terça-feira, 7 de setembro de 2010

Caderninho


«Apoia-te sempre, nunca te agarres»

(Agustina Bessa Luís)

Tudo é questão de tempo!


Recebi um texto que me fez pensar…

Às vezes encontramos nas palavras dos outros aquilo que sentimos, aquilo que pensamos aquilo que queremos ver, aquilo que somos, aquilo que gostaríamos de ser, aquilo que queremos ouvir …

Quando isso acontece parece que ficamos surpreendidos e de certa forma admirados. O famoso “nés só tu” é uma realidade que nos custa a aceitar, de vez em quando. O sofrimento, só é sofrimento quando nos sentimos sozinhos. Por isso quando nos deixamos de sentir sozinhos neste mundo o sofrimento atenua.

Por um lado é bom, ou melhor é óptimo. Por outro lado o ser humano precisa de sofrer de vez em quando. Precisa de fazer o seu luto, de ter o seu tempo para reconhecer, aceitar e finalmente reagir. Por isso as palavras de "conforto” às vezes sabem a mel, outras a fel.

Dependem sempre da altura em que caem, como caem e por quem caem.

Nunca mais me esqueço das palavras que ouvi dois dias depois da minha casa arder quase por completo. Véspera de Natal, festas e banquetes, presentes e sorrisos, alegria, cor e eu sem nada de material, nem mesmo uma vestimenta limpa a condizer com a época, sem o meu cantinho, sem o meu descanso, triste e sentida, perdida no meio dos meus pensamentos e, no meio disto tudo alguém me disse: - Deixe-se dessas coisas, pare de chorar. Já pensou que isso foi um presente de Natal que teve!”.

Não bati, não esperneei, não matei, mas tudo por respeito porque vontade… Essa não faltou!

Na verdade, foi mesmo! Uns anos depois entrei na minha casa nova, linda, feita à minha medida, com as coisas que sonhei, com tudo o que queria e nela continuei o meu percurso…

Foi uma lição, como tudo aquilo por que tenho passado na vida, até hoje.

Muitas vezes não se consegue perceber logo o sentido das lições, mas com o devido distanciamento ele começa a surgir, forte e vincado.

Tudo é questão de tempo!

Hoje II


Hoje tomei o pequeno-almoço na varanda de trás. Na varanda que dá para os comboios, para a correria da vida.

Lá fora, a sentir o fresquinho na cara senti o prazer de ver o mundo acordar. As pessoas a viverem o frenesim dos nossos dias.

Já tinha saudades de ver o dia a amanhecer. Já tinha saudades de ver o Sol a nascer, as cores a tomarem a sua intensidade, o arco iris certinho e cheio de cores, o gato a roçar-se nas plantas cheio de preguiça, os aviões a cortarem o céu azul deixando rastos brancos e muito direitinhos, já tinha saudades dos primeiros raios de sol amarelos a baterem em cada esquina e a deixarem as sombras compridas e nítidas. Já tinha saudades de ver as pessoas a entrarem na vida do dia-a-dia todas cheias de pressa não se sabe muito bem para quê. Talvez para se despacharem! Como dizia, invariavelmente, a minha Chica sempre que lhe perguntava para quê tanta pressa logo de manhã?
- Para me despachar, menina! Assim fico logo despachadinha das coisas que me custam e depois posso fazer as coisas que gosto ou ir descansar.

Hoje não senti o ritmo dos pássaros mas sim o dos carros a circularem, hoje não senti o bater suave das ondas, mas sim a intensificação do movimento, as lojas a abrirem, hoje não senti a aragem e a brisa do mar, só vi as gares a encherem aos poucos de pessoas e a ficarem vazias depois do comboio passar.

Percebi o quanto isto já me fazia falta.

Sentir-me outra vez num mundo enorme, cheio de coisas diferentes e apinhado de pessoas iguaizinhas a mim, nem melhores nem piores simplesmente atarefadas com a vida numa correria louca para o amanha.

Hoje senti a minha respiração, o ar a entrar e a sair. Hoje senti-me em paz, sem ter de mostrar nada, simplesmente ser eu.

domingo, 5 de setembro de 2010

Hoje


Hoje, a vida deu-me uma grande lição.

Hoje aprendi que: a vida não se questiona, vive-se... Tira-se e aproveita-se o melhor de cada dia.

Hoje, a vida mostrou-me que aquilo que julgamos impossivel, afinal não é...

Hoje, fui surpreendida...

Hoje, quebrei uma barreira, uma barreira importante na minha existência.

Hoje, a vida deixou-me feliz, cheia de esperança e com um sorriso na cara.

Hoje, percebi que "A felicidade é simplesmente uma questão de luz interior" (Henri Lacordaire)

Hoje, ouve uma luzinha que me iluminou.

Hoje grito bem alto: ainda bem que existem Luzinhas que nos iluminam que nos fazem ver a vida com outra luz.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

AMOR...


"EL AMOR NUNCA ASPIRA A SER AGRADECIDO NI COMPADECIDO, SINO CORRESPONDIDO CON AMOR"
(A.GALA)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ironia do destino


Ironia do destino:
Trago mil palavras na cabeça, cada uma com mil significados.
Mil dizeres cheios de sentido, mas que não passam de mil sentenças que mil sabedorias encerram
De que me servem mil palavras, se nem uma sabe exprimir aquilo que trago cá dentro.

Acreditar


Aquilo que um dia foi bonito nunca o deixará de ser, mesmo que se deixe temporariamente de o ver.