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segunda-feira, 2 de março de 2009

Verdade ou Mentira


Ora bem, aqui vai a resposta a mais um desafio lançado pela Júlia ML :

6 verdades e 3 mentiras

Não é fácil ter discernimento para pensar depois de ver as verdades e mentiras da Júlia. É claro que fiquei influenciada e dei por mim a pensar no que é que eu queria ser quando fosse grande e assim me saíram aqueles sonhos tão escondidos:

Eu queria ter sido uma Nadia Comaneci, ter entrado nos Jogos Olímpicos e de ter ganho mais uma medalha no total de todas as medalhas que ela ganhou;

A seguir saiu-me de coração: adoro ópera;

Passei rápidamente para outra etapa da minha vida: Gostaria de ter tido tantos filhos quantos os dedos das minhas mãos, de viver numa quinta, não muito longe da civilização, mas longe o suficiente para não a ouvir, não a ver e não a sentir;

Agora mais a séria: Não gostaria nada de ser podre de rica e não saber quais são os meus amigos de verdade;

Não tenho nem um bocadinho de mau feitio de fome, alias quanto mais fome tenho, mais bem-disposta estou;

Posso ficar horas infinitas a olhar para o mar a ouvir música, desde que tenha companhia porque, e aqui é um dois em um, também não gosto de estar sozinha;

Gosto de cozinhar mas odeio as partes gagas de ter de arrumar tudo quanto desarrumo e sujo;

e por último fui candidata a Miss Portugal .

E mais uma vez desafio quem tiver paciência de ver este post até ao fim . . .

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Particularidades quem não as tem


Fui convidada pelo Privilégios dos Caminhos de Júlia ML e pelo Desconversas de Mike, a confessar seis particularidades minhas.

A ver se consegui perceber o que me pedem.

Particularidades são pormenores, detalhes, especialidades, singularidades ou melhor excentricidades, originalidades, extravagâncias, esquisitices.

Assim já estou mais dentro do assunto e já começo a vislumbrar algumas coisas, vejamos:

Não uso relógio de pulso a quase 6 anos, o tempo deixou de ser importante enquanto tempo a passar. É preciso viver e deixar viver e isso leva o tempo que tem de levar, quanto, pouco importa.

Não passo o Sal de mesa de mão para mão. Porquê, ainda nem eu percebi. Não passo e pronto.

Não gosto, mas não gosto mesmo de estar sozinha. A solidão envolve-me em sentimentos que não sei ultrapassar, que me abafam que me anulam. Não significa que não precise de me encontrar de vez em quando (geralmente estes meus encontros não correm nada bem).

Tenho uma fixação por mãos, gestos, expressão. Não é preciso que sejam bonitas mas precisam de me dizer alguma coisa. Sou capaz de não olhar mais para uma pessoa por causa delas. Até hoje ainda não aconteceu, mas nunca é tarde! Mãos não mentem. Dizem exactamente quem é quem. Alias o meu provérbio é “ Mostra-me as tuas mãos e dir-te-ei quem és para mim”.

O meu lençol de banho tem de ser branco. E grande. E de qualidade. E imaculadamente limpo.

Amigo é uma palavra mágica. Por eles, tudo. Sem eles, nada.

Puxa!!! Não sobrou muita coisa.

E passo este desafio a quem me ler .

Muito obrigada Júlia e Mike. Apesar de não vos conhecer as mãos, gosto muito da vossa maneira de ser. :)))

sábado, 25 de outubro de 2008

Os olhos vêm aquilo que queremos ver.


Quantas vezes me dei conta que os meus olhos só vêm aquilo que queremos ver, ou que estamos aptos para ver.

Tenho um quadro bem na minha frente e dele tiro o que sinto nesse dia.

Hoje é um cavalo, amanha uma vaca, mas já vi um burro e até um urso.

Umas vezes olho e vejo-o mais encarnado, noutras o preto sobressai.

Quantas vezes me dá luz e me ilumina o dia e quantas escurece o que me rodeia.

Nunca me apeteceu chamar muito este assunto, talvez me incomode. Não sei, não quero saber. Sei que traz ventos que não quero colher.

Muitas verdades. Muitas mentiras. Muitas coisas boas que posso ver como más, muitas coisas más que podem passar por boas. Depende tudo e só do dia, da hora, do minuto, da pessoa, do meio e de todas as variáveis que nos rodeiam.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Um Ano


Ena, ena.

Quase deixei passar esta data em branco.

Um ano de vida!... Livra! É muito.

Que espectáculo.

Nem nunca me passou pela cabeça que conseguiria manter um blog tanto tempo. Um desafio e tanto.

