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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Felicidade
"Felicidade! É inútil buscá-la em qualquer outro lugar que não seja no calor das relações humanas... Só um bom amigo pode levar-nos pela mão e nos libertar."
Antoine de Saint-Exupéry
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Sempre que te sentires só
Às vezes gostava de saber escrever, para poder escrever tudo o que me coubesse na alma, tudo o que me viesse à cabeça, tudo o que o meu coração sentisse.
Mas tenho medo. As minhas palavras são mentirosas. Até a mim me enganam.
Consigo tão bem ver nas palavras dos outros tantas coisas que eu sinto, que acabo sempre por perceber que cada um tem a sua missão cá neste mundo. E a minha não é escrever. Um dia, talvez eu possa compensar a humanidade por tudo o que me dá e por tudo o que eu roubo dela.
Enquanto isso, resta-me roubar e partilhar a quem ainda não conhece, ou a quem precise de ouvir, tantas coisas bonitas que me passam pelas mãos.
"Olha pra mim
Deixa voar os sonhos
Deixa acalmar a tormenta
Senta-te um pouco aí
Olha pra mim
Fica no meu abrigo
Dorme no meu abraço
E conta comigo
Que eu estarei aqui
enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei
sempre que te sentires só
Olha pra mim
Hoje não há batalhas
Hoje não há tristeza
deixa sair o sol
Olha pra mim
fica no meu abrigo
perde-te nos teus sonhos
e conta comigo
enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só
eu estarei sempre
que te sentires só"
(Mafalda Veiga)
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Para um Amigo
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Só sei dizer assim
Tudo o que se diga não alivia, tudo o que se faça é pouco, toda a gente não chega para preencher o vazio que ficou ao nosso lado.
Às vezes as coisas doem tanto, que quando sei que alguém também está a passar aquilo por que passei digo de mim para mim : Esta já passei.
Eu sei, é um egoísmo muito grande, para mais porque sinto na realidade um alívio. Aquela dor insuportável, que nos tira o ar, não a queria para mim outra vez. Não mesmo. Se possível, não a queria para ninguém.
Continuo a dizer que não há coragem na dor, há só um forte instinto de sobrevivência. A dor é bruta. Não nos peçam por isso coragem, já chega ter de passar por tudo o que temos de passar.
Assim, no teu sofrimento, a única coisa que sou capaz de dizer e porque é verdade é: Eu gosto muito, mesmo muito, de ti.
sábado, 17 de maio de 2008
Desafio
Aqui
Amanhã quando te encontrar
Corro para os teus braços
E beijo-te sem pensar
Depois de olhos fechados
Digo-te o que sinto nas minhas mãos
E como sei que é contigo que quero estar
E a sorrir desapareço para junto das nuvens
Amanhã
Vou chamar por ti dentro de mim
E o relógio vai trazer-te à hora certa
E o sol vai estar lá a ver
Amanhã
Vou dizer-te que te amo sem falar
E vais saber que fui eu
Amanhã é hoje, vais ver.
(Eu Antes de Mim )
Quando me perguntaste porque tinha gostado dos teus últimos poemas eu fiquei a olhar para ti sem resposta. Não consegui responder à primeira.
Foi coisa que senti, não foi coisa em que pensei. Gostei. Tão só.
Olhaste para mim com curiosidade e alguma indignação no olhar e questionaste-te (me). Como? Porquê? Eles saíram-me sem que tivesse pensado ou esforçado, sendo assim, como é possível gostar de alguma coisa que não deu trabalho, que não foi minuciosamente trabalhada vista e revista.
A pergunta que atiraste para o ar, fez-me sentir burra. Fiquei tão sem resposta…
Não gosto quando me tiram do sentido de mim própria. Não gosto quando a minha emotividade me trai.
Aceitei o desafio. A minha cabeça ficou a trabalhar e hoje a olhar para o mar tive a resposta.
Tão simples.
Sabes porque os acho bonitos?
Porque estão escritos com o coração ou melhor, porque foram lidos com o coração e consegui ver neles a minha pulsação.
O coração é simples e pede coisas simples.
Tão simples como os sentimentos que nos assaltam todos os dias a qualquer hora. Tão simples como o que conseguimos ver quando olhamos para a frente. Tudo é simples quando não questionado (pobres de nós os humanos, que temos cabeça para pensar e para complicar o que é tão fácil, tão natural – Viver).
Assim o que senti, quando os li, está dentro de mim e não foi provavelmente o que sentiste quando os escreveste. Para mim, tão simplesmente gostei porque me fizeram lembrar as coisas simples que há na vida – Viver e Amar.
