quinta-feira, 30 de abril de 2009

A cobra e o pirilampo


Tenho uma história, muito pequenina mas muito verdadeira, que me mandaram no outro dia e que gostava de partilhar.

É uma história que veio mesmo na altura da minha vida em que me deparei, pela primeira vez, com este tipo de comportamento. Fiquei chocada, fiquei triste, e não me conformo…

Fico mesmo com “uma lágrima no canto do olho” por perceber que há gente assim má, bem perto de mim.

"Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo. Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia.
Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer 2 perguntas?

- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer,
podes perguntar.

- Fiz-te alguma coisa?

- Não.

- Então porque é que me queres comer?

- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!"


terça-feira, 28 de abril de 2009

I've been loving you





"I've been loving you
Too long to stop now
There were time
And you want to be free
My love
Is growing stronger
As you become
A haven to me
Oh
I've been loving you
A little too long
I dont wanna stop now
Oh
With you my life
Has been so wonderful
I can't stop now

There were times
And your love
Is growing cold
My love
Is growing stronger
As our affair grows old
I've been loving you
A little too long, long
I don't want to stop now
Oh, oh, oh
I've been loving you
A little bit too long
I don't wanna stop now
No, no, no

Don't make me stop now
No baby
I'm down on my knees
Please
Don't make me stop now
I love you, I love you
I love you
With all of my heart
And I can't stop now
Don't make me stop now

Please, please
Don't make me
Stop now
Good God of mine
I love you
I love you
I love you
I love you
I love you
I love you
I love you
In so many
Different ways
I love you
In so many
Different ways"

(Irma Thomas)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ver


"O pior cego é aquele que não quer ver"

Provérbio popular português


Já não ouvia isto à anos!!!

Eu gosto de provérbios. Gosto da sabedoria popular. Têm sempre qualquer coisa que nos diz “não és só tu”.

É um bocado disso que eu sou, é um bocado disso que eu sinto. E é um bocado isso que gosto de fazer reflectir.

Uma das coisas que melhor me soube quando comecei a ler blogues e a entrar na internet, foi ver e perceber que havia tantas pessoas que pensavam, sentiam e viviam as mesmas coisas que eu.

Por momentos sentimo-nos acompanhados e isso é tão importante.



domingo, 19 de abril de 2009

Expectativas


Não há pior do que não saber o nosso lugar. A insegurança é brutal e as reacções são inesperadas.

Eu sei, é tudo uma questão de expectativas! E de gestão das mesmas. A vida roda toda em função delas.

Eu, felizmente ou infelizmente, espero bastante da vida. Mas por isso é que depois ela me prega algumas partidas que me deixam mais para lá do que para cá. Fico sem chão.

Às vezes é tão mais fácil culpar os outros!

Culpando os outros ou culpando-nos, a dor é muito igual e muito solitária.

É sempre nestas alturas que nos sentimos sós. Bem, a dor é sempre solitária! Sempre ouvi dizer, que com o mal dos outros podemos nós bem. E é assim mesmo.

Mas é bom perceber que os nossos sentimentos são nossos e de mais ninguém, se os sentimos a nós os devemos e, por isso, só nós os conseguimos desbloquear.

Muitas vezes com algumas consequências para os outros. Faz parte, afinal todos somos humanos e todos erramos.

No entretanto, passamos um mau bocado. Ficar de pé e olhar em frente fica difícil, ficamos pequeninos, tolhidos e enfraquecidos. Afinal quem somos, onde estamos e para onde vamos?

Claro que mais tarde ou mais cedo, acaba por passar, até porque não temos outro remédio se não aceitar e andar mesmo para a frente, independentemente de saber quem somos e para onde vamos.

Sabemos mesmo é que no sítio onde estávamos já não estamos.

You Give Me Something





"You only stay with me in the morning
You only hold me when I sleep,
I was meant to tread the water
Now I've gotten into deep
For every piece of me that wants you
Another piece backs away.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.

You already waited up for hours
Just to spend a little time alone with me,
And I can say I've never bought you flowers
I can't work out what they mean,
I never thought that I'd love someone,
That was someone else's dream.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause someday I might call you from my heart,
But it might be a second too late,
And the words I could never say
Gonna come out anyway.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.
Know my heart, know my heart, know my heart"

(James Morrison)


Piquenique







Num dos dias que estive em Serpa fizemos um piquenique junto ao Rio Guadiana.


Fomos por uma estrada de terra até lá chegar. Parei milhentas vezes para tirar fotografias. Tudo me parecia bonito.