Não é uma referência na blogosfera, claro que não, nem nunca pretendeu sê-lo. Pretendeu sim, não perder as suas características iniciais e os objectivos pelos quais ele nasceu.

Por isso fiquei hoje deveras surpreendida. Um Ano!

Sinto cá dentro um orgulho enorme. Não pelas coisas que escrevi, mas porque escrevi, não pelas ideias que tive, mas pelos motivos. Encontrar-me foi um objectivo de quase todos os dias. E escrever, foi um desafio imenso, enorme, gigantesco!!!!!!!!!.

Um pouco egocêntrista? Talvez!.. Mas foi muito importante para quem já nem sabia quem era, ou se era.

Talvez ainda não tenha encontrado tudo o que queria ver e sentir, pelo menos ainda não com paz de espírito que gostaria. Mas já vou sabendo quem sou. Já sei estar sozinha em algumas ocasiões, já não sinto aquele medo de me defrontar e de enfrentar os outros.

Houve quem me ajudasse e desse forças, o que agradeço do fundo do coração.

O “Coisas da Vida””, não só nasceu como tem vida, tem a sua personalidade, revela o meu carácter. É o meu canto de eleição, o meu escape à terra, o meu espaço de leitura privilegiado, o meu encontro comigo. É também uma companhia, um encontro com outros mundos e outras realidades e também, de certa forma, um local de convívio. É muito mais do que um simples hobby.

O “Coisas da Vida” já me deu “coisas boas” o que já é muita ”coisa”.

Enfim, um feito para mim, feito por mim.





quinta-feira, 22 de maio de 2008

Pequenos Ódios, Pequenos Amores


Respondendo ao desafio de Júlia Moura Lopes do Privilégio dos Caminhos aqui ficam seis das pequenas grandes coisas que mais odeio nesta vida.

Com a grande ressalva de que estas não são as únicas. Todos os dias tenho mais algumas, umas novas, outras que me vou lembrando (requintes da minha malvadez):

Indiferença: odeio quando me fazem sentir invisível
Mentira: odeio ser enganada
Maldade: odeio sentir uma picada
Falta de humildade e humanidade
Desonestidade
Desamor

O sétimo para a transgressão das regras

Ódio: não gosto de sentir ódio, sinto-me pequenina e desorientada odeio que me façam sentir tal coisa.

Subscrevo ainda da Júlia:

Inveja
Má educação

E porque hoje eu quero gostar mais do que odiar, lanço, eu mesma à Júlia, o desafio da escolha de seis coisas que amamos por contrapartida a tanto ódio.

Sensibilidade: um amor sentido, um bom momento vivido,
Carinho: Um abraço precisado
Amor: Uma historia para contar
Humildade
Lealdade
Honestidade é o que chamo a mim no dia de hoje.

Para a transgressão das minhas próprias regras

Amizade: Uma boa companhia e uma boa conversa com um bom copo.

E assim cumpro com o desafio que me foi proposto e que de imediato aceitei.

Adoro um bom desafio, obrigada Júlia.

Só não tenho a quem passar, por isso e sem querer, quebro a corrente que me foi confiada.


sábado, 17 de maio de 2008

Desafio


Aqui
Amanhã quando te encontrar
Corro para os teus braços
E beijo-te sem pensar
Depois de olhos fechados
Digo-te o que sinto nas minhas mãos
E como sei que é contigo que quero estar
E a sorrir desapareço para junto das nuvens
Amanhã
Vou chamar por ti dentro de mim
E o relógio vai trazer-te à hora certa
E o sol vai estar lá a ver
Amanhã
Vou dizer-te que te amo sem falar
E vais saber que fui eu
Amanhã é hoje, vais ver.

(Eu Antes de Mim )

Quando me perguntaste porque tinha gostado dos teus últimos poemas eu fiquei a olhar para ti sem resposta. Não consegui responder à primeira.
Foi coisa que senti, não foi coisa em que pensei. Gostei. Tão só.

Olhaste para mim com curiosidade e alguma indignação no olhar e questionaste-te (me). Como? Porquê? Eles saíram-me sem que tivesse pensado ou esforçado, sendo assim, como é possível gostar de alguma coisa que não deu trabalho, que não foi minuciosamente trabalhada vista e revista.

A pergunta que atiraste para o ar, fez-me sentir burra. Fiquei tão sem resposta…

Não gosto quando me tiram do sentido de mim própria. Não gosto quando a minha emotividade me trai.

Aceitei o desafio. A minha cabeça ficou a trabalhar e hoje a olhar para o mar tive a resposta.

Tão simples.

Sabes porque os acho bonitos?

Porque estão escritos com o coração ou melhor, porque foram lidos com o coração e consegui ver neles a minha pulsação.

