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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

3 Anos de blog.


Olha só para a data que deixei passar. Como é que é possível?

26 de Agosto...

Com tanta coisa a acontecer à minha volta nem nunca mais me lembrei que foi o dia, há 3 anos atrás, em que tive coragem para abrir a minha escrita, os meus pensamentos para o mundo.

Às vezes pergunto-me: Será que é importante? Quanto importante é? Que raio de feito é este? Quem pode querer saber?

Por outro lado penso: Não é impingido, quem quer lê, quem não quer não lê. É uma afirmação muito pouco simpática eu sei, mas é a forma de eu conseguir pensar que não estou a chatear ninguém.

Importante para o mundo sei que não é. Mas é e foi muito importante para mim e certamente um bocadinho de nada importante para quem de alguma forma se identificou ou encontrou alguma palavra de conforto na minha escrita.

Por último, não é nenhum feito para uma pessoa qualquer. Só é um feito para pessoas como eu, que toda a vida escreveram para si próprias e que nunca por nunca acharam que conseguiriam escrever mais de três palavras seguidas com algum sentido para fora destas “paredes”.

Gostei desta parte de mim. Gostei de quem me tivesse feito sentir gostar desta parte mim, gostei de gostar de escrever, gostei de perceber que se pode brincar com as palavras. Gostei essencialmente de me ter dado a oportunidade de brincar com as palavras, com mais ou menos medo, com mais ou menos segurança, com mais ou menos cabeça, com mais ou menos alma.

Gostei de perceber que dias não são dias e que a escrita tem os seus dias, as suas horas, os seus momentos.

Gostei de compreender que há pessoas que aqui vêm e que de vez em quando voltam, que às vezes até comentam e que ao fim de um certo tempo arranjam a sua própria história para contar ou que de alguma forma encontram o seu caminho e se afastam.

Estas pessoas que aqui vieram e que voltaram, que vêm e que aqui voltam e/ou que de alguma forma comunicam, seja de que maneira for, fazem-me sentir “importante”.

Importante, não pelo que escrevo, nem pela forma como o faço, não pela qualidade que sei que não tenho, mas pelo interesse que mostram, pelo que percebem e pela atenção que me dão.

Mereço eu tanto?

OBRIGADA a todos

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Just look over your shoulder




"...This bond between us
can't be broken ..."

"... Cause you'll be in my heart
Yes, you'll be in my heart
From this day on
Now and forever more

You'll be in my heart
No matter what they say
You'll be here in my heart, always

Why can't they understand
the way we feel
They just don't trust
What they can't explain
I know we're different but,
deep inside us
We're not that different at all

And you'll be in my heart
Yes, you'll be in my heart
From this day on
Now and forever more

Don't listen to them
'Cause what do they know
We need each other,
To have, to hold
They'll see in time
I know

When destiny calls you
You must be strong
I may not be with you
But you've got to hold on
They'll see in time
I know
We'll show them together

'Cause you'll be in my heart
Believe me, you'll be in my heart
From this day on
Now and forever more

Oh, you'll be in my heart
No matter what they say
You'll be here in my heart, always
Always

I'll be with you
I'll be there for you always
Always and always

Just look over your shoulder
Just look over your shoulder
I'll be there always "

(Phil Collins)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Um Ano


Ena, ena.

Quase deixei passar esta data em branco.

Um ano de vida!... Livra! É muito.

Que espectáculo.

Nem nunca me passou pela cabeça que conseguiria manter um blog tanto tempo. Um desafio e tanto.

Não é uma referência na blogosfera, claro que não, nem nunca pretendeu sê-lo. Pretendeu sim, não perder as suas características iniciais e os objectivos pelos quais ele nasceu.

Por isso fiquei hoje deveras surpreendida. Um Ano!

Sinto cá dentro um orgulho enorme. Não pelas coisas que escrevi, mas porque escrevi, não pelas ideias que tive, mas pelos motivos. Encontrar-me foi um objectivo de quase todos os dias. E escrever, foi um desafio imenso, enorme, gigantesco!!!!!!!!!.

Um pouco egocêntrista? Talvez!.. Mas foi muito importante para quem já nem sabia quem era, ou se era.

Talvez ainda não tenha encontrado tudo o que queria ver e sentir, pelo menos ainda não com paz de espírito que gostaria. Mas já vou sabendo quem sou. Já sei estar sozinha em algumas ocasiões, já não sinto aquele medo de me defrontar e de enfrentar os outros.

Houve quem me ajudasse e desse forças, o que agradeço do fundo do coração.

O “Coisas da Vida””, não só nasceu como tem vida, tem a sua personalidade, revela o meu carácter. É o meu canto de eleição, o meu escape à terra, o meu espaço de leitura privilegiado, o meu encontro comigo. É também uma companhia, um encontro com outros mundos e outras realidades e também, de certa forma, um local de convívio. É muito mais do que um simples hobby.

O “Coisas da Vida” já me deu “coisas boas” o que já é muita ”coisa”.

Enfim, um feito para mim, feito por mim.