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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Haja quem olhe por nós



Não há sensação melhor do que perceber que, por dois segundos que sejam, há pessoas que pensam em nós no seu dia muito atribulado.
É um conforto interior que não tem tamanho.
Faz-nos crescer enquanto pessoas e ter vontade de ser melhores.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

“Quem não se sente não é filho de boa gente”



Por muito que saiba que não devo, que não posso e que não quero que isso aconteça, aconteceu. 
Ressenti-me, senti-me ou sei lá como é que se chama a isto que sinto. 
Um misto de tristeza, ansiedade, raiva, desconfiança, medo, insegurança. 
Um verdadeiro cocktail sentimental.

Os escudos nem sempre são bem-sucedidos, nem sempre funcionam, em certas alturas do ano as defesas estão reduzidas, os sonhos falam mais alto, ficamos bem mais vulneráveis e pimba…  Em suma as barreiras não foram suficientemente resistentes. Assunto a rever minuciosamente e com muita calma no ano novo que se aproxima.

Mas o pior mesmo é o que sentimos, não temos como reclamar, por onde estrebuchar, com quem conversar  e muito menos com quem descarregar porque são efectivamente só, e tão só, da nossa responsabilidade.  
São sentimentos solitários, que custam a digerir.
De um momento para o outro encontramo-nos num deserto imenso, perdidos em pensamentos a tentar desamarrar as cordas com que nos enrolámos.
A única atenuante é saber que acontece com qualquer um e que, aquela máxima “Quem não se sente não é filho de boa gente” é capaz de ser mesmo verdade e isso faz-nos sentir um bocadinho melhor. 
Pelo menos somos “boa gente”.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Antoine de Saint-Exupéry


E porque é Natal e porque acredito mesmo que é assim:

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”
(Antoine de Saint-Exupéry)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eu gosto do Natal


Eu gosto do Natal.

Gosto do frio, dos cheiros, do ambiente alegre, das musicas, da lamechice, da família, dos amigos, de estar, de conversar, de poder rir até não poder mais, de férias, de ver filmes no quentinho da lareira, de ler um bom livro, de estar à vontade sem cerimónias e sem me importar se me estou a portar bem ou mal. Gosto e pronto.

Mas cada vez gosto menos da falta que algumas pessoas fazem nestas datas, porque quer se queira quer se não queira é nestas alturas que nos lembramos de quem mais gostamos e nos damos conta que passou mais um ano sem a sua presença ou sem se estar o tanto que precisaríamos.

Para além disso começamos a ter a consciência de que os dias não têm as horas que precisamos, de que não conseguimos chegar a tudo o que queremos e que não temos mãos a medir para tantos projectos. Começa a surgir um sentimento de impotência muito grande, às vezes até tristeza.

Época mais nostálgica, esta!

Tal como me preparo com tempo para combater o inverno tenho de me começar a preparar para combater este mês de Dezembro. É preciso fortalecer a alma para nos entregarmos ao que conseguimos fazer e preparar o espírito para aceitar tudo aquilo a que não conseguimos chegar.

Em modo de preparação…

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal IX - Amar



E como não há Natal sem amor, resolvi hoje falar sobre o que me faz mover na vida.

O amor.

Palavra, que me diz pouco, ou eu não pertencesse aquela geração que a Ana Vidal tão bem descreveu no seu post “dizer o Amor",mas sem o qual a vida não faria qualquer sentido.

Não sou poeta, não sou escritora, não sou cantora, não sou pintora, não tenho qualquer arte através da qual me possa exprimir, mas tenho uma enorme necessidade de o apregoar. Como? Ainda não descobri!

Dizer “Eu gosto de ti” é dar um pouco de mim a cada pessoa que gosto. Sabe-me bem afirma-lo. Sabe-me bem ouvi-lo. Quando ouvimos ou quando dizemos, selamos um compromisso de amizade que não é para todos. É selecto, é especial, enche. Só por si já é muito. Mas de facto não é “Amo-te”.

“Amo-te” é mais, é muito mais. “Amo-te” é quase indizível, faz-nos tremer, faz-nos rir, faz-nos chorar, faz-nos estar alerta, faz-nos sentir, faz-nos construir, faz-nos sonhar, faz-nos …viver.
“Amo-te”, dizer só não chega, preciso de o dar, preciso de o receber.

