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sexta-feira, 15 de julho de 2016

A nossa paz interior é sagrada


É estranho quando as verdades nos entram pelos olhos a dentro sempre que precisamos de as ouvir.
Hoje entrei na garagem cheia de pressa, carreguei no botão de chamamento do elevador e esperei pacientemente. O tempo de espera foi tão grande para a quantidade de coisas que ainda tinha para fazer e para a minha falta de paciência que ultimamente se esgota por nada, que comecei a ficar mesmo irritada e soltei em surdina um palavrão qualquer.
Foi então que o senhor asiático, que esperava como eu o elevador, olhou para mim, viu o meu desespero e muito calmo e com o ar mais simpático deste mundo, disse – “ A nossa paz interior é sagrada, não a percas com estas coisas!”. Foi tão certeiro que fiquei, muito loira, sem expressão a olhar para a porta do elevador. Vá lá que ainda tive reação para fazer um sorriso amável e agradecer a dica. E não é que a razão estava mesmo do lado dele.
Fez-me ficar a pensar até agora, que raio de coisas ou situações merecerão a perda da nossa paz?
Ainda não me surgiu nenhuma.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Só quero paz!



De repente, quebrei.

Estou cansada de querer ser, de me impor, de me insinuar, de dizer estou aqui, de pedir que me levem, que olhem para mim. A sensação é que se não o fizer morro para o mundo mesmo estando viva.
Lá entra a Lei a que chamo "a minha Lei da relatividade" - Tu só existes se existires para alguém.

É uma sensação esquisita. Parece que tenho de fazer força para existir e, nem se quer quero ser nada de especial. Quero só, ser eu!
 

Estou cansada! Cansada de me sentir a remar contra a maré. Eu exponho-me, o mundo esconde-me.
 

São tantos os mares que tenho de percorrer e tantas as marés contrárias que estou a ficar sem forças.
 

Estou com vontade de me deixar ir.
 

Pergunto-me, haverá algum dia, alguma maré de feição que me leve a bom porto sem eu ter de remar?
 

Só quero paz!