Mostrar mensagens com a etiqueta Medo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Medo. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Coisas da Vida
Hoje passou mais um marco na minha existência sem ter sido programado, nem pensado. Mais um assunto finalmente falado, arrumado na minha cabeça e guardado no meu coração com a serenidade merecida, já que certezas não existem. Falaria eternamente e continuava a falar, porque sobre alguns assuntos não existe morte, ainda ficou tanto por dizer! Mas o que foi falado já sossegou muito do meu espírito. Não deixa de ser triste, não deixa de ser expectante. Fechar assuntos significa fechar etapas e fechar etapas significa começar outras. Ora tanto acabar, como começar qualquer coisa que seja, para mim, é uma complicação. É problemático fechar porque sou casmurra, é crítico começar porque acreditar é extremamente difícil, o medo fede, mas há sempre aquela curiosidadezinha que nos empurra para a frente.Venha ela!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Dia de "Palhaço Pobre"
Um dia vi um filme em que o protagonista era um Palhaço Pobre e o seu trabalho era fazer rir as pessoas em especial as crianças.
Um trabalho exigente, muito exigente mesmo. As crianças são geralmente perspicazes e qualquer sombra no olhar pode comprometer a representação. Por isso fizesse chuva ou fizesse sol, houvesse ou não houvesse problemas, estivesse ou não triste, o trabalho tinha de ser feito e bem feito e o palhaço pobre tinha de estar em forma e de sorriso na cara sem sombras no olhar para conseguir que as crianças se rissem. Com a agravante de que quanto mais fazia rir, mais se sentia sozinho, desprotegido e triste.
A história foi-se complicando ao longo do filme e dei por mim, verdadeiramente encolhida de dor.
O sofrimento das pessoas sempre me fez muita impressão, então o sofrimento calado… Talvez porque é um sentimento que eu não consigo suportar e com o qual não sei lidar.
A partir desta data todos os dias em que me sinto desconsolada e sem coragem para partilhar, em que me sinto sozinha e sem ânimo para reagir, em que me sinto triste e sei que não devo demonstrar, são dias a que chamo de “Palhaço Pobre”.
Eles existem, com mais frequência do que se possa pensar e são palco de grande sofrimento. Neles vivem-se momentos de muita solidão, tristeza, insegurança e inquietação.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Quereres
Hoje acordei a pensar no que são quereres e vontades e quais são uns e quais são outros, que diferenças existem entre uns e outros, de onde vêm, porque vêm, porque nos fazem sentir tantas coisas contraditórias, porque não se entendem, porque é que têm de ser diferentes?
Acordei irritada e quase a gritar “CALA A BOCA PENSAMENTO, OU ENFIO-TE UMA FACA!” Deixa-me pelo menos dormir descansada.
Já falei tanto sobre isto que já chateia. Não gosto de estar sempre a pensar nas mesmas coisas. O certo é que eles não me saem cá de dentro…
O Sonho dizia-me que existem “queres” contraditórios. O que queremos de coração e o que queremos de razão. Ambos são quereres. Os que nos dizem sê razoável não vás atrás e os que nos impelem para a “desgraça” e dizem luta pelo que queres.
Só que uns são inimigos dos outros. Uns dizem sai, outros dizem fica. Uns arranjam desculpas para sair, outros álibis para ficar. Fica deveras complicado decidir qual dos dois podemos seguir, já que um não é compatível com outro. Às vezes ficamos tempo demais a acreditar no que não é! E, a ajudar temos sempre os indicadores externos.
O facto é que já vi muita coisa e sei o que não QUERO ver em mim, mas também sei que não QUERO ser orgulhosa a ponto de perder aquilo que poderia ter, como já aconteceu tantas vezes.