Fico fragilizada quando não o sinto, desprotejo-me quando o dou, desfaço-me, derreto-me quando o recebo. Mas ainda assim é dele e para ele que vivo.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal VII


E porque existem pessoas que nos acompanham na sombra, nos guiam e nos iluminam o caminho com as suas palavras de conforto e a sua presença sempre discreta, respeitadora e amiga. E porque, em grande parte, são estas pessoas que nos fazem ter um Natal melhor. Aqui vai um grande beijo com um desejo – muitos e bons anos sempre com a vossa companhia.

(M.Júlia, está incluída neste meu pequeno agradecimento, a sua presença tem sido uma fantástica companhia. E aqui incluo também Ana V., Júlia ML, Fugi, Torquato, Mad, Mike, Huck, RAA, Rogerio C, e claro Eu antes de Mim, Pedro Rapoula, Lourenço, Papiêr e Tia Teresa. A todos, mesmo todos, os que de alguma forma me acompanharam e acompanham nesta aventura.







“And so this is Christmas, see what you have done for me!”
Another year over and a new one just begun.

And so this is Christmas, i hope you have fun,
The near and the dear one, the old and the young.

A very merry Christmas and a happy new year,
Let's hope it's a good one without any fear.

And so this is Christmas for weak and for strong,
For the rich and the poor ones, the road is so long.

And so happy Christmas for black and for whites,
For the yellow and red ones, let's stop all the fight.


A very merry Christmas and a happy new year,
Let's hope it's a good one without any fear.
And so this is Christmas and what have we done?
Another year over, a new one just begun.

And so this is Christmas, we hope you have fun,
The near and the dear one, the old and the young.

A very merry Christmas and a happy new year,
Let's hope it's a good one without any fear.

War is over
If you want it,
War is over now.

Happy Christmas!
Happy Christmas!
Happy Christmas!
Happy Christmas!
Happy Christmas!



segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Natal V


E porque é Natal e,
Porque o Natal é o nascimento de Jesus e,
Porque Jesus teve um pai e uma mãe como todos nós, que zelaram pela sua existência enquanto puderam e,
Porque não há uma sem duas e ainda,
Porque sim.

Aqui vai, para todos os pais que lerem este post, a minha versão favorita, da minha música preferida de Natal, cantada por Pavarotti.

"Avé Maria"



domingo, 21 de dezembro de 2008

Natal IV


O Natal

Estamos no Natal não é verdade!

E por isso mesmo, supostamente imbuídas desse espírito Natalício que por aí tanto falam.

Eu sinto-o, menos do que quando era mais nova e de uma nova forma.

Ainda assim tenho boas recordações e todos os anos junto mais uns pós. Todos os anos sinto falta dos que já não estão, mas não mais falta do que noutro momento qualquer do ano. Todos os anos tento passar alguns momentos mágicos aos que estão ao meu lado, tal e qual me passaram no passado.

Uns dos momentos mágicos eram sem dúvida o lado musical.

As músicas de Natal enchem-me.

"Ave Maria"


Esta é uma das minhas musicas preferidas de Natal.

Em qualquer versão.

Dedico-a aqui neste post, a todas mães que o lerem.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Natal III


Quando eu era pequena a minha avó costumava contar-me muitas histórias.

No Natal, as histórias multiplicavam-se.

Aquelas que envolviam crianças e pessoas sem ninguém, foram as que mais me marcaram.

Eram histórias tristes e muito bonitas, cheias de cor e frio.

Acabavam bem, como qualquer historia que se preze. Menos uma!!!!

E, todos os Natais, com poucas excepções, eu lembro-me dessa história: “A menina dos fósforos”.

A menina dos fósforos

"Estava tanto frio! A neve não parava de cair e a noite aproximava-se. Aquela era a última noite de Dezembro, véspera do dia de Ano Novo. Perdida no frio, uma menina seguia pela rua, com a cabeça descoberta e os pés descalços.

A menina levava no avental uma quantidade de fósforos, e estendia um maço deles dizendo:

— Quem quer fósforos bons e baratos? — Mas ninguém comprara os fósforos.

Sentia fome e frio, e estava com a cara pálida e as faces encovadas. Os flocos de neve caíam-lhe sobre os cabelos compridos e loiros. Através das janelas, as luzes vivas e o cheiro da carne assada chegavam à rua, porque era véspera de Ano Novo.

