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segunda-feira, 15 de março de 2010
Lua Nova
Ah logo vi! Não há Lua.
Hoje é dia de Lua Nova.
É dia de me sentir sozinha, desamparada e desacompanhada.
A companhia da Lua é tanta quanto a intensidade da sua luz.
À medida que vai crescendo trás animo, alegria, sensação de companhia.
Mas quando começa a decrescer, um laivo de tristeza paira no ar.
Até que …. Desaparece. Noite negra.
Nada pior do que estar ou do que nos sentirmos sozinhas…
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Agora como há uns anos.
Não, não gosto de voltar atrás. Mas muitas vezes temos de ser fortes e humildes, pegar no fio partido e tentar fia-lo novamente.
Se é a melhor forma?
Não sei!
O fio não volta a ser o que era, afinal foi partido, algures vai ficar uma marca bem forte e evidente.
Ao reconstruir podemos sempre remendar alguns pontos do fio que não tenham ficado bem, é certo que outros pontos do fio ficarão diferentes, com mais ou menos lã, com mais ou menos perfeição. Mas quando chegarmos ao fim da reconstrução e se chegarmos, veremos se valeu a pena tanto trabalho, tanta lã, tanto fiar. Sem tentar, nunca saberemos se ele ficará forte outra vez.
Também é certo que há lã que ficou por fiar, que há bocados de fio fiados com tanto amor e com tanto empenho, tão perfeitos, tão bonitos e que tiveram de ser abandonados. Mas como em tudo há marcas que não nos deixam esquecer que um dia eles existiram.
O importante mesmo é que a lã não acabe, que a vontade de fiar se mantenha e que o fuso não deixe de fiar.
Não há fio, não há agasalhos e o frio instala-se.
sábado, 15 de novembro de 2008
Loucura
Hoje a minha viagem foi linda.
Saí às 21h30 de Lisboa, apanhei um bocadinho de trânsito na ponte e até ao famoso do Fogueteiro.
A partir daí a estrada foi toda minha. Mas quando eu digo que a estrada foi toda minha, foi mesmo toda minha. Nem um carro na minha frente a empatar. Nem uns faróis atrás de mim a encadear.
Música a bombear, lua cheia e os meus pensamentos a encher o carro. Já quase a chegar, começo a sentir o cheiro da minha Serpa, meio cheiro de flor de laranjeira, meio cheiro de lenha a arder.
O termómetro marca 5ºC, a lua está bem por cima a iluminar o meu caminho e num impulso louco, fechei as luzes (faróis) do carro... lindo, lindo, lindo…
A estrada apareceu muito direitinha com todos os riscos e linhas e muito bem iluminada bem na minha frente. Na berma, as árvores faziam sombra, tão bem delineadas que pareciam desenhadas, ou melhor recortadas e coladas sobre um fundo azul noite. No céu, viam-se as estrelas e até mesmo a via láctea. Lá estavam as Três-Marias, a Estrela Polar, a Ursa Maior…
Que passeio! Que estica. Quem diria que um dia eu tive medo de guiar.
Mais uns kilometros e saía um poema. Quase que arriscava!
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