segunda-feira, 9 de junho de 2008

Imaginação


A ordem é o prazer da razão ; mas a desordem é a delicia da imaginação.
(Paul Claudel)

Que delícia de frase. Que prazer foi dar de caras com ela. (Obrigada Lourenço)

Esta é uma frase fantástica para introduzir um post de Ana Vidal, que amei.

Imaginação

Invento-te, sim. Quero-te ainda interrogação, ainda mistério, ainda e sempre desafio. Dispo-te as peles que usas, uma a uma, para vestir-te aquela que teci para ti. O meu olhar atravessa os muros que ergueste à tua volta, inúteis esconderijos a espicaçar-me a aventura da descoberta. Vejo-te à luminosa transparência da imaginação. Dou-te asas leves: voa! Dou-te olhos atentos: vê! Dou-te uma rota segura: a que te trará de volta um dia, ágil condor que atravessou montanhas e desertos para se encontrar e me encontrou, afinal.
(Ana Vidal)


Apesar de terem sido inspiradas no quadro que lhes está junto, estas palavras ganharam uma vida própria, outra vida que não aquela que se agarra à imagem que se lhes serviu de inspiração.

Foi brutal o impacto que teve em mim. Nem tão pouco terei palavras para explicar. Mas mesmo assim, quero tentar.

Foi como que um sonho que sempre viveu em mim em peças soltas, sem nunca o ter conseguido armar. É uma visão que não poderia efectivar porque não tinha maneira de a imaginar. Assim, não era propriamente um sonho, não era propriamente uma visão, era uma... era um ...

À medida que lia, à medida que as palavras davam forma à intensidade de um pensamento, sentimento, tão meu, tão eu, tão dentro de mim. Fiquei impressionada. Para qualquer comum dos mortais, parecem ser palavras banais que no seu conjunto formam umas frases bonitas. Mas para mim, teve o significado de um não sei o quê que viveu dentro de mim este tempo todo. E que me fez e faz correr atrás, mesmo sem eu saber do quê. E aqui está. Escarrapachado nestas palavras.

Não consegui explicar! Mas paciência, ficou a tentativa.Também não sei porquê, e também não vou perder muito tempo a pensar nisso agora. Mas, tudo isto fez-me lembrar esta música, e esta musica.



Ás vezes nada tem a ver com nada, e tudo tem a ver com tudo. É uma desordem!

And so it is...

2 comentários:

Júlia Moura Lopes disse...

Sum, adorei este video e a canção que não conhecia!

gravei,roubei para mim,mais tarde talvez o use.beijinho

sum disse...

É linda, foi um amigo meu que ma deu.
Um beijinho Júlia