O coração é simples e pede coisas simples.

Tão simples como os sentimentos que nos assaltam todos os dias a qualquer hora. Tão simples como o que conseguimos ver quando olhamos para a frente. Tudo é simples quando não questionado (pobres de nós os humanos, que temos cabeça para pensar e para complicar o que é tão fácil, tão natural – Viver).

Assim o que senti, quando os li, está dentro de mim e não foi provavelmente o que sentiste quando os escreveste. Para mim, tão simplesmente gostei porque me fizeram lembrar as coisas simples que há na vida – Viver e Amar.

Não te vou perguntar se foi esta a tua razão, porque provavelmente não foi. A minha não é igual à tua, assim me ensinaste tu.

Quando as coisas são evidentes no coração a cabeça não pensa. Mas se formos obrigados a pensar até há respostas, é só preciso descobri-las na simplicidade da nossa existência.

Desafio cumprido.
Recompensa: Respirar e olhar o mar


segunda-feira, 12 de maio de 2008

Eu sou mesmo assim


Deve ser assim, porque é assim que as coisas têm de acontecer.

Ontem estive a navegar pela blogosfera e encontrei um post que é a minha cara.

Guardei-o, só para mim, na esperança de o poder aplicar assim que me fosse oportuno.

Cá está, não foi preciso guarda-lo por muito tempo. Aplica-se que nem uma luva. Eu sou mesmo assim:

"Procuramos por toda a parte o que está para lá das coisas, e o que encontramos são apenas coisas."


(Novalis) Fragmentos São Sementes (tradução de João Barrento)

Encontrei no Abencerragem e foi postado por RAA
.

Estas são as palavras com que respondo a um meme que me passou a Júlia Moura Lopes de O Privilégio dos Caminhos . São-nos pedidas seis palavras para uma “muito curta” biografia (há quem opte por um conceito) e podemos dar-lhes ênfase com uma imagem. Devemos colocar um link para quem nos desafiou e por nossa vez desafiar cinco blogues, avisando-os deste mesmo convite.


Gostaria de não quebrar este desafio, principalmente por ser o primeiro onde entro oficialmente convidada. Mas não tenho a quem o passar. Ainda!…

São muitos os blogs que vejo e poucos os que conheço pare lhes poder pedir. Sendo que os poucos que conheço já estão convidados ou já responderam ao desafio.

No entando os meus convites iriam sem dúvida e sem contar com os que acima referi para:

- RAA do Abencerragem (que me deu este pequeno presente sem saber)

- Torquato da Luz do OFÍCIO DIÁRIO (que tem poemas lindos, poemas que me enchem a alma)

- Sofia de O Meu Cais (Que tem muitos post com os quais me identifico. Sensibilidade própria do seu estado de Graça, estado este que preencheu os melhores meses de toda a minha vida, por três vezes)

- Huckleberry Friend do Codornizes (Porque gosto do seu blog)

- Mad do Juro que tenho mais que fazer… (pela curiosidade de ver a sua resposta, alegre e divertida)

quinta-feira, 13 de março de 2008

E se...


Com Tanto sentimento aos pulos e com tanta coisa para escrever, logo fui embater com um desfio daqueles que nos fazem perder alguns momentos bem passados na distracção de sonhos, sonhados. O que também é muito importante.

E como tal respondo ao desafio começado Aqui e lançado Aqui.

Se eu fosse um mês seria… Setembro, aquele mês onde tudo parece e pode acontecer
Se eu fosse um dia da semana seria… 5ª Feira, dia em que realmente se renasce para a vida.
Se eu fosse um número seria… um número par, números redondos. Tudo na minha vida é redondo.
Se eu fosse uma flor seria… Frésia, bonita e cheirosa e branca.
Se eu fosse uma direcção seria… A do vento
Se eu fosse um móvel seria… Uma escrivaninha bonita e cheia de segredos com um tinteiro antigo e uma pena à espera de um pensamento.
Se eu fosse um quadro seria... Um Monet, provavelmente um dos nenúfares.
Se eu fosse um líquido seria… Água, sempre água.
Se eu fosse um pecado, seria…Gula, e tantos outros.
Se eu fosse uma pedra seria… Uma pedra rolada, daquelas lisinhas e ovais, que apanhamos nas praias, para pintar.
Se eu fosse um metal seria… Prata, brilhante e reluzente em forma de medalhão, daqueles que se abre e têm as fotografias de um lado e do outro cheio de arrebiques. Até nem me importava muito se esse medalhão fosse ligeiramente possidónio.
Se eu fosse uma árvore seria… Uma laranjeira em flor
Se eu fosse uma fruta seria… Uma Romã. Doce fruto, símbolo de paixão e fertilidade…
Se eu fosse um clima, gostaria de ser … um fim do dia de Setembro, numa praia quase selvagem, com aquela maresia envolvente, de um mar que já não é chão e uma leve brisa a roçar no pescoço levantando com suavidade o cabelo. O cheiro a mar, a vento, a sol. E uma bebidinha assim leve, que nos tire os pés do chão e por último uma boa companhia.
Se eu fosse um instrumento musical seria… Um piano daqueles enormes, pretos, brilhantes que estavam nos bares dos hotéis, quando eu era pequenina, e que nos bloqueavam os movimentos com os seus acordes.
Se eu fosse um elemento seria… A água, água corrente, limpinha e fria.
Se eu fosse uma cor seria… O Preto… e branco
Se eu fosse um animal seria… Um cavalo – “Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?”
Se eu fosse um som seria… O da chuva?
“Batem leve, levemente,
Como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
E a chuva não bate assim. … “
(Augusto Gil)

