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terça-feira, 21 de maio de 2013

“Canção Para Uma Valsa Lenta"

Mais um poema roubado!

"Minha vida não foi um romance…
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amar, não digas, que morro
De surpresa… de encanto… de medo…
Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.
Minha vida não foi um romance…
Pobre vida… passou sem enredo…
Glória a ti que me enches de vida
De surpresa, de encanto, de medo!
Minha vida não foi um romance…
Ai de mim… Já se ia acabar!"

(MÁRIO QUINTANA)

POEMAS

POEMAS

"Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti..."


(Mário Quintana em Esconderijos do Tempo)

terça-feira, 22 de maio de 2012

Caderninho


"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!"

(Florbela Espanca) 

Há pessoas e coisas que são dignas de serem guardadas no nosso coração para o resto das nossas vidas. Aquelas que um dia nos tocaram e nos fizeram sentir alguma coisa de bom. 
  

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Coisas Roubadas



"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens."

(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Coisas que gosto


Com Fúria e Raiva  

"Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada

De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água
E tudo emergiu porque ele disse

Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra"

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um Vazio


"O amigo é a resposta aos teus desejos. Mas não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas. Porque ele deve preencher a tua necessidade, mas não o teu vazio."

(Khalil Gibran)

sábado, 3 de abril de 2010

Há dias e dias


Há dias e dias.

Eu, que até gosto de frases bonitas, poemas e textos sonhadores, livros românticos …

Hoje não estou para ai virada.

Parece que as palavras não entram, não chegam ao coração. Inclusivamente há umas que nem chego a entender!

São dias em que estou a mil e o que me entra é mais de índole prática.

Este estado deve-se provavelmente ao dia de ontem, em que as recordações despertaram em mim um milhão de sentimentos e recordações extraordinárias. Essencialmente boas mas que se tornaram um tanto ou quanto amargas. A saudade, a nostalgia, a ausência, causam os seus efeitos…

Este fim-de-semana deu-me para as arrumações de papel, o que dá em muito mais, claro...

Isto implica tudo o que é correspondência – cartas, escolas, presentes dos dias da mãe, do dia da mulher, do dia …., dos meus anos, Natal, cartas pessoais, contas, recibos - recortes de jornais e revistas, bilhetes, fotografias, cartões e outras coisas que tais.

Dei com coisas lindas e que já não me lembrava que tinha guardado. As coisas que eu guardo…

Dei com fotografias que nem sabia que tinha, dei com coisas de uma vida inteira de momentos fantásticos.

Fez-me lembrar uma exposição que vi, se não me engano em Serralves, que constava de uma instalação de objectos pessoais que se vão guardando ao longo da vida e que se amontoam, sem nexo e sem cronologia específica, dentro das mesas-de-cabeceira e das várias caixas e caixinhas, gavetas e gavetinhas, armários e armarinhos de uma casa bem vivida e cheia de gente.

Assim estou eu. Queria mesmo fazer uma exposição das minhas coisas guardadas. Cada uma tem uma história, cada uma um momento, cada uma, à sua maneira deu cor à minha vida. Mesmo os botões, que parece que nascem do nada. Até eles têm uma origem, um lugar e uma historia. E são muitos...

Mas como não me iriam deixar fazer esta exposição cá em casa, sob pena de ser despedida de mãe e mulher e posta na rua! Decidi que vou ter de publicar algumas das coisas que guardei e assim fica o legado. Com ou sem palavras…

E hoje como estou nos dias mais práticos e menos sonhadores, aqui vai um dos “10 mandamentos” de Maria Duarte Bello. Guardei-os praticamente todos, porque cada um à sua maneira relembra-nos a forma como devemos pensar e fazer em varias situações.

Hoje é mais estes:


Os 10 Mandamentos Da auto-motivação

1 – Começar bem o dia.
A melhor maneira de começar bem o dia é planeá-lo de véspera. Fazer uma lista do mais importante, reunindo dados e informações de que necessitará para entrar em acção. Sensação de controlo, organização e alívio são o estímulo indispensável para começar sem angústias.

2- Pensar nas Realizações e sucessos.
Percorrer mentalmente os progressos alcançados, reavaliando as tarefas, etapas, estratégias e objectivos anteriores.

3 – Encontrar a profissão de Sonho.
A Profissão certa transforma percalços em pormenores. Quaisquer que sejam as dificuldades, acolher com agrado projectos e tarefas que sabe essenciais para progredir e que de outro modo seriam odiosas.

4 – Rotinas quanto baste.
Possibilitam o normal funcionamento da vida mas podem asfixiar e matar qualquer empenho. Experiências místicas ou não quotidianas proporcionam poderes revigorantes.

5 – Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és.
As pessoas influenciam os níveis de motivação e contribuem para a formação do carácter. Afastar-se dos desesperados, falsas vítimas, gabarolas e enjoados.