Sentou-se no chão e encolheu-se num canto. Sentia cada vez mais frio mas não tinha coragem de voltar para casa. Então lembrou-se de acender um fósforo para se aquecer.

Pegou num fósforo e acendeu! Mas, que luz era aquela? A menina julgou que estava sentada em frente de um fogão de sala cheio de ferros rendilhados, com um guarda-fogo reluzente. A menina estendia já os pés para se aquecer, quando a chama se apagou e o fogão desapareceu. E viu que estava sentada sobre a neve, com a ponta do fósforo queimado na mão.

Acendeu outro fósforo e o lugar em que a luz batia na parede tornou-se transparente. A rapariguinha viu assim o interior de uma sala de jantar onde a mesa estava coberta por uma toalha branca, e mesmo no meio havia um ganso assado, com recheio de ameixas e puré de batata, espalhando um cheiro apetitoso. Mas, o fósforo apagou-se, e a pobre menina só viu na sua frente a parede negra e fria.

E acendeu um terceiro fósforo. Imediatamente se encontrou ajoelhada debaixo de uma enorme árvore de Natal. Milhares de velinhas ardiam nos ramos verdes. A menina levantou ambas as mãos para a árvore, mas o fósforo apagou-se, e todas as velas de Natal começaram a subir, e ela percebeu então que eram apenas as estrelas a brilhar no céu.

Uma estrela maior do que as outras desceu em direcção à terra, deixando atrás de si um comprido rasto de luz. «Foi alguém que morreu», pensou para consigo a menina; porque a sua boa avó, que já não era viva, dizia-lhe muita vezes: «Quando vires uma estrela cadente, é uma alma que vai a caminho do céu.»

Acendeu mais outro fósforo e uma grande luz apareceu, e no meio dessa luz estava a sua avó, de pé, com uma expressão muito suave, cheia de felicidade!
— Avó! — gritou a menina — leva-me contigo! Quando este fósforo se apagar, eu sei que já não estarás aqui. Vais desaparecer como o fogão de sala, como o ganso assado, e como a árvore de Natal, tão linda.

Riscou imediatamente todos os fósforos porque queria muito que a avó continuasse junto dela. Foi então que a Avó a tomou nos braços e, soltando os pés da terra, voaram as duas tão alto que já não podiam sentir frio, nem fome, nem desgostos, porque tinham chegado ao reino de Deus."

(Hans Christian Andersen)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Natal II


No outro dia, uma amiga perguntou-me se eu punha o Menino Jesus no presépio antes do dia 25 de Dezembro.

Vai que respondi que em casa da minha Avó era assim que se fazia. Já eu não tinha muitas hipóteses porque o meu presépio era dos modernos, daqueles que o Menino Jesus e as suas palhinhas eram a mesma peça.

Assim um bocado a medo perguntou então como é que eu fazia com as palhinhas.

Devo ter ficado a olhar para ela com ar de marciano extraterrestre.

Então, rapidamente começou a contar a sua história.

Quando faziam o presépio todos em família e depois das rezas e cânticos habituais, comprometiam-se a fazer uma caminha fofinha para o Menino Jesus. A sua Mãe, contava que cada boa acção ou sacrifício se transformava numa palhinha e todos os finais do dia, até ao dia de Natal, e antes do jantar rezavam e entregavam as palhinhas do dia para a cama do Menino Jesus.

Tinham assim um momento de convívio e um momento de dádiva e reflexão.

Partilhavam as suas boas acções e histórias, riam-se juntos, choravam juntos, brincavam juntos e juntos se esforçavam por um mundo melhor e para que o Menino Jesus tivesse uma caminha digna, farfalhuda, fofinha e quentinha. Por pelo menos uns tempos, eram todos por um e um por todos.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Natal I


E porque hoje é dia de Lua cheia...É Natal...

É dia de Magia...




E mais Magia...



E mais Magia...



E mais Magia!!!




Natal


Raio de época mais bonita e mais nostálgica, mais sem tempo e tudo a correr. Chega a ser stressante ver a correria das pessoas e minha, é claro. Parece que o mundo vai acabar no dia de Natal.

Tive esta sensação na época que me casei e agora dou conta que todos os anos por esta altura tenho o mesmo problema para resolver. Sim para resolver, de tanto correr, não se tem tempo para o que é importante. As pessoas!!!