Verdade verdadinha é que sei, de antemão, que o primeiro sai sempre a ganhar porque uma das coisas que não QUERO ver nem ser é “pedinte”. Não QUERO ser, nem vislumbrar qualquer coisa que se possa parecer com isso. Não QUERO nem sequer essa coisa perto de mim, nem ligado a mim, seja de que forma for, seja no que for ou de quem for. Só a ideia me repudia, mete-me nojo, arrepia-me. Não suporto a ideia de “pena”. É de todos os sentimentos aquele que mais me aterroriza. É perca total de dignidade. Este é um querer meu muito, muito, muito forte. De tal maneira forte que às vezes é doentio. Na dúvida retiro-me e fecho-me.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Coisas que ficam por fazer
São tantas, que chego a ficar incomodada.
Hoje foi um desses dias.
Vieram mil coisas à cabeça, mil palavras, mil lembranças, mil coisas para partilhar.
E uma coisa é ir adiando e acabar por cair no esquecimento e outra é perceber que não é oportuno ou não é hora ou não vem a propósito ou tão-somente por não querer cair no ridículo do parecer ser!
Estas últimas são as que me custam mais, ficam por aqui a bailar e a massacrar. Será que devo, será que não devo… Afinal eu também gostaria que me fizessem o mesmo, dar importância a quem a tem é digno, é bonito, é verdadeiro, mas é sempre tão incompreendido... que o nosso instinto de preservação e de saúde mental, acaba por renegar e pôr de lado qualquer ideia.
Assim, por um lado se se fica calado e quieto fica-se com um sentimento mesquinho de que somos cobardes, medricas, de que nos falta alguma coisa e sei lá mais o quê, por outro se dizemos ou fazemos, ficamos com a sensação de que não o deveríamos ter feito porque as reacções geralmente não superam as expectativas, ficam tão aquém que nos fazem sentir amargamente arrependidas, ridículas, pequenas, constrangidas.
E sim, muitas vezes é só medo!Às vezes dou por mim a pensar no montão de coisas que ficaram por dizer e por fazer em cada um dos meus dias.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Aquela Carta
Comecei a escrever uma carta para te enviar e de repente, quando a releio, dou conta que ela pode ter mil e um sentidos.
Escrevo outra vez, mas agora de outra forma.
Releio e mais uma vez tudo pode ter outro sentido. Refaço vezes sem conta mas o que eu queria passar, coisa tão simples, continua a poder ser interpretado de milhentas maneiras.
Vi com tristeza que, se a leres poderás pensar em tudo menos no que simplesmente te queria dizer!
Mas, mais triste só o facto de não te ter enviado a carta!
O que eu não escrevi, mas escrevi e o que não tinha intenção de te dizer, mas parece que disse, o que eu queria ter contado, e não consegui… Ficou por aqui mesmo.
É nestas pequenas coisas que vejo o que vou perdendo.
Da minha parte, espontaneidade e todo o meu eu.
Da tua… Provavelmente nada, nem te deste conta que alguma perdeste aquilo que nem sabes que tiveste.
Bom? Mau? Nunca saberás, nem eu...
Mas sentirei sempre a falta de não te ter escrito aquilo que tanto te queria dizer.
Que teríamos ganho se eu a tivesse enviado? Provavelmente nada! Nunca saberás, nem eu ...
Mas, talvez eu não sentisse esta falta, tão grande, de não te ter contado o tanto que tinha para contar.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Medo
Não, não consegui perceber.
Não consegui perceber que precisava de um colo, que o medo que a tolhia nem com um abraço se escaparia. Eu também tinha medo.
Não, não consegui perceber.
Ter medo, não era uma opção. Ter medo era não acreditar. Ter medo era uma rendição.
Não, não consegui entender o porquê da rendição, da luta travada no seu interior. Como se conseguisse mudar a sentença que pairava sobre a sua cabeça.
A rendição foi tanta que nem forças sobraram para as últimas histórias, para os últimos beijos, para os últimos aconchegos, para os últimos…
O medo foi tanto que não sobrou tempo para um olhar de saudade, para um abraço de partida.
Subscrever:
Mensagens (Atom)