Não te vou perguntar se foi esta a tua razão, porque provavelmente não foi. A minha não é igual à tua, assim me ensinaste tu.
Quando as coisas são evidentes no coração a cabeça não pensa. Mas se formos obrigados a pensar até há respostas, é só preciso descobri-las na simplicidade da nossa existência.
Desafio cumprido.
Recompensa: Respirar e olhar o mar
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sexta-feira, 18 de abril de 2008
Olha o que estou a ouvir...
De mim para ti
oh musica bonita...
"Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo em minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer
Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde prá plantar e prá colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela para ver o sol nascer
Às vezes saio a caminhar pela cidade
Procura de amizades
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão"
(Cantado por Maria Bethania)
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Olhos nos Olhos
Gostaria de conseguir apagar dos teus olhos a incerteza de ti próprio.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Bochecha de rosa II
OU Assim
Bochecha de rosa
Quando te vejo na chegada
De cara rosada e bochecha molhada
Sei que o que esperas no meu ombro não é quase nada
Um leve odor
Um acalmar de um choro na serena pele que te rodeia
Quando te vejo partir
Ainda que a lágrima tombe sobre a rosácea da bochecha
E a pele se irrite na sua passagem
Longe vai a vontade
E muito mais longe
A suave calma do meu ombro
(Eu Antes de Mim)
A verdade é que:
Este foi através de mim, não sei se para mim!
Bonito como é, a mim pouco importa o que esteja escrito e para quem. A verdade é que este foi para mim ou melhor através de mim.
Será assim?
Gosto deste não ter medo.
Faz-me acreditar de novo que podemos e devemos dizer o que nos vai no coração e na alma, quando precisamos e queremos.
Faz-me acreditar de novo que podemos e gostamos de nos ver felizes por fazer os outros felizes.
Da mesma forma que te “levei a escrever”, da mesma forma que me “levas a acreditar”, que nesta vida há coisas boas que só precisamos é de aproveitar.
Pena tenho de que, coisas boas como estas não aconteçam todos os dias. Seriamos sempre felizes.
Obrigada porque sim.
Ah… E para ti: A lembrança do ser é muito melhor do que a lembrança do não ter.
quinta-feira, 20 de março de 2008
O Essencial - Para um Amigo
Aqui vai o meu presente, que espero que contribua para que o teu dia de hoje seja um dia especial.
Como não sei falar nem cantar e não sei como te chegar roubei, estas palavras a Torquato da Luz, e esta musica, para te dar .
Espero que gostes.
“O essencial
Não deixes que o pormenor te roube o essencial.
A vida tem pequenas coisas de que se faz o dia-a-dia
mas o que conta é o quadro que resulta
da mistura de tons entre a alegria e a tristeza.
Não te deprimas nas horas pardacentas
quando tudo ameaça ruir à tua volta
nem te deixes tomar pela euforia fácil
nos momentos em que o destino é um sorriso.
Nada é o que aparenta à primeira vista
e ninguém traz no rosto a verdade inteira.
Por trás de uma expressão cheia de certezas
há por vezes um vulcão de dúvidas
e não é raro que um olhar amável
esconda uma grande desconfiança.
Não deixes que o pormenor te roube o essencial
na frágil fronteira entre o bem e o mal.”
Torquato da Luz (2006)
"Keep smiling, keep shining
Knowing you can always count on me, for sure
That's what friends are for
For good times and bad times
I'll be on your side forever more
That's what friends are for"
PARA O L. PORQUE SIM…
Com um beijinho grande de parabéns.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Hoje lembrei-me de ti
Acabei de passar pelo teu blog e continuas sem escrever
Gostava que soubesses que gosto de ler o que escreves. Já não é novidade. Mas não quero deixar de reafirmar.
Gosto dos teus poemas De todos os que já li, e tenho lido alguns, os teus são os mais misteriosos, são os que leio e tenho de ler e reler outra vez.
A cada entoação que se dá, há uma forma diferente de se ver.
Não cansam.
Podem não ser os mais perfeitos de sentido, podem até não ser os mais bonitos, mas são certamente os que mais me despertam os sentidos em todos os sentidos.
Curiosidade de saber o que queres dizer com a vontade de descobrir o que eu quero sentir.
A interpretação é difícil e nem sempre consigo lá chegar. Estar em ti em mim não é fácil, mas só assim eu consigo, ou acho que consigo, ver o que tens para nos dizer.
Os poemas são isso mesmo, ou pelo menos o que eu acho que são (ver Li Coisas Lindas).
Este é o teu grande desafio, escrever. E para nós fica o que deles conseguirmos tirar com a nossa experiencia de vida.
E assim te peço
Não deixes de escrever!