Hoje em dia percebo o meu amigo Monet. Quando vi a sua obra, à quase 40 anos atrás e me apaixonei por ela, não percebi porque é que o homem pintava 20 mil vezes a mesma coisa, de manhã, à tarde, à noite, na primavera, no verão, com sombras, sem sobras, em dias de chuva, em dias de sol, com tinta, sem tinta, enfim uma panóplia de situações diferentes de luz e de cor. Pensei que cada um era como cada qual e que o artista tinha mas era pancada. Gostava de experimentar as cores, estava visto!


As coisas que pintava até eram bonitas, lindas mesmo, mas vá-se lá perceber as suas sensibilidades.

Hoje em dia, quem tem panca sou eu. Por mais vezes que passe num sítio que eu ache bonito, sinto-o sempre diferente. A incidência da luz, a envolvente e até o meu estado de espírito, dão-lhe cores distintas, tornando-o ainda mais bonito a cada passagem.

Por isso, cheguei à conclusão de que mais valia ter ido a pé até ao rio do que ter ido no carro e sempre a gritar: - Espera. Pára! Pára, que era mais atrás. Oh! Era só um bocadinho mais à frente. Aqui! Aqui, lindooo. Que bonito! É só mais só mais uma, agora dali, agora daqui…
Este percurso demorou eternidades e eu contribuí para a tresloucação de toda a minha família, que já ia cheia de fome (com um feitiozinho de susto).

Depois de chegar, vi-os a atacarem a lancheira. Nem tempo de nos instalar convenientemente, tivemos. Foi aqui que tive saudades dos piqueniques da minha Avó. Quando chegávamos, já tínhamos tudo prontinho. Uma toalha ao comprido no chão, num sitio escolhido a dedo, e com todas as iguarias espalhadas com método. Era chegar e atacar. Aqui não. Foi a proporia da selvajaria

Todos ao molho e fé em Deus.

- Passa-me o pão, não o PÃOOOO, e a salsicha. Ei, ouviste, podes-me passar também uma SALSICHA. Já agora põe aqui a mostarda. Aiiiii!! Não, eu não gosto de maionese, pronto já entornaste o frasco. Xiii! Esta tudo molhado, onde estão os guardanapos. Batatas fritas? Boa, mas eu pedi o queijo. Quem roubou o meu copo. Brrr! Não era este, este é cerveja o meu tinha sumo. Eh lá! Cheira a Ovo! Pufff. Ovo, trouxeram ovos?? Eu quero ummmm, e o sal? Veio?
No meio da confusão vejo o cão saltar, todo contente, com uma salsicha na boca e a minha filha mais pequena aos gritos atrás dele: Estúpido! Isso é meu. Dá cá, já não te bastava ter roubado o pão, agora também as salsichas. Dá-me é minha... E, esta foi a gota de água.

Dei meia volta e deixei-os naquela barafunda. Fui passear para a beira do rio, ninguém iria dar por mim. Afinal a culpa daquilo tudo era mesmo minha.

Depois de meia hora, dignei-me a voltar. Já estava tudo bastante mais calmo e até deram pela minha falta. Mas tiveram o bom senso de não me procurar. Alguém disse, que me podia ter dado alguma aflição, contou-me a mais pequenina, com grandes gestos e muito concentrada no que dizia

Comi a minha salada que sobreviveu ao ataque e deitei-me no chão a apanhar um bocadinho de sol. Para a próxima será mais organizadinho.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

I dreamed a dream


Há esta versão, linda de morrer e que nos faz arrepiar!



"And their words inviting.
There was a time when love was blind
And the world was a song
And the song was exciting.
There was a time ... then it all went wrong

I dreamed a dream in time gone by
When hopes were high and life worth living,
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving.

Then I was young and unafraid,
When dreams were made and used and wasted.
There was no ransom to be paid,
No song unsung, no wine untasted.

But the tigers come at night,
With their voices soft as thunder,
As they tear your hope apart
As they turn your dreams to shame

He slept a summer by my side.
He filled my days with endless wonder,
He took my childhood in his stride,
But he was gone when autumn came.

And still I dreamed he'll come to me
And we would live the years together,
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather.

I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream
I dreamed."
(Les Miserables)

E há esta versão que para além de nos fazer arrepiar nos faz chorar.

http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY

Não sei se é pela voz se é pela simplicidade com que se apresenta, se pela surpresa que nos provoca ou ainda se é pela alma com que canta ou mesmo pelo sonho que se realiza.

Dei-me conta também, que nunca vi este musical. Mesmo tendo estado um ano em Londres.

Que miséria!!