo o nosso ser, nele fica toda a nossa existência.

Nos passos do passado me reconheço, nos passos do presente me identifico, nos futuros ponho os meus sonhos. Eles estão à distancia de um só passo.


Um passo uma vida!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Acontece...


Aos poucos vamos ficando sem referencias e sem ninguém que nos ajude a criar bases e a reforçar as memórias.

Sem referências deixamos de ser uma família para passarmos a ser simplesmente nós. Nós e os mais novos.

As responsabilidades começam a pesar nos ombros e assim de repente começamos a ser nós os exemplos e os pilares dos que nos estão abaixo.

Acontece que ainda não me sinto à altura de uma tão grande responsabilidade. 

Acontece que ainda não tenho bagagem suficiente para poder ser um exemplo e duvido que algum dia venha a ter.

Acontece que eu ainda preciso perdidamente de alguém que me dê paz, me passe sabedoria, me ponha no colo, me abrace e me proteja, me passe a mão pela cabeça e me conte histórias.

Acontece que ainda preciso  desvairadamente de alguém que me dê ouvidos, que me diga o que fazer quando me sinto perdida, que me agarre quando quero fugir, que seja duro na critica e meigo no perdão.

Acontece que ainda não estou preparada para ser crescida!

Acontece que eu não quero que as coisas aconteçam assim!

Estou triste!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Talvez...


Olho para mim e sinto que perdi a coragem de estar aqui, parece que a minha vida deixou de se encaixar nas palavras. Os pensamentos ficaram presos, os sonhos suspensos.
Talvez um dia, quem sabe amanha, as letras não se juntem novamente e se soltem claras, transparentes e puras como já foram. Talvez apareçam assim do nada, sem que me aperceba. Talvez...

terça-feira, 15 de março de 2011

Ser ou não ser


Já estou baralhada só de pensar no que estou a querer escrever


Ora a ver se me entendo.

Desde que acordamos até que nos deitamos não fazemos outra coisa que não escolhas. Escolhas para trás, escolhas para a frente. Escolhas a cada segundo que mexemos os olhos, os pés ou mesmo a cabeça. Escolha das palavras, das pessoas com quem falamos, com quem estamos, do que queremos, do que podemos...

Umas das escolhas são mais pensadas que outras ou melhor, umas são intrínsecas ao nosso estilo de vida, outras são contra os nossos ritmos, logo umas não exigem o que pensar ou muito pouco, outras implicam decisões complicadas que nos obrigam a sair de nós muito mais do que aquilo que sabemos e podemos.

Tudo isto, veio a propósito de uma conversa que me apetecia ter e achei que não podia.

Em condições normais de ontem nem teria pensado, era dado adquirido. Nas condições de hoje a conversa não teve lugar. É a famosa frase “quem casa não pensa, quem pensa não casa.”

Chega a ser triste quando se pensa. O que se tinha e o que se tem, o que se vive e o que se deixa de viver.

O que nos faz retrair? O que nos faz avançar? O que nos faz ter confiança e acreditar? O que nos desilude e nos faz esconder? O que nos desassossega?

A sensação é de que quando a mentira ou o esconde-esconde começa, nada fica igual para sempre.

O jogo é este: Sê, enquanto podes, porque logo logo tens de representar forte e feio, e como é bom ser-se como se é!

Serão escolhas?

Só existem dois caminhos: Ser ou não ser, eis a questão. Já dizia William Shakespeare

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Se eu disser que foi por amor...



Se eu disser que foi por amor / Não vou mentir pra mim...




"O deserto que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e só
Nem pude ver que o céu é maior
Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mais perto de algum lugar
É deserto onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver que o tempo é maior
Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está
No silêncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei, vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar
Solidão, quem pode evitar?
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e desagua dentro de mim
Amanhã, devagar
Me diz como voltar
É deserto onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver que o tempo é maior
Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está
No silêncio uma Catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei, vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar
Solidão, quem pode evitar ?
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e deságua dentro de mim
Amanhã, devagar
Me diz como voltar
Se eu disser que foi por amor
Não vou mentir pra mim
Se eu disser deixa pra depois
Não foi sempre assim
Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mais perto de algum lugar"

Zélia Duncan - Catedral