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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ainda o Estado de Espirito


Sempre que o meu estado de espírito está de pernas para o ar e que um deserto grande se instala, sempre que estou dormente e sem saber o que pensar, sempre que as palavras não me saem porque não sei o que sentir, eu encontro em Fernando Pessoa um aconchego. As suas palavras embalam-me, acompanham-me e tiram-me de um vazio que nem eu sei muito bem como e onde se gerou.


"Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade.

Mas, como a realidade pensada não é a dita mas a pensada,
Assim a mesma dita realidade existe, não o ser pensada.
Assim tudo o que existe, simplesmente existe.
O resto é uma espécie de sono que temos,
Uma velhice que nos acompanha desde a infância da doença."
(Alberto Caeiro)

Estado de Espírito

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“Se eu te pudesse dizer
O que nunca te direi,
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei.”
(Fernando Pessoa)

Estas palavras, assim soltas, poderão querer dizer mil coisas ou absolutamente nada, cada um que lê é que sabe se as sente e como as sente. Os escritores e poetas tem esse dom, escrevem com o seu sentido e nós, meros leitores, sentimos nelas o que nos vai na alma e, em cada altura da nossa vida, a mesma palavra pode ter cores distintas e tocar de formas diferentes.
Hoje, estes pequenos poemas tocaram-me. Foram directas ao coração e aconchegaram-me.