6 – Mudar os planos.
Objectivos funcionam como fonte de energia, mas se forem impossíveis ou demasiado fáceis transformam-se em obstáculos. Se os objectivos se revelarem pouco atractivos ou mesmo inúteis, considere a possibilidade de os alterar. Nada é eterno.

7 – O poder da mente.
Dirija palavras de encorajamento, actuando como se fosse o seu treinador. Usar palavras mágicas que possam levar a prosseguir, como as conversas que os treinadores têm com os atletas antes de uma competição.

8 – Aproveitar a pressão.
Estabelecer o termo do prazo para os projectos de maneira a coincidir com o inicio de outros. Tenta-se evitar qualquer tipo de pressão mas é possível, caso queira reverter os efeitos a seu favor.

9 – Praticar o Feedback.
Avaliar-se frequentemente para encontrar a habilidade de criar e suster a motivação. Inclui alterar o comportamento, melhorar o desempenho, lidar com avaliações e aperfeiçoar o estilo.

10 – Acreditar que pode.
Não aderir à lei do menor esforço, contentando-se com o que vier. Investir o máximo de esforço, mesmo privando-se temporariamente de coisas que dão prazer, a fim de obter o que deseja.

(Maria Duarte Bello – Coaching e Gestão de Imagem – maria.duarte.bello@sapo.pt)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Lição


Não devemos servir de exemplo a ninguém. Mas podemos servir de lição.

(Mário de Andrade)



Acho que não me iria sair nada mais acertado.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sempre que te sentires só


Às vezes gostava de saber escrever, para poder escrever tudo o que me coubesse na alma, tudo o que me viesse à cabeça, tudo o que o meu coração sentisse.

Mas tenho medo. As minhas palavras são mentirosas. Até a mim me enganam.

Consigo tão bem ver nas palavras dos outros tantas coisas que eu sinto, que acabo sempre por perceber que cada um tem a sua missão cá neste mundo. E a minha não é escrever. Um dia, talvez eu possa compensar a humanidade por tudo o que me dá e por tudo o que eu roubo dela.

Enquanto isso, resta-me roubar e partilhar a quem ainda não conhece, ou a quem precise de ouvir, tantas coisas bonitas que me passam pelas mãos.



"Olha pra mim
Deixa voar os sonhos
Deixa acalmar a tormenta
Senta-te um pouco aí

Olha pra mim
Fica no meu abrigo
Dorme no meu abraço
E conta comigo
Que eu estarei aqui

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei
sempre que te sentires só

Olha pra mim
Hoje não há batalhas
Hoje não há tristeza
deixa sair o sol

Olha pra mim
fica no meu abrigo
perde-te nos teus sonhos
e conta comigo

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só

eu estarei sempre
que te sentires só"

(Mafalda Veiga)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Futuro


"Deixa-me ouvir o coração que bate
ao ritmo da ternura.

Sei que transportas as marés
dos oceanos que nos precederam:
a ansiedade, a dúvida, essa forma
genuína de entender a vida.

Mas igualmente a esperança no futuro,
o mistério que está além dos muros"

(2005-Posted by Torquato da Luz )


segunda-feira, 5 de maio de 2008

Caderninho roubado


Parece que estou outra vez em maré de gamanço.

Este post, roubadíssimo no Abencerragem, deteve a minha especial atenção.

Fez-me lembrar automaticamente dois amigos, a quem, como é obvio, enviei o link.

Caderninho
O poeta representa a imaginação por meio de imagens da vida e das situações e personagens humanos, põe-nas em movimento e deixa a cargo do leitor a tarefa de permitir que essas imagens ocupem os seus pensamentos, na medida em que os seus poderes mentais lho permitem. Por isso é capaz de dotar os homens das mais diversas capacidades, quer se trate de tolos, quer de sábios. O filósofo, por outro lado, representa não a vida em si mesma mas os pensamentos acabados que dela abstraiu e exige ao leitor que pense precisamente como ele e precisamente tanto como ele. Por isso o seu público é tão pequeno. O poeta poderá, desta forma, ser comparado a alguém que oferece flores; o filósofo com alguém que oferece a essência delas.
Arthur Schopenhauer
«Aforismos», de Parerga e Paralipomena (tradução de Alexandra Tavares)

posted by RAA

A um, porque uma vez me disse que escrevia o que via dentro da sua cabeça (mais ou menos assim, mas com muito mais sal) e que deixava ao nosso critério o que poderíamos entender. E este post fez o quadro exacto do que ficou daquelas palavras na minha cabeça.

A outro, porque a descrição de poeta me fez lembrar a sensibilidade das suas palavras e a capacidade de entendimento das minhas meias palavras e ainda, porque no outro dia as suas palavras caíram que nem flores nas minhas mãos.