O teu escrever preenche um bocadinho dos vazios que se criam nos nossos sentires.
Como vês o que escreveste na tua primeira publicação, deixou de ser verdade.
Domingo, Abril 03, 2005
“Escrevo…
Escrevo hoje, na certeza de que ninguém lerá. E como tal, não escrevo comentários. Escrevo hoje, porque a vontade de escrever ultrapassou há muito a certeza do que dizer. E os dedos soltam-se sobre o teclado numa vontade incontrolável de soltar palavras e ver frases crescerem no monitor.
Estranha a sensação de publicar sem na verdade dar a conhecer a existência do publicado e sabendo que não há público.
É hoje um dia marcado pela morte e pelo nascimento destas palavras…”
Publicado por Eu Antes de Mim
E como prova aqui vão dois dos que eu mais gosto
“Escreve
Escreve nas costas das palavras o que sentes e deixa enganar o olhar de quem só te lê”
Publicado por Eu Antes de Mim
“Alma
Por dentro desta muralha de ferro
Se esconde uma frágil alma
Temendo por um dia ser descoberta
Com medo de algum dia sofrer
Ao ponto de não sobreviver “
Publicado por Eu Antes de Mim
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Um Amigo

Um dia sonhei.
Sonhei que era uma princesa e que tinha um príncipe encantado que me acordou com um beijo. Num palácio que se encheu de luz e de alegria no momento em que os nossos lábios se tocaram.
Sonhei ainda, que pela minha beleza interior, pela qual o príncipe se apaixonou e jurou amor eterno, eu era merecedora de todos os ramos de rosas e beijos que me eram oferecidos. E que a beleza interior do príncipe, fez nascer em mim um amor profundo e que também fez quebrar o encantamento que pairava sobre ele.
Tamanha felicidade nunca tinha sido vista até então.
E a partir daí fomos felizes para sempre.
Foram estas as histórias de encantar que me contaram.
Foram estas, as histórias de encantar que me ficaram na memória.
Foram estas, as histórias de encantar que se instalaram no meu imaginário.
Esqueceram-se de me dizer, que geralmente a vida nos faz virar Gatas Borralheiras e que a Fada Madrinha nunca aparece para nos salvar.
Esqueceram-se também de me ensinar que cuidar da nossa beleza exterior era mais importante do que quaisquer duas belezas interiores.
Esqueceram-se de me alertar para o facto de que nenhum príncipe encantado, nem mesmo o nosso, nos pode fazer felizes para sempre, que o nosso palácio vira um campo de batalha que em vez de nos acolher nos expulsa, que o nosso amor vira um desamor e que o nosso sonho vira um pesadelo.
E que a partir desse momento deixa de se acreditar na vida, nas pessoas, nos sentimentos, nos momentos.
Os sonhos dão lugar à nostalgia, que entra de rompão como um animal selvagem a tentar saciar a sua fome.
E foi nesta selva escura e fria, onde só se viam olhos de todos os tamanhos e feitios à espera de um momento de fraqueza para poder atacar e destruir todos os restos de alma já espalhados e destroçados, que surgiu a Lua.
Essa Lua imensa e encantada com capacidade mágica de me presentear com o seu dom. O dom de me fazer sorrir, o dom de me fazer sentir bem, de me mostrar coisas bonitas, de me fazer sentir que sou importante, de me mostrar o caminho da verdade e da sinceridade, de me fazer ter vontade de renascer, de me mostrar que no mundo nem só o amor é importante. Que mais importante que um amor é uma amizade.
Essa Lua brilhante, que conseguiu entender o pedido de socorro, numa última réstia de esperança, que foi lançado sob a forma de um grito desesperado e silencioso. “Não deixes de ser meu amigo”.
Essa Lua enorme que me aconchegou com um abraço quente e forte, sem pedir nada em troca e sem propósitos outros que não o de dar forças e energias e o de me fazer renascer.
Essa Lua fascinante que me olhou nos olhos e me iluminou o caminho, murmurando-me ao ouvido – Vai estás pronta para renascer de novo. E Sempre que precises de novas forças, não esperes por ter, pede e eu estarei aqui ao pé para te dar. (That’s what Friends are for).
Essa Lua que teve o dom de me ensinar, com inteligência, sensibilidade e principalmente com muita humildade, que apesar de tudo ainda vale a pena lutar por tudo o que acreditamos.
E que aqueles abraços se repitam para todo o sempre com a mesma intensidade e carinho.
Agora Sim e só para ti.
Obrigada LUA.
(Todos nós temos uma LUA em determinado momento da nossa vida. Uma LUA única que nos ilumina o caminho.)
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