Se eu fosse uma canção seria… Elton Jonh, sempre Elton John.
Se eu fosse um perfume seria… Ligth blue
Se eu fosse um sentimento seria… nostalgia, mas adoraria ser amor
Se eu fosse um livro seria… um livro antigo de capa grossa, cheio de mistérios, daqueles que cheiram a livraria antiga. Tal e qual o livro do “Shreck 1 – Era uma vezzz…”
Se eu fosse uma comida seria… Pão, provavelmente alentejano, com manteiga
Se eu fosse um cheiro seria… o cheiro que paira no ar ao fim do dia. Principalmente na Primavera.
Se eu fosse uma palavra seria... Paixão
Se eu fosse um verbo seria… Amar, Beijar, Crescer, Dar… Tem de ser só um??
Se eu fosse um objecto seria… Um relógio, de pulso, de parede, de bolso… Parava o tempo quando fosse preciso e fazia-o andar quando fosse necessario.
Se eu fosse uma peça de roupa seria… Sapatos ou melhor, umas botas em pele, cor de pele, bonitas imponentes de corte italiano, um tanto ou quanto masculinizadas.
Se eu fosse uma parte do corpo seria… As mãos. Sim as mãos. Definitivamente as Mãos. Os ombros, em segundo plano, e se só se não fosse possível ser as Mãos.
Se eu fosse uma expressão seria… Um sorriso! Um olhar…
Se eu fosse um desenho animado seria… a Wendy, do Peter Pan. Crescimento e responsabilidade versos a terra do nunca, onde as crianças nunca deixam de ser crianças.
Se eu fosse um filme seria… Shreck 1.
Se eu fosse uma forma seria… Redonda
Se eu fosse uma estação seria… Primavera, começar e recomeçar, cair e levantar de novo.
Se eu fosse uma frase seria… neste preciso momento “Um abraço não é tudo o que podemos dar e receber, mas é muito daquilo que precisamos para viver.”

Está feito.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Desafios


AV lançou novo desafio aqui.

Não foi para mim, obviamente, mas...

Achei graça porque assim que li, comecei automaticamente a pensar como é que eu posso dizer:

"A marquesa saiu as cinco. "

E saiu-me assim de repente várias hipóteses:

Como cantiguinha de criança:

“Já a tarde ia longa
Quando o cuco espreitou
E cinco badaladas cantou.
A marquesa levantou-se e desceu
o seu cabelo ajeitou,
Pegou no lulu e basou.
Já a noite espreitava
Quando a Marquesa voltou
E o que fez, a ninguém contou.”

Como…

A Marquesa deu de frosques por volta das cinco.
Um embrulho trouxe quando voltou
E no lixo o deitou
Mas quem lho fez a ninguém contou

Ou como…

D. Marquesa se vestiu, bateu a porta e sumiu.
Eram cinco da tarde, mas ninguém viu.

E ainda como…

D. Marquesa, basou, deu de frosques, pirou-se, evaporou-se, pisgou-se, abalou, zarpou, … às cinco. (e quantas mais palavras há para descrever saiu, foi-se embora?)

Mas também há como…

No limiar da porta a criada espreitou e avisou a sua senhora de que as cinco tinham acabado de bater. Calmamente a Marquesa levantou-se, deu um jeito no cabelo amassado, vestiu um casaco e dirigiu-se à porta. Sem dar explicações saiu.

Finalmente, para acabar com tanto disparte, como...

Deve ser das altas horas da noite, que só me saem Duques para a acompanhar a Marquesa que saiu às cinco.

E por fim ainda bem que Paulo Mendes Campos não está cá para “assistir a esta vulgaridade”.